Mostrar mensagens com a etiqueta Bill Moyers. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bill Moyers. Mostrar todas as mensagens

sábado, 4 de outubro de 2014

Transversalidade

O Mal e a natureza do arranjo

A presente entrevista mostra, com detalhe, franqueza e humor por que razões, não obstante mudem as caras e as vozes dos personagens que exercem o poder, a narrativa se vai concretizando. Sem sobressaltos no centro da peça. Por muitos tumultos e distracções pelos quais a periferia e respectivos personagens secundários vá passando, o guião é para seguir.

É muito salutar que haja quem desvele, com esta simplicidade, os meandros das relações entre negócios (neste caso a banca) e o poder político. Quem dê a cara mostrando os contornos, nomeando as pessoas e os actos, e que leve ao fim as consequências desse seu conhecimento. Enfrentando, para além das reacções dos crentes e amigos, os solavancos de uma máquina de Justiça que mais parece uma debulhadora que encrava a cada grande passo.
Mais do que a agitação jornalística, oportunisticamente sincronizada com episódios de ascensão e queda de personagens políticos, a medida da maturidade da sociedade que somos pode fazer-se pelo exercício de cidadania que o entrevistado, aqui, evidencia.

Alguns dirão que essa conduta é, na sua essência, a verdadeira forma de estabelecer os controlos e os balanços da máquina e do sistema institucional e político. Pergunto se, ainda assim, esses esforços são suficientes?

E se o Mal, porque transversal, faz parte do arranjo?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Complicada Teia

Depois de ter lido um comentário de um dos nossos leitores relativamente à administração americana (e aos seus erros), recuperei duas entrevistas realizadas por Bill Moyers. Uma a David Stockman e outra a Mike Lofgren. Muito frontais e incisivas, as entrevistas cruzam vários tópicos, mas concentram-se nos seguintes:
- o que é o capitalismo-para-amigos (crony capitalism) e as suas consequências;
- as ligações entre as administrações americanas e as esferas da finança mundial - as mesmas caras e os mesmos nomes;
- as políticas públicas como instrumentos para a repressão financeira (e não o apregoado esforço redistributivo) e o desenvolvimento de uma economia corporativa;
- o estado profundo (deep state), as obscuras funções e razões de estado;
- o financiamento barato e acessível a alguns agentes e as consequências para o sistema económico;