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quarta-feira, 12 de abril de 2017
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Radar
Ainda se hão-de fazer sentir as verdadeiras consequências de uma economia de papel ao longo dos próximos anos. O caso indiano que por aqui temos acompanhado, é exemplar de algumas delas. Se lhes associarmos a desmaterialização monetária em curso (está a começar na Europa, ver aqui) perceberemos a magnitude das mudanças que vêm ao nosso encontro.
Entretanto, um ex-governador do Banco Central Indiano Venugopal Reddy concluiu em recente discurso que, e cito: "o dólar é um activo seguro, mas o ouro é ainda mais seguro. (...) O ouro é uma forma de poupança ou de reserva de valor que compete com a moeda oficial".
A sinceridade fica-lhes tão bem.
Ver notícia aqui. Se algum leitor encontrar o livro branco onde se faz a exposição mais extensa destas ideias e o queira partilhar connosco, deixo aqui, antecipadamente, o nosso agradecimento.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Possibilidades
Manhãs clarividentes
Existem manhãs televisivas interessantes. Onde se pode aprender um pouco ou relembrar informações importantes que, à custa de tanta análise desportiva social perversa (ou o que por cá passa por seus substitutos), já esquecemos.
Imaginar que as televisões generalistas podiam investir alguns minutos de boa disposição e informação crítica é esforço inglório?
Não parece. Vejamos. Pela Irlanda:
Existem manhãs televisivas interessantes. Onde se pode aprender um pouco ou relembrar informações importantes que, à custa de tanta análise desportiva social perversa (ou o que por cá passa por seus substitutos), já esquecemos.
Imaginar que as televisões generalistas podiam investir alguns minutos de boa disposição e informação crítica é esforço inglório?
Não parece. Vejamos. Pela Irlanda:
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| Aqui |
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Zonas não conhecidas do nosso universo monetário
Acabado de publicar, o relatório anual da equipa da Incrementum é uma ferramenta muito útil para compreender os "tempos económicos" em que vivemos. Ou experimentar uma cartografia das zonas inéditas do universo monetário que, sem ilusões, habitamos. Especialmente quando se procura compreender quem ganha e quem perde com as políticas actuais dos governos e bancos centrais. FMI incluído, claro.
O relatório possui, igualmente, análises de variados cenários económicos e geoestratégicos futuros, o papel do ouro e da prata em carteiras de investimento diversificado (comparações com dólares, petróleo, acções em diferentes combinações). Complementando o conteúdo e o interesse dos mais recentes comentários dos nossos leitores, traduz-se a seguinte passagem (o relatório é uma versão mais extensa do que o habitual), acrescentando-se o sublinhado.
O relatório possui, igualmente, análises de variados cenários económicos e geoestratégicos futuros, o papel do ouro e da prata em carteiras de investimento diversificado (comparações com dólares, petróleo, acções em diferentes combinações). Complementando o conteúdo e o interesse dos mais recentes comentários dos nossos leitores, traduz-se a seguinte passagem (o relatório é uma versão mais extensa do que o habitual), acrescentando-se o sublinhado.
Ronald-Pete Stoeferle & Mark J. Valek (Junho, 2014), “In Gold We Trust” - Incrementum p.19
"No actual sistema monetário, profundamente fraccionário, um fenómeno deflacionário no crédito teria consequências importantes para a economia real, em particular no sistema bancário. A permanente expansão da oferta de moeda e crédito tornam-se fins em si mesmos no actual sistema de moeda-crédito.
Esta é a verdadeira razão pela qual a deflação é, nos dias de hoje, a nemesis dos governadores dos bancos centrais.
O objectivo de todos os organismos, de todos os seres humanos e de toda a burocracia é maximizar as suas hipóteses de sobrevivência. Nesta perspectiva, a deflação representa uma ameaça existencial ao actual sistema monetário, que tem de ser combatida por todos os meios. Por forma a esconder a instabilidade inerente do sistema de crédito, as políticas extremamente expansivas dos bancos centrais continuarão a compensar a deflação no crédito.
Na nossa opinião, isto representa um acto de equilibrismo sobre o fio da navalha."
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