segunda-feira, 3 de março de 2014

Importa-se de repetir?

Identificar a natureza dinâmica do presente não é original. Recentemente sublinhei a velocidade a que ocorrem factos relevantes no mundo de hoje, cuja relação, por não ser evidente, negligenciamos. Ou não têm expressão nos veículos da verdade oficializada. Muito do que está a acontecer em torno da Ucrânia comporta consequências que não estão ainda bem medidas ou antecipadas. Não obstante, o presente tem facetas complementares, cuja relevância não pode ser negada. Seja pela sua eventual concretização ou, não se concretizando, pelo que sinalizam relativamente ao que é possível que venha acontecer. Que o cidadão comum terá conhecimento apenas como facto consumado.
Repare: e se, de repente, um economista popular - um prémio nobel da economia - lhe dissesse que seria melhor para todos os europeus (especialmente os do sul…) se a Alemanha abandonasse o projecto da moeda única? Agora. Ao mesmo tempo que os líderes (nacionais ou europeus) nos dizem que a crise está ultrapassada, que o futuro é brilhante.
Importa-se de repetir?




O vídeo foi editado a partir da Palestra "The Future of Europe" de Josef E. Stiglitz em Janeiro deste ano, em particular no momento de perguntas e respostas.

2 comentários:

Antonio Cristovao disse...

Bem visto. Um bome conomista é o que consegue explicar com muita fiabilidade os fenomenos economicos passados. Esperar mais normalmente só por conta e risco do próprio. E os eleitores portugueses se não forem "distraidos" bem podem ter aprendido com os nossos experts desde a nacionalização do BPN a construção de autoestradas e hospitais desajustados quer aos negocios das PPP =tudo bem acessorado por sumidades bem pagas.

LV disse...

António Cristóvão,
Diz muito bem, se os eleitores não forem distraídos (as aspas que coloca são oportunas). E não pude deixar de rir quando, por distracção liguei a televisão, e vi o PM a fazer uma declaração sobre… a Ucrânia.
Está tudo doido. Ou "distraído" - quem usa as aspas agora sou eu!
Saudações,
LV