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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Europa face aos Estados Unidos: independência ou vassalagem?

A NATO foi criada em 1949 no contexto da Guerra Fria superveniente à II Guerra Mundial. Hoje, após a implosão do império soviético e consequente dissolução do Pacto de Varsóvia (fundado em 1955), a sua actuação alargou-se progressivamente a leste chegando hoje a meridianos tão distantes como os do Mar Cáspio e do Afeganistão. Vai bem distante o âmbito do Atlântico Norte... como distante e letra morta ficou o compromisso estabelecido entre a administração Bush I e Gorbatchov em 1990 - o de que a NATO não se expandiria para leste caso Moscovo permitisse a dissolução pacífica da URSS. O texto que segue, da autoria de Eric Margolis, é de há dois meses atrás mas mantém, creio, a sua plena actualidade. A tradução, bem como a introdução de links e a referência a um vídeo muito especial, são da minha responsabilidade.
12 de Julho de 2014
Por Eric Margolis

A Europa continua como em 1945 - na perspectiva de Washington
(It’s still 1945 in Europe – in Washinton's view)

Qual é exactamente o grau de independência da União Europeia? Considerando os acontecimentos recentes envolvendo os Estados Unidos e os seus aliados europeus, não é possível evitar a pergunta.

Eric Margolis
Primeiro, foi o caso das descaradas escutas, por parte da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), ao telemóvel privado da chanceler alemã, Angela Merkel, e, muito provavelmente, a muitos mais VIP na Alemanha, um aliado chave dos EUA e a nação mais importante da Europa.

Washington e a NSA minimizaram este incidente terrivelmente embaraçoso com o habitual "bem, todos fazem o mesmo".

Não é verdade. Imaginem o alvoroço furibundo que teria ocorrido caso tivesse sido a Alemanha a escutar o Blackberry do presidente Barack Obama. A chanceler Merkel sofreu uma humilhação mas fez por minimizar o escândalo, sem disposição ou capacidade para castigar os EUA através de uma qualquer acção punitiva real - como, por exemplo, determinando o encerramento de uma das bases militares norte-americanas estacionadas na Alemanha desde há 69 anos.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Ainda estou para perceber

e suspeito que permanecerei com este impedimento cognitivo para todo o sempre, qual será o passe de mágica a que o Governo irá recorrer para que o descongelamento das promoções das forças armadas não implique aumentos na despesa pública. Será que os efeitos remuneratórios, digamos, da promoção de um tenente a capitão serão compensados com a diminuição da remuneração do novo capitão? Custa a acreditar, não é? Desta nem o grande Houdini seria capaz!

Responder-me-ão que não é isso que o Governo, através do ministro da Defesa, quer de facto dizer mas apenas que os limites projectados para a despesa pública (este ano? no próximo? no próximo quinquénio?) não serão excedidos por causa destas promoções. Sim, aceito que seja esse o sentido último, que não literal, das palavras de Aguiar-Branco. Mas, por favor, não queiram fazer de nós parvos, ok? Repare-se que, se há espaço para aumentar remunerações à custa da compressão de outras despesas (como por exemplo diminuição dos postos militares que implicam a designação de generais com a consequente cascata de excedentes no quadro de coronéis, tenentes-coronéis, majores e por aí fora), cabe perguntar por que razões essas despesas, naturalmente desnecessárias, continuaram orçamentadas.