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quinta-feira, 26 de abril de 2018

E a Primavera a começar


As narrativas multiplicam-se e os curadores europeus começam a mostrar as suas dúvidas acerca da saúde disto tudo.
Uma tese que li (de Alex Gurevitch e através de subscrição) aponta para um cenário diferente do que as imagens sugerem. Mas a diferença é relativa ao tempo em que se desenrolam os principais episódios. Logo atrás da prosperidade vendida pelos meios convencionais, há razões para suspeitar que a recessão está já aí. Aliás, Gurevitch afirma que dar conta dela é já estar nela.
E o seu raciocínio parece simples: nos EUA, as taxas subirão um pouco mais face à volatilidade que os índices bolsistas vão revelando e aos medos inflacionistas. O que agravará a situação e, de seguida com o mesmo desplante, os magos decidirão baixar as taxas novamente.
Segundo o mesmo autor, a Zona Euro mostra sinais ainda mais preocupantes. E o ponto de partida é ainda mais crítico (o BCE ainda está no modo fácil, digamos).

Há algum tempo que vamos assinalando a "orientação das percepções" e os seus mecanismos, como aqui.

E a Primavera a começar.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O reforço de um mundo de animação


Depois dos discursos e encenações desta semana por parte da equipa da FED, o mercado sabe com o que pode contar. Os índices bolsistas continuarão a sua ascensão como paradigmas de uma "economia de sucesso". E os curadores, quais mandarins ilustrados, mantêm a sua máquina de entorse perceptivo.
Lacy Hunt - que por aqui já recebeu a nossa atenção - cita Alan Meltzer acerca dos erros que a FED cometeu, comete e continuará a cometer quando segue os modelos e as ferramentas erradas para cumprir o seu mandato.
Traduzo: "O erro da FED é continuar a basear-se em modelos como a Curva de Phillips... que ignora a influência do papel da moeda, do crédito e dos preços". Esta teimosia, insiste Hunt, impede a FED de seguir tendências mais persistentes na moeda e no crédito, comprometendo o seu próprio papel estratégico no seio das exigentes componentes do seu mandato.

É caso para perguntar se esta gente acredita mesmo na sua poção mágica...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Radar

Sem nenhuma relação com o Entrudo e as partidas que por estas alturas se pregam, a realidade mostra-nos a sua dinâmica. Especialmente, a natureza da sua dinâmica.
À consideração dos nossos leitores:

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Citação do dia (190)

Hoje em dia, o sistema financeiro global é um complexo sistema de redes electrónicas motivadas pela fé. À medida que progridem as bolhas globais, um grande conjunto de dogmas financeiros será exposto por aquilo que é: uma ilusão. E muitos desses dogmas foram usados como simples truques.
A finança global não passa, na sua maior parte, de um labirinto de ´promessas de pagamento`. E o valor dessas promessas depende da confiança e da fé. (...)
A crise nessa confiança acelerou nesta última semana.
Os últimos sete anos mostram-nos uma expansão da dívida nos mercados emergentes, liderada por aquela que deveria ser muito assustadora bolha no crédito na China.(...)
Esta semana vimos indicações do que tem potencial para despoletar essa crise de confiança no sistema bancário na Ásia e nos restantes mercados emergentes. A fé de que as autoridades chinesas (ou as autoridades desses mesmos mercados emergentes) têm a situação sob controlo está, seriamente, posta em causa. (...)
De acordo com a SNL Financial, os bancos chineses ocupam agora quatro dos cinco lugares de topo na lista dos maiores bancos mundiais. Analisando os balanços no final de 2014, os quatro grandes bancos chineses – Banco de Comércio e Indústria da China, Banco de Construção da China, Banco de Agricultura da China e Banco da China – terminaram 2014 com activos na ordem dos 87,59 triliões de yuan ou 13,7 triliões de dólares. Os activos totais destes bancos cresceu 64% em quatro anos. (...)
Na semana que passou ficou visível o desenvolvimento nas grandes rachas do sistema financeiro global. Fiz as contas às descidas dos títulos bolsistas dos dez maiores bancos mundiais: 1) Banco de Comércio e Indústria da China perdeu 6,1%; 2) Banco de Construção da China perdeu 6,9%; 3) Banco de Agricultura da China perdeu 4,9%; 4) HSBC perdeu 6,6%; 5) Banco da China perdeu 6,1%; 6) JP Morgan Chase perdeu 6,2%; 7) BNP Paribas perdeu 4,4%; 8) Mitsubishi UFJ Financial Group perdeu 7,5%; 9) Banco da América perdeu 9,0% e 10) Barclays perdeu 6,4%.(...)
A visão do abrandamento global foi confirmada esta semana.
É sempre pior do que tu pensas.

Doug Noland, "É sempre pior do que tu pensas", 22 de Agosto de 2015

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Radar

Upsss! Índices do NYSE estão suspensos. Afinal, para além da Grécia, da China, devemos estar também preocupados com os EUA?
Serão problemas técnicos? Um algoritmo que despoletou a venda?
Estaremos disponíveis para olhar o mal? A sério?

Ver aqui.