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sábado, 9 de abril de 2016

Soberanas dinâmicas

O tempo presente em termos de política monetária global

O vídeo que partilhamos hoje é uma entrevista de Dan Popescu a James Rickards, após o lançamento do livro "The New Case for Gold" que se segue aos títulos "The Death of Money" e "Currency Wars".

A conversa atravessa vários tópicos, mas concentra-se no papel monetário do ouro, integrando, a análise de James Rickards, os últimos eventos globais: o último encontro dos G20, a situação das reservas soberanas dos EUA e da China, o papel do FMI e dos Direitos Especiais de Saque (SDR´s).

As dinâmicas que escapam por detrás das slogans e dos títulos dos meios de comunicação (já aqui nos referimos à cortina que esconde e que mantém o jogo a rolar), são colocados em perspectiva para facilitar uma leitura mais crítica e independente. E estimular respostas diversificadas, que possam, arrisco eu, subverter a orientação do pensamento único acerca de matérias globais.
 
Recentemente, Rickards tem vindo a sublinhar a importância dos sinais de que o sistema financeiro e monetário não está saudável e parece caminhar para uma crise da qual não pode salvar-se, o que daria lugar a um recomeço.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Radar

Irresistível acompanhar alguns "insiders" nestes momentos.
Depois do FMI ter tornado pública a ideia de que adiava a inclusão do Renminbi nos DES (português para SDR`s) para o ano, a China desvaloriza a sua moeda em 6% em apenas 36 horas. A guerra começou? Ou apenas se intensificou?

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Vocações

Retomando os amores abstractos


No seguimento da exploração feita em (Desafio Reflexivo) acerca da paixão pelo abstracto a que liguei também os conceitos de fuga e apagamento, tento agora identificar algumas das instâncias através das quais esses conceitos-orientadores vão, paulatinamente, concretizando um plano vasto e nebuloso.
Sublinhámos que aqueles conceitos se vão estabelecendo como pressupostos justificadores do discurso e da acção política, económica e social. Pelo que gostava de tentar mostrar que um dos mais importantes passos desses amores pelo abstracto no domínio económico se pode vir a concretizar através da proibição da utilização de moedas físicas no sistema económico. Terá certamente outros precedentes e outras raízes, mas a “teoria de uma sociedade sem moeda” que Kenneth Rogoff deu à estampa no ano passado tem ganho a atenção de muitos agentes, dado o alcance que a concretização dessa teoria teria nas presentes circunstâncias no actual sistema financeiro, monetário e económico.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Radar

Uma visão integrada do estado das coisas à escala global - economia, política e finança - por Jim Rickards.
Concorde-se ou não com todas as teses que defende, o enquadramento que apresenta é muito credível e consequente.
Siga-se, atentamente, a descrição dos diferentes momentos da Grande Narrativa em pouco mais de seis minutos.

sábado, 18 de abril de 2015

Cadência e ritmo

Extensão dos movimentos tectónicos

Não sei se me será possível vislumbrar todo o alcance dos mais recentes episódios relativos ao sistema monetário internacional em vigor, em particular face às pressões tectónicas de novos agentes como a China ou a Rússia.
Mas as dinâmicas que exigem novos equilíbrios e enquadramentos está claramente a aumentar. E são, claramente, sublinhadas ao mais alto nível no decorrer dos encontros de primavera do FMI.
No primeiro vídeo podemos ouvir Christine Lagarde a confirmar que a intenção de arrumar o novo equilíbrio monetário de acordo com as novas tensões, incluindo o renminbi no cabaz de moedas a que estão ligados os direitos especiais de saque (SDR).
No segundo caso, e em reacção a intervenções de Lew por parte dos EUA, as equipas oficiais de trabalho envolvidas nas negociações, afirmam que a moeda chinesa demonstra ter todas as condições para ser incluída nas paridades dos SDR´s.
Reconhecemos o ritmo?





quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ritmo (actualização)

Mas será possível?

Intensificam-se as referências e o interesse por parte dos meios de comunicação convencionais sobre o tema. Se considerarmos os mais recentes desenvolvimentos na Alemanha, a subida (nada despicienda) do preço do ouro durante este mês e a muito aguardada reunião do BCE de amanhã, então estamos autorizados a concluir que algo se passa. Mas o que será?
O que será que, a médio prazo, terão estes factos a ver com reconfiguração dos Direitos Especiais de Saque (SDR´s), FMI, China e o renminbi?
E em Davos já se fazem acordos - entre China e Suíça - que parecem confirmar as relações que por aqui indiciámos.
Ritmo.



Fonte: The Telegraph 21 de Janeiro de 2015

sexta-feira, 7 de março de 2014

FMI, Rússia e SDR´s

Já assinalámos (aqui e aqui) que, pelo menos desde 2009 se têm levado a cabo iniciativas de reformulação profunda do sistema monetário e financeiro mundial. Seja por iniciativa dos BRICS no seu conjunto ou algum dos seus agentes isoladamente (a China e a Rússia, claramente). Até alguns dos países emergentes, agora que sofrem com os "apertos da mangueira" monetária americana, buscam avidamente um novo enquadramento para as suas necessidades de financiamento ou de comércio.
O que agora acontece na Ucrânia é mais uma chama num incêndio existente, não duvidemos. Basta ter presentes as ameaças russas face à hipótese de sanções por parte dos EUA ou da UE. Veja-se neste artigo da Reuters onde já vai o Novo Grande Jogo. São inegáveis os sinais e mesmo no seio da administração americana se intensificam pressões para implementar reformas relativas à composição do Fundo Monetário Internacional (aqui). A pretexto de "acidentes" como o que se desenrola na Ucrânia, muita da paisagem financeira mundial pode registar mudanças substanciais.
Perguntava-me recentemente por que razão buscam os asiáticos tanto metal. Será que uma reorganização monetária promovida pelo FMI em torno de SDR´s poderá ser a razão?