terça-feira, 14 de outubro de 2014

De Pol Pot ao ISIS: "Tudo o que voe, contra tudo o que se mova"

Recordo-me com razoável nitidez dos tempos em que a RTP, anos a fio, "informava" diligentemente os seus telespectadores das sucessivas "vitórias" dos "exércitos" do Vietname do Sul e do Cambodja de Lon Nol e das impressionantes baixas consistentemente infligidas aos vietcongs. Com o desaparecimento da Indochina francesa - Vietname, Cambodja e Laos -, os EUA tentaram instalar em seu lugar uma pax americana. O resultado é conhecido e dele ressalta, pela dimensão do horror indizível, o regime genocida de Pol Pot (que, por uma das ironias da História, só viria a ser derrubado pelo Vietname comunista).

Hoje já não vejo televisão. Também talvez por isso creio ajustados os paralelos que o veterano jornalista John Pilge estabelece entre a "criação" de Pol Pot e a do que hoje conhecemos por Estado Islâmico, ISIS/ISIL, e do "exército" iraquiano sem concluir pela paternidade comum. As acções têm consequências e muitas das vezes - as mais das vezes? - produzem efeitos inesperados, indesejáveis e até mesmo contraproducentes para com os objectivos de quem as iniciou. No texto que procurei traduzir (onde inseri imagens e links da minha responsabilidade) são invocados vários testemunhos a que é impossível ficar indiferente. Como esquecer estas palavras de Madeleine Albright ao programa 60 Minutos quando tacitamente aceita atribuir ao bloqueio iraquiano a causa da morte de meio milhão de crianças e ter a temeridade de afirmar que "foi um custo que valeu a pena incorrer"? Como ignorar estas declarações de Roland Dumas (antigo ministro francês dos Negócios Estrangeiros sob François Mitterand), proferidas no ano passado na TV francesa, para entender a guerra terrível que dura há 3 anos e meio na Síria? Ou não merece isto, literalmente visível da janela da Turquia, a urgente retirada de conclusões?
Por John Pilge
8 de Outubro de 2014

De Pol Pot ao ISIS: "Tudo o que voe, contra tudo o que se mova"
(From Pol Pot to ISIS: “Anything that flies on everything that moves”)

Quando transmitiu as ordens do presidente Richard Nixon para o bombardeamento "maciço" do Cambodja em 1969, Henry Kissinger disse: "Tudo o que voe, contra tudo o que se mova".

Agora que Barack Obama desencadeou a sua sétima guerra contra o mundo muçulmano desde que foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz, a histeria orquestrada e as mentiras quase nos fazem sentir uma nostalgia da honestidade assassina de Kissinger.

Enquanto testemunha das consequências humanas da selvajaria aérea - incluindo a decapitação das vítimas, cujos pedaços ornamentavam as árvores e os campos - não estou surpreendido pela desconsideração, uma vez mais, pela memória e pela história. Um exemplo revelador é o da ascensão ao poder de Pol Pot e dos seus Khmers Vermelhos, que tinham muito em comum com Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) dos dias de hoje. Também eles foram implacáveis ​​medievalistas que começaram por ser uma pequena seita. Também eles foram o produto de um apocalipse de fabrico americano, no caso na Ásia.

Foto do The Guardian
De acordo com Pol Pot, o seu movimento consistia em "menos de 5.000 guerrilheiros mal armados, incertos quanto à estratégia, táctica, lealdade e líderes a seguir". Iniciados os bombardeamentos pelos B-52 de Nixon e Kissinger como parte integrante da "Operação Menu", o demónio supremo do Ocidente mal podia acreditar na sua sorte.

Os norte-americanos lançaram o equivalente a cinco bombas de Hiroshima sobre o Cambodja rural durante o período de 1969 a 1973. Eles arrasavam aldeia após aldeia e regressavam para bombardear os escombros e cadáveres. As crateras formaram monstruosos círculos de carnificina, ainda hoje visíveis do ar. O terror foi inimaginável. Um antigo oficial Khmer Vermelho descreveu como os sobreviventes "em estado de choque, vagueavam, mudos, durante três ou quatro dias. Aterrorizadas e meio enlouquecidas, as pessoas estavam prontas para acreditar no que lhes dissessem... Foi isso que tornou tão fácil aos Khmers Vermelhos persuadir as pessoas para o seu lado".

Pol Pot
Uma Comissão de Inquérito do governo finlandês estimou em 600 mil os cambodjanos que morreram na guerra civil que se seguiria e descreveu o bombardeamento como "a primeira etapa de uma década de genocídio". O que Nixon e Kissinger começaram, Pol Pot - o seu beneficiário -, completou. Foi sob as suas bombas que os Khmers Vermelhos cresceram e se transformaram num formidável exército de 200 mil homens.

O ISIS tem um passado e um presente semelhantes. De acordo com a maioria das estimativas dos estudiosos, a invasão do Iraque de Bush e Blair, em 2003, levou à morte de cerca de 700 mil pessoas - num país onde não havia história de jihadismo. Os curdos fizeram acordos territoriais e políticos; os xiitas e os sunitas tinham diferenças classistas e sectárias, mas viviam em paz; o casamento misto era comum. Três anos antes da invasão, viajei a conduzir por todo o Iraque sem medo. No percurso, conheci um povo orgulhoso, acima de tudo, de ser iraquiano, herdeiro de uma civilização que, para eles, parecia ser uma realidade.


Bush e Blair estilhaçaram tudo isto. O Iraque é agora uma incubadora para o jihadismo. A Al-Qaeda - como os "jihadistas" de Pol Pot - aproveitou a oportunidade proporcionada pela investida "Choque e Pavor" e a guerra civil subsequente. A Síria "rebelde" oferecia recompensas ainda maiores, com a CIA e estados do Golfo a abastecê-la clandestinamente de armas, logística e dinheiro através da Turquia. A chegada de recrutas estrangeiros era inevitável. Um ex-embaixador britânico, Oliver Miles, escreveu recentemente: "O governo [de Cameron] parece estar a seguir o exemplo de Tony Blair, que ignorou as consistentes recomendações do ministério dos Negócios Estrangeiros, MI5 e MI6 de que a nossa política para o Médio Oriente - e em particular as nossas guerras no Médio Oriente - tinha sido o principal factor no recrutamento de muçulmanos na Grã-Bretanha para o terrorismo doméstico".

Pol Pot
O ISIS é da progenitura daqueles que, em Washington e Londres, tendo destruído o Iraque enquanto estado e sociedade, conspiraram para cometer um crime épico contra a humanidade. Como Pol Pot e os Khmers Vermelhos, o ISIS é uma mutação de um terror de estado ocidental administrado por uma elite imperial venal que não recua perante as consequências de acções tomadas com enorme distanciamento espacial e cultural. A sua culpabilidade é indizível nas "nossas" sociedades.

Há 23 anos que este holocausto envolve o Iraque, imediatamente após a primeira guerra do Golfo, quando os EUA e a Grã-Bretanha sequestraram o Conselho de Segurança das Nações Unidas e impuseram "sanções" punitivas à população iraquiana – assim reforçando, ironicamente, a autoridade interna de Saddam Hussein. Foi como que um cerco medieval. Quase tudo o que sustentava um estado moderno foi, para usar o jargão, "bloqueado" - do cloro necessário ao abastecimento seguro de água potável aos lápis escolares, peças para máquinas de raios-X, analgésicos comuns e medicamentos para combater cancros até então desconhecidos transportados pela poeira dos campos de batalha do sul contaminados com urânio empobrecido.


Pouco antes do Natal de 1999, o ministério do Comércio e Indústria de Londres restringiu a exportação de vacinas destinadas a proteger as crianças iraquianas contra a difteria e a febre amarela. Kim Howells, médico de formação e subsecretário de estado daquele ministério no governo Blair, explicou porquê. "As vacinas para crianças", disse, "eram susceptíveis de ser utilizadas em armas de destruição maciça". O governo britânico conseguiu escapar impune de um tal ultraje porque as notícias dos media sobre o Iraque - em grande parte manipuladas pelo ministério dos Negócios Estrangeiros - culpavam Saddam Hussein por tudo o que sucedia.

A coberto de um falso programa "humanitário" de "Petróleo por Alimentos", foi calculado que seriam necessários 100 dólares para que cada iraquiano pudesse viver durante um ano. Esta quantia tinha que pagar a totalidade dos serviços essenciais de infra-estrutura de toda a sociedade, tais como a energia e a água. "Imagine", disse-me o Secretário-Geral Adjunto da ONU, Hans Von Sponeck, "fixar semelhante ninharia numa situação de falta de água potável, em que a maioria das pessoas doentes não consegue pagar os tratamentos, do enorme trauma que constitui o viver o dia-a-dia e fica com um vislumbre do pesadelo. E não se iluda, isto é propositado. No passado, não quis usar a palavra genocídio, mas agora ela é inevitável".

Repugnado, Von Sponeck renunciou ao cargo de Coordenador Humanitário da ONU no Iraque. O seu antecessor, Denis Halliday, um igualmente distinto funcionário sénior da ONU, também se havia demitido. "Eu fui instruído", disse Halliday, "a pôr em prática uma política que satisfaz a definição de genocídio: uma política deliberada que efectivamente matou mais de um milhão de pessoas, crianças e adultos".

Um estudo realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância - a UNICEF -​​, concluiu que entre 1991 e 1998, por altura do bloqueio, houve um "excesso" de 500 mil mortes de crianças iraquianas com menos de cinco anos. Um repórter de TV americano colocou a questão a Madeleine Albright, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas: "Valeu a pena pagar este preço?" Albright respondeu: "Pensamos ter valido a pena.”

Em 2007, o principal responsável britânico pelas sanções, Carne Ross, conhecido como o "Sr. Iraque”, afirmou perante uma comissão parlamentar que "[os governos dos EUA e do Reino Unido] efectivamente negaram os meios de subsistência a toda a população. Quando entrevistei Carne Ross três anos depois, ele estava consumido pelo arrependimento e contrição. "Sinto-me envergonhado", disse-me então. Nos dias de hoje, é um dos raros que conta toda a verdade sobre o modo como os governos mentem e enganam, e como os complacentes media desempenham um papel crucial na disseminação e manutenção da decepção”. Alimentávamos [os jornalistas] de factóides de informações filtradas", disse, "ou os “congelávamos”, deixando-os de fora".

Em 25 de Setembro, numa manchete no Guardian, lia-se: "Confrontados com o horror do ISIS temos que agir". O "temos que agir" é um fantasma ressuscitado, um aviso da supressão da memória informada, dos factos, das lições aprendidas e do arrependimento ou vergonha. O autor do artigo era Peter Hain, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros sob Blair responsável pelo Iraque. Em 1998, quando Denis Halliday revelou a extensão do sofrimento no Iraque pelo qual o governo Blair partilhou a responsabilidade primária, Hain acusou-o no programa Newsnight da BBC de ser um "apologista de Saddam". Em 2003, Hain apoiou a invasão do Iraque defendida por Blair com base em transparentes mentiras. Numa posterior conferência do Partido Trabalhista, desvalorizou a invasão como sendo uma "questão marginal".

Agora Hain exige "ataques aéreos, drones, equipamento militar e outros apoios" para aqueles que "enfrentam o genocídio" no Iraque e na Síria. Isto irá reforçar "o imperativo de uma solução política". Obama tem o mesmo em mente quando levanta o que designa de "restrições" aos bombardeamentos dos EUA e ataques com drones. Isto significa que os mísseis e bombas de 500 libras [cerca de 225 kg] podem destruir as casas de camponeses, como já o estão a fazer sem restrições no Iémen, Paquistão, Afeganistão e Somália - como fizeram no Cambodja, no Vietname e no Laos. Em 23 de Setembro, um míssil de cruzeiro Tomahawk atingiu uma aldeia na província de Idlib, na Síria, matando pelo menos uma dúzia de civis, incluindo mulheres e crianças. Ninguém desenrolou uma bandeira negra.

No dia em que o artigo de Hain surgiu, Denis Halliday e Hans Von Sponeck encontravam-se ambos em Londres e vieram visitar-me. Eles não ficaram chocados com a hipocrisia letal de um político, mas lamentaram a persistente, a quase inexplicável ausência de diplomacia inteligente para negociar algo que se assemelhe a umas tréguas. Por todo o mundo, da Irlanda do Norte ao Nepal, aqueles que se viam uns aos outros como terroristas e hereges enfrentaram-se a uma mesa. Por que não agora no Iraque e na Síria?

Tal como o ébola na África Ocidental, uma bactéria chamada "guerra perpétua" atravessou o Atlântico. Lord Richards, até recentemente chefe do exército britânico, quer "botas no terreno" já. Há um palavreado insípido, quase sociopata, por parte de Cameron, Obama e da sua "coligação de vontades" - em particular, o estranhamente agressivo australiano Tony Abbott - quando prescrevem mais violência lançada a 9km de altura em lugares onde o sangue de aventuras anteriores nunca chegou a secar. Eles nunca viram bombardeamentos e aparentemente têm um tal amor por eles que querem derrubar o seu único aliado potencialmente valioso - a Síria. Isto não é novidade, como o documento da inteligência EUA-Reino Unido que veio a público ilustra:
Tendo em vista facilitar a acção das forças libertadoras [sic]... deve ser feito um esforço especial para eliminar certas pessoas chave [e] prosseguir com distúrbios no interior da Síria. A CIA está preparada, e o SIS (MI6) irá levar a cabo pequenos actos de sabotagem e incidentes coup de main [sic] no interior da Síria, trabalhando mediante contactos com indivíduos... um necessário grau de temor... e confrontos [encenados] na fronteira [irão] fornecer um pretexto para intervir... A CIA e o SIS deverão usar... as suas capacidades quer no domínio psicológico como nas acções no terreno para aumentar a tensão.
Isto foi escrito em 1957, muito embora pudesse ter sido escrito ontem. No mundo imperial, nada de essencial muda. No ano passado, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Roland Dumas, revelou que "dois anos antes da Primavera Árabe", lhe disseram em Londres que estava planeada uma guerra contra a Síria. "Vou-lhe contar uma coisa", afirmou ele numa entrevista ao canal francês de televisão LPC: "Eu estive em Inglaterra, por outros motivos, dois anos antes [da erupção - N.T.] da violência na Síria. Encontrei-me com responsáveis britânicos de topo, que me confessaram estar a preparar algo na Síria... A Grã-Bretanha estava a organizar uma invasão de rebeldes na Síria. Até me perguntaram, embora eu não já não fosse ministro dos Negócios Estrangeiros, se gostaria de participar... Esta operação começou há muito. Foi preparada, pré-concebida e planeada”.
Roland Dumas
sto foi escrito em 1957, muito embora pudesse ter sido escrito ontem. No mundo imperial, nada de essencial muda. No ano passado, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Roland Dumas,

Os únicos eficazes adversários do ISIS são demónios credenciados pelo Ocidente - a Síria, o Irão, o Hezbollah. O obstáculo é a Turquia, um "aliado" e membro da NATO, que conspirou com a CIA, o MI6 e os medievalistas do Golfo para canalizar apoios para os "rebeldes" sírios, incluindo aqueles que agora se denominam a si próprios de ISIS. Apoiar a ambição de longa data de domínio regional por parte da Turquia através do derrube do governo de Assad, sinaliza uma guerra convencional de grande envergadura e o horrífico desmembramento do estado com a maior diversidade étnica no Médio Oriente.

Uma trégua - por difícil que seja de alcançar - é a única saída para este labirinto imperial; caso contrário, as decapitações continuarão. Que genuínas negociações com a Síria sejam vistas como "moralmente questionáveis" (The Guardian) sugere que as premissas de superioridade moral entre aqueles que apoiaram o criminoso de guerra Blair continuam a ser não apenas absurdas, mas perigosas.

Juntamente com uma trégua, deveria haver uma cessação imediata de todo o envio de material de guerra para Israel e o reconhecimento do estado da Palestina. A questão da Palestina constitui a mais purulenta ferida aberta da região, e a mais frequentemente apontada justificação para a ascensão do extremismo islâmico. Osama bin Laden deixou isso bem claro. A Palestina também proporciona esperança. A fazer-se justiça aos palestinos assistir-se-á ao início da mudança do mundo ao seu redor.

Há mais de 40 anos atrás, o bombardeamento do Cambodja por parte de Nixon-Kissinger desencadeou uma torrente de sofrimento do qual o país nunca recuperou. O mesmo é verdade para o crime Blair-Bush no Iraque. Com um timing impecável, o mais recente tomo em causa própria de Henry Kissinger acaba de ser lançado sob o satírico título, "Ordem Mundial" [World Order"]. Numa recensão bajuladora, Kissinger é descrito como um "arquitecto chave de uma ordem mundial que se manteve estável durante um quarto de século". Digam isso aos povos do Cambodja, Vietname, Laos, Chile, Timor-Leste e todas as outras vítimas da sua "arte de governar". Só quando "nós" reconhecermos os criminosos de guerra no nosso seio é que o sangue começará a secar.

3 comentários:

Antonio Cristovao disse...

Excelente post. Se se trata de J. Pilger é um jornalista varias vezes premiado e de grande respeitabilidade.
Obrigado por trazer boa informação.

floribundus disse...

os gringos foram uma super potência apesar da maioria esmagadora dos seus PRs

actualmente encontram-se, tal como a europa, reduzidos à sua insignificância

hussein é um desastre.
há muito que se falava na criação duma Jihad Islâmica.

erdogan está interessado na derrota e aniquilação dos Curdos, mas talvez venha a ter problemas

novos poderes surgem por todo o lado

Diogo disse...

Caro Eduardo,

O complexo militar-industrial norte-americano é privado e, portanto, como qualquer empresa privada, procura lucros.

Eles produzem porta-aviões, cruzadores, submarinos, caças, bombardeiros, helicópteros, mísseis, tanques, metralhadoras, munições, etc., etc., etc.

Eles tentam vender a sua produção aos EUA e aos outros países mas, sobretudo, precisam que haja guerras para que os seus produtos tenham compradores.

Se não houver guerras, então têm de criá-las. Estou-me a lembrar das recentes «Guerra ao Terrorismo», das «Primaveras Árabes» e das «Revoluções Coloridas» em países limítrofes da Rússia.

Quanto ao 11 de Setembro, foi uma oportunidade extraordinária para colocar todo o Médio Oriente a ferro e fogo com a «Guerra ao Terrorismo» que já causou milhões de mortos.

O 11 de Setembro foi uma encenação espectacular (a demolição controlada das Torres Gémeas foi de génio - infelizmente causou dois mil mortos) para levar os contribuintes americanos a apoiar uma data de guerras. O complexo militar-industrial americano tem estado a lucrar imenso com isso.

O objectivo não é ganhar guerra nenhuma. É fazê-las durar o mais tempo possível...

Abraço