domingo, 16 de outubro de 2011

O não debate sobre o Estado e o insulto que é a RTP

Alberto Gonçalves, no DN, sob o título "Terminal". Um excerto (meus realces):
«Quando se vê na RTP o primeiro-ministro anunciar o reforço da austeridade, o pior não é o anúncio: o pior é a transmissão na RTP. Ninguém duvida que a governação do PS - o mesmo PS que, como o doido que acende fósforos depois da explosão, continua a exigir "investimento público" para "estimular" a economia - tornou necessário o assalto aos contribuintes em curso. Mas seria simpático fazer acompanhar o assalto dos prometidos e lendários "cortes brutais" na despesa, os quais, por este andar, se arriscam a ficar pela promessa e pela lenda.

Descontados, nos dois sentidos da palavra, o sumiço de alguns subsídios a alguma parte da função pública e certas restrições esporádicas, a verdade é que o Estado, estruturalmente falando, ainda não sofreu beliscadura. O primeiro-ministro confessa vivermos "momentos da maior gravidade"? Pois, mas a RTP resiste. Todos sentimos um "terrível estrangulamento financeiro"? Correcto, mas a RTP resiste. Trata-se de uma "emergência nacional"? Não duvido, mas a RTP resiste. São precisos "determinação, responsabilidade e método"? São, sim senhor, mas a RTP resiste. Não podemos "adiar o mais difícil e inevitável"? Claro que não, mas a RTP resiste. Não devemos ceder às "hesitações" e ao "laxismo"? Seria péssimo, mas a RTP resiste

3 comentários:

prof ramiro marques disse...

Infelizmente, PPC segue o caminho de Sócrates: um caminho de troca-tintas. Lamentável. Nunca irá privatizar a RTP; apenas ameaçá-la de fecho para que toda ela se preste a ser a voz do dono como foi a voz dos socratinos e, noutros tempos, a voz dos comunistas e, mais atrás, a voz dos salazaristas.

prof ramiro marques disse...

Estou em crer que a Fomentinvest a quem PPC pertenceu também não vai deixar que seja feita a renogociação a sério das PPP, nomeadamente as da área das energias renováveis.

Eduardo F. disse...

Caro Ramiro Marques,

Não tenho tentado fazer outra coisa que não seja chamar a atenção quer para um quer para outro escândalo.

Entretanto, folgo lê-lo, no seu blogue, amplificando este clamor.