segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Pois sim, está bem

Fisco alerta que exigir factura contribui para reduzir carga fiscal no futuro.

Retirado daqui

3 comentários:

Miguel Loureiro disse...

Caro Eduardo C.
Encontrei num blogue espanhol da minha lista um artigo interessante, que traduzi e sai às 9:30, que fala da emissão de dinheiro falso, como falava há dias um artigo sobre a dívida francesa, mas agora com base num Relatório de Economistas do FMI. Não sei se conhece, mas gostaria de ler a sua opinião, porque está em inglês e economês, embora o resumo conste do artigo.
Se quiser lê-lo, adianto-lhe o link:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2012/wp12202.pdf

Eduardo F. disse...

Caro Miguel Loureiro,

Grato pelo link. Vou dar uma olhadela e depois direi qualquer coisa.

Cumprimentos

Eduardo F. disse...

Caro Miguel Loureiro,

Não reparei logo que o texto que me enviou era um que não apenas já tinha "folheado" e lido artigos sobre o mesmo (desde que Ambrose Evans-Pritchard lhe dedicou uma crónica) como, inclusivamente, cheguei a pensar escrever um ou dois posts sobre o assunto. Depois pensei que o tema era excessivamente complexo e demasiado "economicista", isto é, de eventual interesse apenas para iniciados, o que nunca foi o objectivo dos meus singelos escritos no EI.

A sua referência faz-me voltar a ponderar no assunto. Ao longo de milénios, os governantes sempre tentaram evitar o problema da falta de fundos no tesouro, normalmente pela dificuldade em pagar ao exército (profissional na esmagadora maioria das vezes). São clássicas e duram até aos dias de hoje as formas tentadas para o conseguir. Sem sucesso, evidentemente. Nesse sentido, este texto que, embora não sendo um documento do FMI provém de dois economistas que lá trabalham, é muito antigo.

Entretanto, na linha do que penso sobre o assunto versado no texto, permita-me evocar o primeiro parágrafo deste post de Detlev Schlichter, numa rápida tradução da minha responsabilidade:

"Não é possível escapar, nos dias que correm, a um sentimento omnipresente de crise. A desgraça iminente não apenas se anuncia através de eventos reais, mas também através da proliferação de cada vez mais esquemas de arrepiar os cabelos que, alegadamente, resolverão os nossos problemas. Talvez não nos devamos surpreender se, num momento em que os mais poderosos bancos centrais do mundo mantêm taxas de juro a zero por cento anos a fio e continuam a imprimir quantidades de moeda que simplesmente vão para além da capacidade da imaginação humana (biliões? triliões?), corajosamente esperando que, desta vez, tudo irá terminar de maneira diferente, as pessoas fiquem com a impressão que a ciência económica não tem certezas, que é apenas um exercício de criatividade sem limites. No seu excelente discurso à Fed de Nova York, Jim Grant lembrou-nos que quando o Financial Times, pela  primeira vez, explicou aos seus leitores o que era o QE [Quantitative Easing], por volta de 2009, um desses leitores escreveu numa carta ao editor: "Agora consigo entender o termo "alívio quantitativo" , mas. . . dou-me conta que já não percebo o significado da palavra "dinheiro". Esse senhor não está sozinho. Os fundamentos da economia monetária foram atirados pela janela fora e um alegre "vale tudo" de propostas de políticas aterrou sobre nós. Homens e mulheres que aparentavam estar sãos propõem que, apesar de anos de taxas de juros de zero por cento não terem resolvido os nossos problemas, tudo irá mudar quando as taxas de juros forem negativas. Deveríamos todos receber  cheques do banco central com dinheiro grátis para gastar, e títulos de dívida pública do estado depositados no banco central deveriam ser cancelados. Homens adultos sonham com dinheiro atirado de  helicópteros e de dinheiro metido dentro de garrafas enterradas no chão."