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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Radar

A propósito da contabilidade dos reforços das reservas de ouro, não foi apenas relativamente à Holanda que o FMI se enganou. Parece que há um relatório do FMI em que as reservas de ouro portuguesas sofreram um declínio importante. Mas depois da investigação (e contactos) levados a cabo pela equipa de Eric Sprot, o Banco de Portugal esclareceu que houve erros sim, mas que serão corrigidos muito rapidamente.
Há muito a fazer pela clarificação das políticas em torno do ouro, do seu mercado e do papel das reservas nacionais no quadro maior das relações de poder económico e financeiro.
Aguardemos desenvolvimentos. Mas estas correcções rápidas...

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Radar

A Holanda, para além de ter equacionado em 2012 juntamente com os alemães a criação de uma moeda própria, depois de terem repatriado parte das suas reservas (122 toneladas) em ouro que estavam em Nova Iorque, procedeu à compra de mais ouro no mercado em Dezembro passado. Pela primeira vez em dezasseis anos. Ritmo.
A Índia importou mais de sete mil toneladas de prata em 2014.
Ritmo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Radar

SURPRESA! Não foi só a Holanda a repatriar as suas 122 toneladas de ouro em 2014. A Alemanha prosseguiu com a operação de repatriamento (de Nova Iorque e de Paris para Francoforte) do seu ouro. Assim, como relata o próprio Bundesbank e com o apoio do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), a Alemanha repatriou 120 toneladas de ouro. Que teve de refinar e depurar para melhorar o estatuto da reserva (de acordo com os padrões LBMA). Mas os bancos centrais não estão de acordo com Bernanke, quando este disse que "o ouro é apenas uma tradição"?
Receio que havemos de ter mais algumas surpresas.
Se são boas...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Radar

No final deste mês ocorrerá um referendo na Suíça acerca das suas reservas de ouro (repatriamento, reservas mínimas de 20% e proibição de vendas de ouro por parte do banco central suíço).
A Holanda procedeu, recentemente e em segredo, ao repatriamento das suas reservas de ouro que estavam em Nova Iorque.
A Holanda e a Alemanha tinham planos preparados para regressar a um padrão-ouro caso o euro caísse em 2012 (aqui e aqui). A preparação ocorria enquanto altos dirigentes diziam que a crise tinha passado... pois! Caso para dizer: cada um vai-se preparando e mantém essa preparação em segredo.
A novela continua. Acredita quem quiser.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Do "Estado social" à "Sociedade da participação"

Tal como no Reino Unido, também na Holanda o soberano lê os discursos do Governo em exercício. Coube pois ao novo rei Guilherme-Alexandre servir de ventríloquo a Mark Rutte, o actual primeiro-ministro holandês, e anunciar a emergência do que designou por "Sociedade de participação" pela exaustão do modelo de estado social do século XX.

Notícia: Dutch King: Say Goodbye to Welfare State

Vídeo:

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Falácia ominosa

Quem percorra o país de automóvel fica siderado com o vasto conjunto de obras rodoviárias que ou já estão paradas ou se aprestam a parar. Para não falar das muitas mais que se concretizaram e nunca tiveram tráfego que se visse (não me canso de me espantar com a extraordinária variante ao Troviscal-Castanheira de Pera). Havia que aproveitar os fundos comunitários e "estimular" a economia, tanto mais que o país estava em recessão e o desemprego já subia. Era esta a doutrina oficial, nitidamente "crescimentista". De resto, havia que completar esse monumento à arrogância e ao desperdício do planeamento central baptizado, ao melhor estilo estalinista, por Plano Rodoviário Nacional.

Mas persiste a falácia ominosa. Ouve-se, inclusivamente de pessoas distintas e até de amigos com quem tenho o prazer de "terçar armas" a uma mesa de refeições: "não as acabar será o mesmo que jogar o dinheiro já despendido à rua". Mas não compreenderão que gastar ainda mais dinheiro em obras inúteis é desperdiçar ainda mais recursos que não temos? Haverá ainda alguma dúvida que teria sido melhor parar a desistir da construção de boa parte dos estádios de futebol do Euro quando a sua construção estava a meio? Ou será que acham preferível chegar a coisas como a que se segue a título de assegurar o prestígio do país (no caso, a Grécia) e, claro está, dos seus governantes?

Foto retirada deste conjunto
E não se pense que são apenas os PIIGS que embarcam neste frenesi "estimulador". Também os "conservadores" britânicos abraçaram a causa apesar dos seus efémeros efeitos no presente (e persistente dívida no futuro...).

Talvez por não irem facilmente em cantigas deste tipo, a Holanda é um dos poucos países que ainda mantêm  a notação AAA. O novo governo holandês acaba de anunciar o abandono "[d]a ideia da Holanda se candidatar a sedear os Jogos Olímpicos devido aos 'riscos financeiros'".

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Grandes Manobras (2)

Às Grandes Manobras, a S&P responde, de acordo com o Finantial Times:
"Standard and Poor’s has warned Germany and the five other triple A members of the eurozone that they risk having their top-notch ratings downgraded as a result of deepening economic and political turmoil in the single currency bloc. The US ratings agency is poised to announce later on Monday that it is putting Germany, France, the Netherlands, Austria, Finland, and Luxembourg on “creditwatch negative”, meaning there is a one-in-two chance of a downgrade within 90 days."