sexta-feira, 6 de maio de 2011

O grau zero da política

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Tenho por aqui defendido que, para além do terrível desastre económico e financeiro para que fomos conduzidos por José Pinto de Sousa e a sua troupe, o que mais me preocupa, porque se trata de uma doença de efeitos corrosivos tais que demorará décadas a reparar, é a destruição dos valores éticos e morais a que o bando socratino se dedicou com um empenho inexcedível.

O Professor Carlos Fiolhais , no texto que assina hoje no Público, e que reproduzo na imagem ao lado, defende a mesma tese, razão pela qual, mesmo na ausência de um entusiasmo pela alternativa, de resto perfeitamente compreensível e que aliás partilho, termina da seguinte forma:
«[P]or vezes, em democracia não serve tanto para escolher os melhores Governos, mas mais para eliminar os que se revelaram maus (como fizeram, aliás, os irlandeses). Se a escolha em Portugal fosse, por hipótese, entre o actual primeiro-ministro e o rato Mickey, eu não hesitaria em votar no boneco da Disney.»

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