terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ciência, matemática e previsões

Tal como em Economia, na variante herdeira da corrente dita "neo-clássica" que há muito é largamente maioritária na disciplina, também na climatologia se faz recurso a "modelos" matemáticos, cuja complexidade tem vindo a crescer com a cada vez maior capacidade computacional, que procuram representar, ainda que de forma simplificada, a realidade. Em qualquer dos casos, o fim último pretendido com a utilização de "modelos" é a capacidade de obter projecções, i.e., fazer previsões sobre o futuro (uma tarefa bem arriscada, como sabemos...). E se bem que haja quem dispute que a disciplina da Economia seja de facto um domínio científico (matéria que abordarei em posts subsequentes), nomeadamente pela incapacidade reconhecida em "acertar" nas suas previsões e/ou em produzir previsões/estudos para todos os gostos, confesso não conhecer - o que será ignorância minha - nenhuma objecção à qualificação científica da Climatologia (ou, de igual modo, da Biologia Evolutiva...).

O "boneco" abaixo, retirado daqui, contrasta a realidade com as previsões de 138 (cento e trinta e oito!) modelos matemáticos "computarizados", autênticas "caixas pretas", relativos à previsão da evolução da temperatura à superfície terrestre, matéria do domínio da Física. O resultado da comparação é, no mínimo, tristemente desfavorável para os ditos "modelos" já que a realidade teima em comportar-se de modo diferente do "previsto". Será que, afinal, também é disputável classificar a Climatologia de ciência? Ou será que a tentativa de modelar sistemas não-lineares, caóticos, é, essa sim, uma impossibilidade? E é com "isto" que nos vêm espoliando os bolsos para prevenir o horror de um Armagedeão Climático?

Para aqueles que vêm registando com atenção a evolução da sua factura de electricidade e não se esquecem de que, em paralelo, o défice tarifário não tem parado de subir, esta não é (ou não de via ser) uma questão lateral. 

1 comentário:

Antonio Cristovao disse...

A meteorologia como sabemos está sem duvida muito avançada e aocontrario do que os nossos "cientificos" portugueses negavam graças aos modelos matematicos desenvolvidos pelo Fnmoc. A climatologia vai precisar de mais correções pois além da narrativa poltica tipo AlGore que introduziu a propaganda na equação, as permissas são alem de mal conhecidas muitas e algumas em variação acelerada (composição do ar,mudanças do sol) tão desconhecidas como dificeis de calacular.