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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Propagação da verdade

São cada vez mais raros os minutos que dedico a ver televisão e, em particular, aos serviços de notícias. Todavia, alertado por este post de Tiago Loureiro, e mesmo não esquecendo actuações de duvidosa ética já praticadas pelo jornalista Mário Crespo no passado, a verdade não deixa de ser verdade mesmo que não gostemos do mensageiro que a veicula. E ela tanto mais socialmente relevante quanto obsceno é o dinheiro que o contribuinte é obrigado a despejar no desperdício que é a RTP.


domingo, 27 de maio de 2012

Atavismo abrantino

Alberto Gonçalves em "O meu caso com o caso Relvas", na crónica de hoje no DN:
«...Portugal é um lugar onde as convicções derivam de simpatias partidárias, compadrio e arranjinhos à mesa do restaurante. De tão infantil, só a descrição da paisagem deprime: os que negavam os abusos do PS são os que hoje se indignam com os abusos do PSD; os que se indignavam com os abusos do PS são os que hoje negam os abusos do PSD. Contra toda a evidência e a favor de todo o compromisso, os apoiantes de uns perdoam-lhes o que condenavam noutros e os apoiantes dos outros indignam-se face ao que lhes era indiferente. Os primeiros perdem a razão que tinham. Os segundos não ganham razão nenhuma.

Gostaria, insisto, que Estrela Serrano não me julgasse pelos critérios que a orientam. Se digo que o presumível desvario do sr. Relvas não é inédito não pretendo dizer que o desvario é desculpável, mas que o indesculpável clima que o propiciou já vem de trás. O sr. Relvas faz o que quer na medida em que os seus parceiros de ofício sempre fizeram o que queriam. E o sr. Relvas sairá provavelmente impune na medida em que a impunidade tácita do ofício é regra da casa.»

sábado, 26 de maio de 2012

Mais gosto pela inveja do que pela liberdade

é o título que José Pacheco Pereira escolheu para espelhar o "pequeno amor pela liberdade de expressão" que detecta (não) existir cá pelo burgo. Termina o seu texto assim:
«[A]s probabilidades de o “caso Relvas” ficar sequer esclarecido, quanto mais ter alguma consequência, serão escassas. O boicote informativo é uma prática habitual que já vem de trás, Sócrates usou-a contra a TVI e o Público, e os dirigentes políticos que andam de braço dado com os dirigentes desportivos, a começar por Relvas, também a conhecem bem. O que de mais grave existe neste “caso”, a provar-se, é a chantagem de divulgação nas cloacas da Internet, sempre prontas para o serviço, de dados sobre a vida privada de uma jornalista. Isso não é abuso, é crime e pode envolver o acesso indevido, e também criminoso, a recolha de dados sobre a vida pessoal, matéria que está na ordem do dia em certas bases de dados em telefones de antigos agentes secretos, ou em espionagem privada sobre dirigentes desportivos. A acusação é grave, é validada por mais de uma pessoa e aceite como boa pela direcção do Público, mas, quanto mais grave é, mais sólida terá que ser a prova, mesmo que só testemunhal. O resto, ou mesmo esta alegada chantagem, a ERC irá tornar tudo inócuo numa resolução vaga e inconclusiva, como a do “caso Rosa Mendes”. Na verdade, ninguém quer saber disto para nada. Não se come liberdade de expressão, nem se deposita num banco, nem dá para fazer cartas anónimas.»

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Conúbios indecorosos

entre o poder e os jornalistas sempre existiram e existirão. Por esta razão - bastaria ela apenas - o Estado não deve ter qualquer presença na comunicação social. Nem directa (RTP, Lusa) nem indirecta (ERC, etc). Quantos mais anos ainda a assistir a vergonhas como esta?
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Aditamento: para quem tenha memória, nada como ler quem sabe do que escreve. Falo de Manuela Moura Guedes.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Notas sobre o relatório do grupo de trabalho relativo ao "serviço público" de comunicação social (II)

Ao que parece, João Duque cometeu o crime de utilizar a expressão, outrora comum, "A bem da Nação", a propósito de uma das recomendações do grupo de trabalho a que presidiu (de que os conteúdos informativos da RTP Internacional deveriam ser "orientados" pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros"). E lá caiu uma série de parentes na lama. Os do Público, deste logo, que invoca até - calcule-se - Hugo Chávez, em editorial de hoje cabendo ao cronista Rui Tavares, por sua vez, ir repescar um organismo de antanho - o Secretariado de Propaganda Nacional de António Ferro - para assim manifestar o verdadeiro horror a proposta de Duque e do grupo de trabalho que coordenou.

À vontade no tema - defendo a extinção ou privatização integral da RTP, Lusa e ERC - não deixo de observar a estratégia sacrifical para que foi empurrado - e se colocou - o próprio grupo de trabalho, depois disto e do que aqui se relata.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Notas sobre o relatório do grupo de trabalho relativo ao "serviço público" de comunicação social (I)

Na minha opinião, a RTP, a RDP, a Lusa e a ERC, a que juntam no passado ainda recente os jornais estatizados e uma tal "Alta Autoridade", constituem (constituíram) autênticos cancros. Financeiros, desde logo, mas sobretudo imorais e como tal ilegítimos à luz de uma ética defensora da liberdade contra a interferência estatista, por natureza propagandística na defesa da Situação. Se há país no mundo que atesta o que acabo de escrever, há mais de 70 anos, é Portugal. De Salazar e Caetano, como de Vasco Gonçalves a Passos Coelho, passando por Mário Soares ou Cavaco e Silva e todos os outros chefes de Governo.

Em devido tempo, uns meses antes de ter iniciado este blogue, saudei as intenções que o então novo líder do PSD, Passos Coelho, anunciou, em livro por si publicado, quanto à privatização da RTP. Pouco a pouco fui-me sentindo ludibriado à medida que Miguel Relvas, ia divulgando as intenções do Governo. Vejamos a cronologia recente:
Até porque várias das pessoas que subscreveram o relatório (aprovado por consenso com uma declaração de voto não particularmente importante), me merecem consideração intelectual, permaneci intrigado quanto às razões que levaram a que se mantivessem no GT e não seguissem o exemplo de Sarsfield Cabral. A resposta a esta minha cogitação está nos parágrafos 5, 6 e 7 do Preâmbulo nos quais convirá atentar:
«5. Os trabalhos deste GT decorreram num período de intensa actividade no âmbito dos operadores de serviço público, por força da sua inclusão, pela primeira vez, no Orçamento de Estado, obrigando a tutela a intervir e a dar explicações públicas. Nesse sentido, a «aprovação do plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP» (PSEF) pelo Governo, no passado dia 24 de Outubro, alterou as condições de elaboração do relatório do GT. Ao declarar oficialmente que pretende «salvaguardar a “marca RTP” enquanto referencial histórico-cultural» e ao anunciar, desde já, a decisão de manter um canal generalista “não-residual” de informação e entretenimento, o Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares fez suas as propostas do PSEF da RTP, incluindo a de que «a RTP continuará a sua actividade num mercado altamente concorrencial, não podendo abdicar de objectivos de audiências [que] garanta[m] as receitas de publicidade que lhe[s] estão associadas» (pág. 7 do PSEF). Esta declaração de princípios ultrapassa largamente o âmbito temporal do plano, para 2012, do mesmo modo que o empenho político num canal de informação da RTP, hoje chamado RTP Informação, pode corresponder a uma estratégia governamental para a sua instrumentalização.

6. Em consequência das declarações e factos ocorridos neste período, o GT teme em especial pelo modelo de informação que o Governo aparenta defender, por considerarmos que permitirá perpetuar a influência, quando não a interferência, do poder político, quer na televisão e na rádio públicas, quer na agência de notícias. Parece-nos por isso perniciosa a orientação pressuposta no PSEF quanto às modalidades do serviço de informação do operador público e quanto à definição do modelo institucional e seus canais, assim como quanto à continuação da publicidade, que não só prejudica todo o sector, como inevitavelmente contamina os conteúdos e a programação.

7. Considerando-se ultrapassado nas suas funções, o GT ouviu do Sr. Ministro que, quaisquer acções suas neste contexto, nomeadamente as relativas ao PSEF da RTP e ao seu comunicado a este propósito, se referiam exclusivamente ao horizonte temporal de 2011-2012 e que, por isso, em nada feriam a missão deste GT; e que, ao lidar com a redefinição de serviço público, o GT iria produzir um conjunto de recomendações, agora consubstanciadas neste Relatório, que seriam elemento essencial da definição da política e actuação futura do Governo neste domínio. Nesse sentido, o Grupo de Trabalho resolveu contornar os condicionalismos expostos e prosseguiu a preparação deste documento como prova do seu serviço pro bono à sociedade e como prova da independência com que trabalhou.»

terça-feira, 15 de março de 2011

Privatize-se (3)


A RTP, sigla cujo significado real se traduz pela "voz do partido de momento no poder" desde o tempo da "outra senhora", é uma inutilidade obscenamente cara  que vem sendo mantida às expensas dos contribuintes assente na falácia que faz equivaler "serviço público" a serviço prestado por uma entidade pública. Ora isto é uma mentira que tem sido sustentada pelos estatistas no espectro político do PCP ao CDS. São trezentos milhões de euros anuais que podemos e devemos poupar e só trilhando caminhos semelhantes se conseguirá a indispensável redução de despesa do Estado e das "empresas" que gravitam na sua órbita. Extinga-se, pois! E, de caminho, feche-se também essa outra inutilidade de sua sigla ERC

Se alguém ainda precisava de uma gota para extravasar o seu copo, ela ocorreu hoje. Confundir a redução da taxa do IVA do golf, com a do modelo automóvel Golf da Volkswagen,  num país civilizado, já teria tido consequências. Ora vejam:

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Previsão do tempo: mudança de quadrante do vento

"Relatório da ERC mostra falta de pluralismo partidário na RTP", noticia o Público, acrescentando ainda que "[e]mbora cumpra genericamente as quotas de representação político-partidária que deve consagrar ao Governo e PS e oposição, a RTP não assegura a presença suficiente do PSD em antena. O caso torna-se mais polémico pelo facto de ser o terceiro ano consecutivo em que isso acontece e também por ser aquele em que o desvio em relação ao valor de referência é o maior".