quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Não é o capitalismo, é a cupidez

Na esteira do último post, um excerto, em minha tradução, do final do artigo ontem publicado de Juan Rámon Rallo (conviria lê-lo todo) a propósito da ladainha do "capitalismo selvagem" que segundo alguns (muitos) andaria por aí, nomeadamente na boca do Sr. Martin Schultz o qual, como sabemos, há muito manobra, de resto às escâncaras, com o fito na cadeira de Durão Barroso:
Infelizmente, o que é realmente "selvagem" no Ocidente não é o capitalismo, mas a cupidez e a sede de poder dos nossos políticos e dos grupos de pressão que aqueles servem. Longe de recuperar os saudáveis princípios liberais ​​em que floresceu e prosperou a Europa - a descentralização institucional, o comércio livre, o dinheiro honesto baseado no ouro, a baixa tributação, a livre concorrência dos mercados e, acima de tudo, a preocupação em colocar limites ao poder político - a casta política eurocrática está a impor aqueles antivalores que já levaram, em repetidas ocasiões, a que a Europa sucumbisse - a centralização imperial, o mercantilismo, o monopólio monetário de carácter inflacionário, a tributação confiscatória, o colete de forças intervencionista e corruptor dos mercados e, acima de tudo, a demolição da maioria dos contrapesos institucionais que contribuíram para restringir a expansão do poder político.

A liberdade e o bem-estar dos europeus passa necessariamente por reduzir e limitar fortemente os seus mastodônticos Estados, começando com o desmantelamento desse nocivo megaEstado da UE enxameado de políticos que, como Schulz, apenas sabem atribuir o fracasso do estatismo desbocado  de que padecemos a um inexistente capitalismo selvagem, com o propósito de continuar a parasitar a riqueza gerada pelas famílias e empresas europeias.

O nosso modelo deveria ser a pacífica, descentralizada e próspera Suíça, não o dos militaristas, centralistas e estatistas dos impérios napoleónico e bismarckiano. Liberdade de circulação para as pessoas, mercadorias e capitais, sim; burocracia estatal bruxelense, não.

3 comentários:

Antonio Cristovao disse...

Um post que vêm em boa hora. Temos na ordem do dia as eleições para o PE e todos os alertas e opiniões ajudam os eleitores a perceber a importancia que têm, para todos mas mais para nós que dependemos deles para mandar cantar um cego que seja.

Floribundus disse...

é dificil ser ouvido num rectângulo corporativo com grave grau de iliteracia a todos os níveis

para um anarca como eu o eetado é um peso morto que devora os contribuintes e a iniciativa privada

não prestam os serviços que presta

o principal problema é a inveja e ódio que andam à solta

os impérios estão todos enterrados. à excepção da UE.
ou muda ou mudam-na

Ana Carol disse...

Show de bola!