sábado, 31 de agosto de 2013

A "recuperação" económica de Obama

(Clicar na imagem para ver melhor)
Por Gary Varvel

2 comentários:

Miguel Loureiro disse...

Caro Eduardo
O Obama copiou o nosso esquema ou o da Europa ou o do mundo, ou foi o contrário? Este esquema não terá a ver com a ideologia reinante e com a mão visível de 1% dos homens?
Bfs

Eduardo Freitas disse...

Caro Miguel,

Um dos grandes mistérios da História que continua por resolver, ainda que Deirdre (ex-Donald) McCloskey pareça estar perto de encontrar uma resposta plausível, é a razão pela qual foi possível, a partir dos finais do séc. XVIII, princípios do séc. XIX, ultrapassar a “armadilha” malthusiana. Refiro-me ao facto de, pela primeira vez na História, ter sido possível que o rendimento per capita crescesse de forma sustentada nos países abrangidos pelas revoluções agrícola e industrial, condição necessária ao aumento do bem-estar, económico e social, do grosso das suas populações.

Uma coisa é certa: não pode ter sido o estado nem os seus sempre angélicos agentes que o conseguiram uma vez que os primeiros cem dos últimos duzentos anos ocorreram num regime razoavelmente próximo de um modelo de laissez-faire.

Por isso, caro Miguel, temo que divirjamos abertamente quanto às causas da brutal assimetria de rendimentos a que vimos assistindo no mundo ocidental, em particular nos últimos 20 anos. É que, e esta é uma realidade factual e indisputável, o peso do estado na economia tem vindo secularmente crescer atingindo hoje valores que rondam pelo menos 50% do PIB, sendo que os níveis de despesa pública não andam longe do dobro (!) do que se verificava há, digamos, dez anos atrás.

A "narrativa" da "desregulamentação" é puro newspeak orwelliano pois nunca ela foi tão grande quanto é agora (e a crescer todos os dias). Em consequência, o capitalismo praticamente desapareceu, prosperando aquilo que Henrique Neto, domesticamente, designava de “empresas do regime”.

É esta a a ideologia reinante: estatismo + keynesianismo + corporatismo + impressoras dos bancos centrais. Muito perto das doutrinas de Mussolini.