domingo, 20 de novembro de 2011

Até ao fim, o despilfarro e a propaganda

El Gobierno gasta otros 49 millones para subvencionar el coche eléctrico en 2012.

4 comentários:

André Miguel disse...

É socialismo. Outra coisa não é de esperar.

Sérgio disse...

De facto as coisas em politica energética nos nossos vizinhos espanhóis andam num socialismo puro, acabei de ler uma noticia (link abaixo) sobre a EDP onde fiquei a saber que Espanha "introduziu uma compensação específica para centrais a carvão, gás natural e hídricas, como forma de impedir que as empresas eléctricas as parem se a produção não for economicamente rentável. Um risco que ganhou expressão com a forte aposta nas renováveis, cuja produção não é constante."
Portanto, as renováveis tem subsídio, para as convencionais não passarem a ser menos atraentes por não terem subsídio, arranja-se também um, subsídio para tudo é a solução!!

http://economico.sapo.pt/noticias/edp-ganha-garantia-de-potencia-em-espanha_131826.html

Bruno Carmona disse...

Caro Sérgio,

Está enganado. As centrais termoeléctricas e hídricas têm de ser financeiramente compensadas para trabalharem abaixo do previsto quando há excesso de renováveis.

Se calhar não sabe mas nos países com excesso de renováveis como Espanha ou Portugal estas fontes têm prioridade de acesso à rede. De outra forma não conseguiam vender. Isso faz com que as fontes convencionais não sejam rentáveis por produzirem abaixo do normal. Mas como é necessário assegurar que elas estão disponíveis quando não há vento ou sol têm de ser compensadas. A alternativa seriam apagões à escala nacional.

Sérgio disse...

Sr. Bruno,
Agradeço o esclarecimento, contudo no artigo que citei é dito que em Portugal não há subsídio de apoio à disponibilidade das centrais convencionais conforme refere (o artigo poderá estar errado, mas penso que não é o caso).

Lendo o seu comentário tenho de notar que apresenta as razões que me leva a acreditar que o actual modelo energético não é sustentável nem faz sentido, pois mostra que tanto as renováveis como as convencionais para coexistirem tem forçosamente que ser ambas subsidiadas com os nossos impostos, ou seja, o preço real da energia é camuflado sendo que é muito superior ao que aparece na factura. Isto não faz sentido.