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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pagliacci e Danegeld

Segundo o Jornal de Negócios, a ministra Cristas terá afirmado que o Governo está a trabalhar "intensamente" para limitar subida do IMI.

Ora esta é uma notícia extraordinária! Primeiro anuncia-se a eliminação da "cláusula travão" para, depois, se ir ver o que é possível fazer para a repor (parcialmente?). Influenciado pela ida ontem ao cinema, para ir ver o mais recente (e divertido) filme de Woody Allen, é-me impossível não pensar em Pagliacci.

Mas o mais adequado ainda será, devedor ficando a James Delingpole por mo recordar aqui, lembrar um famoso imposto que os vikings impuseram em terras de Inglaterra e França (entre os séculos IX e XI) em troca do qual se abstinham de invadir as suas terras com as consequências que se advinham. Rudyard Kipling escreveu mesmo um poema sobre o Dane-Geld. Ei-lo:
It is always a temptation to an armed and agile nation
To call upon a neighbour and to say: --
"We invaded you last night--we are quite prepared to fight,
Unless you pay us cash to go away."

And that is called asking for Dane-geld,
And the people who ask it explain
That you've only to pay 'em the Dane-geld
And then you'll get rid of the Dane!

It is always a temptation for a rich and lazy nation,
To puff and look important and to say: --
"Though we know we should defeat you, we have not the time to meet you.
We will therefore pay you cash to go away."

And that is called paying the Dane-geld;
But we've proved it again and again,
That if once you have paid him the Dane-geld
You never get rid of the Dane.

It is wrong to put temptation in the path of any nation,
For fear they should succumb and go astray;
So when you are requested to pay up or be molested,
You will find it better policy to say: --

"We never pay any-one Dane-geld,
No matter how trifling the cost;
For the end of that game is oppression and shame,
And the nation that pays it is lost!"

terça-feira, 18 de setembro de 2012

James Delingpole na corrida ao parlamento britânico

Eis o seu manifesto, num inglês que não me atrevo a trucidar:
“I believe that wind farms are a cancer: one of the worst crimes ever perpetrated against the country by Westminster. I want to raise public awareness of just how disastrous these bat-chomping, bird-slicing eco crucifixes are in every single respect. And I want to urge the people of Corby and East Northants not to vote for any of the three parties that support these monstrosities. That means don’t, whatever you do, vote LibLabCon [Liberais, Trabalhistas ou Conservadores]”
Leia, mas leia mesmo mesmo o resto do artigo. Aqui (via LRC)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pico quantos? (3)

No seguimento de Pico quantos e Pico quantos (2), via Carpe Diem, de onde retirei o gráfico abaixo, soube que a Energy Information Administration, uma agência governamental americana, actualizou as suas estimativas de reservas provadas de petróleo e gás natural nos EUA por referência a 2010. Mais 12,8% e 11,9%, respectivamente. Significa isto que nunca quanto agora foram tão elevados os montantes de reservas provadas, ou seja: apesar do crescente consumo, as reservas não cessam de aumentar!


Os alarmistas de profissão não compreendem por que razão as suas profecias teimam em não se concretizar e isto porque desconhecem os mecanismos básicos de funcionamento dos mercados e do mecanismo dos preços assim como - e este é o seu principal pecado - subestimam a capacidade daquele que Julian Simon designou como o Derradeiro Recurso: o Homem.

É certo que um pouco por todo o lado, cegos pelas ruinosas mas politicamente correctas doutrinas "verdes", os próprios governos sabotam, ou pelo menos, atrasam a exploração dos combustíveis fósseis como a pergunta que James Delingpole fazia não há muito tempo ilustrava: Por que razão não celebramos as boas notícias?

Mas o vento está a mudar. O caos financeiro em que se encontram a generalidade dos estados europeus está progressivamente a impor o abandono dos tão megalómanos quanto ineficazes e ruinosos investimentos em fontes de energia intermitentes. Vai chegar a vez do gás de xisto também à Europa, por muito que isso custe a Vladimir Putin que hoje nos tem bem agarrados por onde mais pode doer.

Mas, como o blogue Terrorismo Climático bem ilustra, na tradução que nos proporciona deste artigo, será da China que virá, a prazo, o maior change game logo que disponha do domínio das novas tecnologias necessárias para exploração das enormes reservas que dispõe de shale gas. Também estou convencido do mesmo.

sábado, 16 de junho de 2012

Lovelock: The UK should be going mad for fracking

Interessantíssima entrevista de James Lovelock ao.... Guardian! Defensor do nuclear ainda que céptico que possa ser uma resposta efectiva, pelo menos a médio prazo, após Fukushima; devastadoramente crítico das eólicas e, por fim, um grande promotor do gás de xisto para satisfazer as necessidades energéticas e, simultaneamente, descarbonizar. Pelo meio, faz penitência por ter participado do discurso alarmista dos eco-teócratas. É caso para dizer, como faz James Delingpole, que quanto mais velho mais sábio. Não admira que os greenies o detestem hoje.

domingo, 3 de junho de 2012

Desta vez o tiro saíu pela culatra

Via James Delingpole, cheguei aqui: The more science you know, the less worried you are about climate, artigo assinado por Lewis Page. Confesso que me diverti. Ora vejam (minha tradução):
«Uma pesquisa financiada pelo governo dos EUA revelou que os americanos com maiores níveis de conhecimentos científicos e matemáticos são mais cépticos quanto aos perigos das alterações climáticas do que os seus concidadãos menos instruídos.

Os resultados obtidos são especialmente notáveis dado que, claramente, não haveria a intenção de evidenciar tal coisa: pelo contrário, os investigadores que o levaram a cabo partiram da posição que o "consenso científico" (o contínuo e extremamente perigoso aquecimento global induzido pelo carbono) é um facto estabelecido, e que a prioridade reside agora em encontrar alguma maneira de levar os eleitores americanos a acreditar na necessidade de levar a cabo medidas urgentes, imediatas e maciças para reduzir as emissões de CO2.»
E todavia, sucedeu isto (clicar na imagem para ver melhor):


Aqui chegados - a resultados opostos aos esperados - houve que adequar o discurso. Em duas palavras: não vale a pena insistir em melhor ciência ou, pelo menos, em melhor a veicular à opinião pública. O que é preciso é aumentar os esforços em relações públicas, leia-se, em agit-prop alarmista.

terça-feira, 24 de abril de 2012

E o Sumo Pontífice abandonou a igrega

O Professor James Lovelock, autor da Hipótese de Gaia, acaba de reconhecer que errou nas suas profecias apocalípticas resultantes do que julgava ser o "inevitável" e terrível aquecimento global. Atente-se nas suas declarações à MSNBC:
"The problem is we don’t know what the climate is doing. We thought we knew 20 years ago. That led to some alarmist books – mine included – because it looked clear-cut, but it hasn’t happened," Lovelock said.

"The climate is doing its usual tricks. There’s nothing much really happening yet. We were supposed to be halfway toward a frying world now," he said.

"The world has not warmed up very much since the millennium. Twelve years is a reasonable time… it (the temperature) has stayed almost constant, whereas it should have been rising – carbon dioxide is rising, no question about that," he added.
Aguardemos agora pelas reacções dos membros do colégio cardinalício. Mas hoje sinto que algo de importante se alterou. Uma alteração talvez dramática. Mas para James Delingpole, esta notícia, a confirmar-se, será ainda mais significativa. Concordo.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Os zelotas melancias e a sua tentativa de destruição da Terra

James Delingpole tem hoje, no Daily Mail, um notável artigo entitulado How green zealots are destroying the planet: The provocative claim from a writer vilified for denying global warming. Pelo facto de o considerar muito importante, como brilhante súmula do que tem sido o movimento ambientalista desde os inícios da década de 60 e o mal que tem provocado, procurei traduzi-lo, ainda que parcialmente (uma tradução rápida, algo livre e certamente não isenta de falhas), na esperança de, desse modo, poder ampliar a sua leitura.
Uma das mais sombrias ironias do movimento ambientalista moderno reside na dimensão dos danos impostos ao planeta em nome da sua "salvação". Os verdes biocarburantes (plantações como as de óleo de palma cultivadas para combustível) não só levaram à destruição de milhões de hectares de floresta tropical na Ásia, em África e na América do Sul, como é agora conhecido que produzem quatro vezes mais CO2 que os combustíveis fósseis.

Os parques eólicos, para além de enferrujarem as paisagens, de destruírem solo arável e causarem uma maciça poluição sonora , matam cerca de 400 000 aves por ano, só nos EUA. Os ambientalistas, de facto, têm um histórico desastroso no domínio das suas previsões e propostas de políticas. O bestseller de 1962, Silent Spring, de Rachel Carson - que profetizava uma epidemia de cancros em consequência da utilização de pesticidas - levou a uma proibição em quase todo o mundo do DDT, o pesticida contra a malária, condenando assim milhões de pessoas do Terceiro Mundo a morrer desta doença.

O bestseller de 1968, de Paul Ehrlich, The Populational Bomb, por sua vez, ensaiou outro dos temas favoritos do movimento verde: a sobre-população. Nos anos setenta e oitenta, alertava, centenas de milhões de nós estaríamos morrendo como moscas porque não haveria comida suficiente.

Por que razão a predição de Ehrlich nunca se concretizou? Porque, como na maioria dos cenários apocalípticos dos verdes, um factor essencial foi desprezado: o progresso [tecnológico].

Porque o movimento verde há anos que está ideologicamente comprometido com a ideia de que a humanidade é uma maldição ecológica ("A Terra tem um cancro e o cancro é o Homem", como resume um think tank denominada por Clube de Roma, que inclui vários actuais e ex-chefes de Estado), ele não consegue entender o papel que a tecnologia, o engenho e adaptação humanos representam na sobrevivência da nossa espécie.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uma oportunidade para o regresso da sanidade energética à União Europeia

é o que desde logo representa a saída do governo britânico do ministro da Energia e das Alterações Climáticas(!), Chris Huhne, acusado de ter imputado à sua ex-mulher, em 2003, a ultrapassagem do limite de velocidade, assim se furtando - é a acusação -, à cassação da sua carta de condução. Não deixa de ser irónico que tal se passe com semelhante criatura, defensora da mais inane política energética ao cimo da terra erigida no altar da eco-teocracia. A propósito deste (feliz) incidente, James Delingpole assina uma crónica deliciosa no Telegraph: Huhne: you'd need a heart of stone not to laugh
.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Prontos! Está tudo esclarecido!

Via Coyote, Naomi Klein, em "Capitalism vs. the Climate", põe tudo em pratos limpos como talvez nunca tenha lido por parte de um[a] progressist@. Um excerto:
The deniers did not decide that climate change is a left-wing conspiracy by uncovering some covert socialist plot. They arrived at this analysis by taking a hard look at what it would take to lower global emissions as drastically and as rapidly as climate science demands. They have concluded that this can be done only by radically reordering our economic and political systems in ways antithetical to their “free market” belief system. As British blogger and Heartland regular James Delingpole has pointed out, “Modern environmentalism successfully advances many of the causes dear to the left: redistribution of wealth, higher taxes, greater government intervention, regulation.” Heartland’s Bast puts it even more bluntly: For the left, “Climate change is the perfect thing…. It’s the reason why we should do everything [the left] wanted to do anyway.”

Here’s my inconvenient truth: they aren’t wrong.

domingo, 30 de outubro de 2011

Notícias manifestamente exageradas sobre uma morte sucessivamente anunciada (2)

Depois do New York Times, chegou agora a vez do Washington Post: Oil’s new world order. Alguns excertos deste último artigo (tradução e realces meus):
«(...) O esboço de um novo mapa mundial de petróleo está a formar-se e não é centrado no Médio Oriente mas no hemisfério ocidental. O novo eixo energético vai de Alberta, no Canadá, para sul através de Dakota do Norte e do Texas meridional, passando por uma nova e importante descoberta na costa da Guiana Francesa até aos enormes depósitos de petróleo offshore encontrados nas proximidades do Brasil.

Esta mudança tem um enorme significado para o fornecimento e a política do petróleo mundial. E também para todos os debates e discursos sobre a independência da energia ao longo dos anos: a transformação não está acontecendo como parte de um grandioso projecto político, mas de forma essencialmente acidental. Esta mudança não foi planeada - é antes um produto de uma série de iniciativas independentes e avanços tecnológicos decisivos que, no seu conjunto, estão decididamente a moldar esta nova realidade hemisférica (...)»
Nota: como James Delingpole perguntava aqui, por que razão será que não estamos a celebrar o adiamento, por largas décadas, do Apocalipse energético anunciado pelo menos desde 1972 com o Clube de Roma? Será porque os Zapateros, Sócrates, Milibands, Obamas, etc.,) deste mundo não tiveram qualquer mérito na matéria e, pelo contrário, tudo fizeram para dificultar a explorar novas fontes de combustíveis fósseis e portanto conseguido apesar deles?

domingo, 2 de outubro de 2011

Por que razão não celebramos as boas notícias?

É a pergunta que formula James Delingpole dirigindo-se aos compatriotas britânicos. Ele mesmo fornece a (aparentemente enigmática) resposta à recente descoberta de enormes depósitos de shale gas no Reino Unido: melancias! Escreve Delingpole (tradução minha):
E, ainda mais surpreendentemente, isto pode ser apenas a ponta do iceberg. Ouvi relatos de que os depósitos de gás de xisto [shale gas] no Nordeste da Inglaterra podem ser maiores ainda, e que aqueles sob o Mar do Norte poderão mesmo eclipsá-los como se de anões se tratassem. Estamos a falar, por outras palavras, de energia barata e suficientemente abundante para suprir as nossas necessidades, pelo menos, até ao próximo século e, eventualmente, por mais tempo ainda. Isto significa, por sua vez, que a nossa indústria se tornará mais competitiva, o custo do aquecimento e iluminação de nossas casas cairá drasticamente, e que a nossa economia, subitamente, tem agora uma oportunidade para crescer ainda que os outros países, na maior parte do mundo ocidental, entrem em colapso.

Então, porque não estamos nas ruas, comemorando, bebendo e acasalando como se fosse, de novo, o Dia da Vitória [fim da II Grande Guerra na Europa]?

Numa palavra: Melancias.