Hoje, no dia em que se conheceram os valores referentes a Agosto da série (iniciada em Novembro de 1996) de valores das temperaturas recolhidas por satélite por meio de sistemas de detecção remota (Remote Sensing Systems, ou RSS), é possível constatar - como o fez Christopher Monckton - que, com esta série de dados, há 202 meses (16 anos e 10 meses) que se verifica um aquecimento global da ordem dos... ZERO graus! Foi este o dia que Durão Barroso, alvo favorito de Nigel Farage no Parlamento Europeu (que o primeiro faz inteiramente por merecer), escolheu para invocar um "consenso albanês" de 99% (!) dos cientistas climáticos, poucos dias depois de o seu próprio Comissário para a Indústria ter denunciado o "sistemático massacre industrial" em boa parte imputável ao exorbitante custo da energia eléctrica na Europa, consequência de anos e anos de adopção e prática de uma fanática agenda "verde".
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
sábado, 17 de agosto de 2013
Um crime horrível ausente dos códigos penais
Enquanto se persiste em condenar criminosos sem que tenham provocado vítimas (de que este é um caso flagrante), há organizações que se têm dedicado a evitar que, anualmente, sejam salvas milhões de pessoas de uma morte evitável. Já foi assim com o DDT e Matt Ridley vem recordar-nos de uma situação similar que vem ocorrendo como resultado da oposição militante das organizações ambientalistas, particularmente da icónica Greenpeace, às culturas agrícolas geneticamente modificadas (GM) - GM crops don’t kill kids. Opposing them does. Eis pois um crime que não consta de nenhum código penal pelo que, tecnicamente, não há criminosos apesar de as vítimas mortais se contarem por milhões.
A tradução é, como habitualmente, da minha autoria.
Foram os patos-arlequim que nos ligaram. Dez anos atrás, numa reunião em Monterey, na Califórnia, para celebrar o 50º aniversário da descoberta da estrutura do DNA, cruzei-me com o biólogo alemão Ingo Potrykus a observar patos-arlequim no porto antes do pequeno-almoço. O entusiasmo comum pela observação de aves quebrou o gelo entre nós.
Eu sabia quem era, claro. Ele tinha sido capa da revista Time por, potencialmente, ter solucionado um dos grandes desafios humanitários do mundo. Quatro anos antes, com o seu colega Peter Beyer, tinha acrescentado três genes aos 30 mil existentes no arroz para ajudar a prevenir a carência de vitamina A, uma das principais causas evitáveis de morbilidade e mortalidade em países pobres, com dietas fortemente dependentes do arroz. Fizeram-no a troco de nada, persuadindo as empresas a renunciar às suas patentes, de modo a que pudessem dar as sementes de arroz gratuitamente. Tratou-se de um impulso puramente humanitário.
Soubéssemos, Ingo ou eu próprio, que dez anos mais tarde este arroz ainda não estaria disponível para os pobres, que uma campanha sistemática para o denegrir, levada a cabo pelos colossos do movimento ambientalista, especialmente o Greenpeace, iria consumir honorários de advogados enquanto talvez 20 milhões de crianças morriam devido à deficiência de vitamina A, naquela manhã ele e eu teríamos ficado doentes de horror.
No debate sobre os alimentos geneticamente modificados que borbulha desde que Owen Paterson (sim, ele é meu cunhado, lidem lá com isso) se tornou no primeiro ministro europeu da Agricultura a entusiasticamente apoiar as culturas geneticamente modificadas há algumas semanas atrás, nem um único jornalista britânico ou blogger, que eu saiba, se preocupou em investigar os factos relativos ao arroz dourado, o qual ocupou um espaço tão proeminente no seu discurso. Certamente, pensei eu, alguns repórteres iriam sair para as Filipinas, para a China e para a Suíça e descobrir o que está de facto a acontecer. Mas não. Tal como aconteceu com a fracturação hidráulica [fracking], é mais fácil relatar a controvérsia.
Bem, vou eu próprio contar a história. A Syngenta, uma empresa de negócios agrícolas, melhorou o "arroz dourado" do Professor Potrykus através da adição de dois genes em vez de três (um proveniente do milho, um de uma bactéria do solo comum) até obter boas produtividades e proporcionar 60% das necessidades diárias de vitamina A de uma criança com apenas 50 gramas de arroz. Assim, para todas aquelas pessoas pobres que não podiam pagar, e a quem nunca lhes seriam oferecidos suplementos [vitamínicos], que não tinham onde semear espinafres mas que viviam em grande parte do arroz, a simples substituição do arroz normal pelo arroz dourado iria permitir salvar vidas.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Aquecimento global acentua-se
Neve cai na região da Guarda em plena Primavera.
Ah, peço desculpa. Lá estou eu outra vez a confundir "o tempo com o clima"! Mas talvez o leitor faça o favor de me conceder alguma indulgência. Afinal de contas, esta "confusão" já dura há uns anitos (16, segundo o próprio Met Office).
domingo, 21 de abril de 2013
Porque amanhã é o Dia da Terra
nada mais apropriado que (re)ver e ouvir o genial George Carlin perorar sobre a "salvação do planeta" (chamada de atenção para a linguagem profana utilizada) aproveitando a ocasião para agradecer a amabilidade do leitor Sérgio pela indicação do seguinte link: NASA – New study shows that CO2 COOLS atmosphere.
Mas, e sobretudo, aqui quero publicamente endereçar um grande abraço de amizade e reconhecimento ao Maurício Porto pela referência que justamente conseguiu para o seu Terrorismo Climático. Que depressa possa retomar a actividade plena.
sábado, 2 de março de 2013
Violentíssimas manifestações do aquecimento global
um pouco por todo o hemisfério Norte onde - calcule-se! - ainda se fazem sentir as estações do ano. A título ilustrativo, via Daily Mail, sugiro uma extraordinária visita fotográfica à vila de Oymyacon e seus arredores, no nordeste da Rússia, onde as temperaturas médias no Inverno rondam os -50ºC e onde este ano já se atingiram os -70ºC! (O recorde, de -71.2ºC, é de 1924, assinalado na foto abaixo).
Apesar de o alarmismo climático, como Richard North assinala, estar em perda junto da opinião pública ocidental, de tal modo que, em manifesto contraste com o que tinha sucedido quatro anos antes, o tema praticamente desapareceu durante a campanha eleitoral que levou à reeleição de Obama, os eco-teócratas não desistem antes persistindo no desenho e concretização de "Planos centrais" para combater a supostamente terrível e (sempre) "iminente" catástrofe.
Obama, no seu discurso de posse, em contraste com o que (não) tinha ocorrido em campanha, voltou a centrar boa parte do seu discurso no "combate" às "alterações climáticas" e em aprofundar o desígnio nacional da "economia verde". Atente-se no seguinte excerto revelador da missão divina, excepcionalista, de que se auto-investe e se reclama herdeiro:
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| Fotografia retirada daqui. Oymyakon - o Pólo do Frio, lê-se na inscrição |
Obama, no seu discurso de posse, em contraste com o que (não) tinha ocorrido em campanha, voltou a centrar boa parte do seu discurso no "combate" às "alterações climáticas" e em aprofundar o desígnio nacional da "economia verde". Atente-se no seguinte excerto revelador da missão divina, excepcionalista, de que se auto-investe e se reclama herdeiro:
We, the people, still believe that our obligations as Americans are not just to ourselves, but to all posterity. We will respond to the threat of climate change, knowing that the failure to do so would betray our children and future generations. Some may still deny the overwhelming judgment of science, but none can avoid the devastating impact of raging fires, and crippling drought, and more powerful storms. The path towards sustainable energy sources will be long and sometimes difficult. But America cannot resist this transition; we must lead it. We cannot cede to other nations the technology that will power new jobs and new industries – we must claim its promise. That is how we will maintain our economic vitality and our national treasure – our forests and waterways; our croplands and snowcapped peaks. That is how we will preserve our planet, commanded to our care by God. That’s what will lend meaning to the creed our fathers once declared.Os escândalos de corrupção e a "torra" do dinheiro público irão pois continuar. Salvar o mundo com o dinheiro dos outros sempre foi uma tentação difícil de resistir para um político activista messiânico se, ainda por cima, houver bom dinheiro a ganhar por parte dos principais apóstolos da coisa... Exactamente como ocorre com o complexo militar-industrial, existe e não é menos perigoso que aquele um poderoso complexo industrio-ambiental. Tal como a guerra ou a preparação para a mesma seria "boa" para a economia (Krugman dixit), também a destruição da "economia do carbono" e a sua substituição por uma "economia verde" seria a salvação dos males do descalabro económico que nos assola. Uma NEP verde, enfim, na esteira de Lenine. Estranha morte do marxismo, esta!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Charlatões e charlatonas
"Muito simplesmente [dentro de uns quantos anos] as crianças não irão saber o que é a neve", afirmava, entrevistado pelo jornal The Independent, em 20 de Março de 2000, o Dr. David Viner, cientista sénior da universidade de East Anglia (sede do "Climategate 1.0" em 2009), no Reino Unido, embalado pelos tremores e fervores da eco-teocracia do aquecimento global.
Ontem, o Telegraph, titulava que cerca de 5000 escolas se encontravam fechadas em resultado do caos provocado pela violenta queda de neve por quase todo o Reino Unido.
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| Foto daqui |
Mas, dirão, o que importa o que pensava (ainda pensará?) o dr. Viner? Bem, se consultarem esta lista de profecias catastróficas, agrupadas nos clássicos temas do "esgotamento de recursos naturais", "da população e da pobreza" e das "alterações climáticas", haverá que concluir que este não é um caso isolado, perdido num qualquer anedotário da asneira. Não! Há uma série bem numerosa de "eminentes" personalidades, provenientes do meio académico e mediático, que, há décadas, proferem dislates gigantescos sem que, estranhamente, sofram as consequências, académicas e mediáticas dos seus estrondosos e repetidos fracassos na previsão do Apocalipse.
Se pensarmos nos muitos billions já gastos com as "novas renováveis" e com as sucessivas e cada vez mais onerosas restrições "verdes" ao funcionamento das economias, isto é, com impacto nas empresas, nos contribuintes e nos consumidores e, portanto, no bem-estar geral; e se pensarmos nos trillions que os mesmíssimos profetas continuam a tentar convencer os governos (e a opinião pública) a despender para "salvar" a Terra de supostos horrores inomináveis que teimam em não acontecer, perceberemos o quão importante é desmontar a arrogância infinita destes profetas da desgraça, afinal, meros charlatões e charlatonas, como a realidade empírica vem demonstrando.
O quinteto que se segue , de "O Charlatão", de José Mário Branco, parece-me bem ilustrar o que precede fazendo ainda lembrar-me de um certo ex-candidato a presidente dos Estados Unidos que sempre tem conseguido, na perfeição, conduzir os seus (bem) proveitosos negócios enquanto anuncia o Armagedeão ambiental:
O quinteto que se segue , de "O Charlatão", de José Mário Branco, parece-me bem ilustrar o que precede fazendo ainda lembrar-me de um certo ex-candidato a presidente dos Estados Unidos que sempre tem conseguido, na perfeição, conduzir os seus (bem) proveitosos negócios enquanto anuncia o Armagedeão ambiental:
Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-s'em quatro zonas
instalados em poltronas
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-s'em quatro zonas
instalados em poltronas
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Custos de interesse particular
é a correcta retroversão dos orwellianos CIEG (Custos de Interesse Económico Geral), só possíveis pelo acobertamento estatal e pelo politicamente correcto, dos governos e, muito em especial, de Bruxelas, "justificados" por um suposto aquecimento global que os termómetros teimam em não registam nos últimos 16 anos (daí o entretanto rebaptismo para "alterações climáticas"). Sócrates foi um seu agressivo agente, mas como repetidamente tenho chamado a atenção, e o Prof. Pinto de Sá aqui explicita, relativamente ao pensamento do vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, este é um tema que tem sido alimentado (e explorado) por boa parte do "centrão". A factura, para os consumidores e para as empresas, virá já a seguir.
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| Imagem retirada daqui |
Mas há alguns motivos para estar moderadamente optimista para, pelo menos, se conseguir suster a insanidade de concretização de negócios sustentados em agendas políticas (na mira dos subsídios e empréstimos que sempre acompanham estas políticas "activas"). É o tema do artigo recentemente publicado no Wall Street Journal sob o título "Silicon Valley's Green Energy Mistake".
Um outro sinal, a meu ver bem relevante, é o tom lúgubre com que George Monbiot, no Guardian, reconhece o esmorecimento do fervor eco-teócrata, que a ausência do tema na campanha para as presidenciais americanas denotou.
Por último, a título só aparentemente de comédia, via NoTricksZone, um sinal quiçá indicativo da aproximação do estertor eco-teócrata (e ecofascista), foi o do episódio do psicótico professor de música da universidade de Gartz, na Áustria, que achou por bem propor a "terminação" física de todos os "negacionistas" do aquecimento global em ordem a evitar a morte futura de centenas de milhões de pessoas no futuro. Entre os indivíduos a liquidar está, segundo o Professor Richard Parncutt, o próprio papa! Para quem não acreditar, vá até aqui certificar-se de que é mesmo verdade.
Um outro sinal, a meu ver bem relevante, é o tom lúgubre com que George Monbiot, no Guardian, reconhece o esmorecimento do fervor eco-teócrata, que a ausência do tema na campanha para as presidenciais americanas denotou.
Por último, a título só aparentemente de comédia, via NoTricksZone, um sinal quiçá indicativo da aproximação do estertor eco-teócrata (e ecofascista), foi o do episódio do psicótico professor de música da universidade de Gartz, na Áustria, que achou por bem propor a "terminação" física de todos os "negacionistas" do aquecimento global em ordem a evitar a morte futura de centenas de milhões de pessoas no futuro. Entre os indivíduos a liquidar está, segundo o Professor Richard Parncutt, o próprio papa! Para quem não acreditar, vá até aqui certificar-se de que é mesmo verdade.
Entretanto, tem sido esta a evolução das emissões de CO2 nos EUA, que agora regressaram aos níveis de 1992. Principal responsável por este resultado, de longe: a adopção generalizada do gás natural tornada possível pela exploração das imensas jazidas de gás de xisto.
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| Imagem retirada daqui |
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
A Economia verde nos EUA: uma síntese
Atentos os billions jogados ao lixo nas energias "renováveis", Steve Breen say it all (com uma referência à ridícula Guerra à Limonada).
domingo, 21 de outubro de 2012
É a energia eólica que fará disparar a conta da electricidade
Christopher Booker voltou da Índia e está zangado. A sua irritação radica no problema que é também o nosso problema. Tudo isto amplificado pela pandilha burocrática de Bruxelas adepta do politicamente correcto. Roubei-lhe o título do seu artigo para o usar no post procurando traduzi-lo o melhor que pude.
Na semana passada, regressei de uma visita à Índia - que em Julho passado sofreu o maior apagão da sua história, afectando 600 milhões de pessoas - para encontrar a nossa própria política energética num desastre pior que nunca. Respondendo às crescentes facturas energéticas, que recentemente aumentaram em mais de 13 por cento, David Cameron exibiu novamente a sua espantosa ingenuidade em tais assuntos prometendo obrigar as empresas produtoras de energia a cobrar apenas os seus preços mais baixos para o gás e a electricidade que produzam - exactamente quando até mesmo a Ofgem [o regulador britânico do sector energético britânico] nos vem alertando que também nós enfrentamos a perspectiva de cortes de energia massivos, graças ao encerramento iminente de muitas das nossas centrais eléctricas.
Imagem daqui
Já passaram mais de cinco anos desde que comecei a alertar aqui [na coluna semanal que Booker mantém no The Telegraph] que as luzes na Grã-Bretanha corriam o perigo de se apagarem graças à loucura dos sucessivos governos ao fecharem os olhos a esta crise. Contudo, a única resposta de Cameron é a de se entregar a uma jogada política que provoca gritos quase universais de escárnio, e que apenas serve para mostrar que ele sabe ainda menos do mundo real da energia que o seu tecnicamente iliterato secretário de Estado da Energia e das Alterações Climáticas, Ed Davey.
Por tudo isso, somos nós que teremos de pagar, através das facturas sempre crescentes da energia. Não está o Sr. Cameron ciente, por exemplo, que o objectivo declarado da "taxa de carbono" de George Osborne, devida no próximo mês de Abril (o que por si só irá eventualmente dobrar as nossas facturas energéticas) é tornar a energia dos combustíveis fósseis tão cara que os seus amados parques eólicos possam um dia parecer competitivos, apesar de termos de pagar subsídios de 100 por cento (em terra) e 200 por cento (em offshore) para as quantidades patéticas de energia que produzem?
Estas são as razões pelas quais as nossas empresas produtoras de energia não têm alternativa senão elevarem constantemente as tarifas, levando mais milhões de famílias para uma situação de "pobreza energética". E nós vamos tendo que pagar por tudo este faz-de-conta em nome do combate à ameaça do aquecimento global, num momento em que até mesmo o Met Office [Instituto Meteorológico britânico] timidamente admite que não houve qualquer aquecimento significativo do planeta nos últimos 15 anos; quando o gelo da Antárctida acaba de atingir a maior extensão desde que há registos; e quando os meteorologistas nos dizem que a Europa e os EUA poderão vir a atravessar o quarto inverno glacial seguido. E todavia, aqueles que nos governam estão tão perdidos na sua bolha de fantasia que tudo o que o Sr. Cameron nos pode oferecer é uma promessa para aprovar uma lei que irá manter as nossas contas energéticas baixas.
Semelhante loucura provoca-me uma irritação tão grande quanto a que me sucedeu com a descoberta , quando recentemente paguei 244 libras pelo meu bilhete de avião para a Índia, que eu tinha que pagar 386 libras a mais [meu itálico] em impostos - a maioria deles desenhados para salvar o planeta do aquecimento global.
sábado, 20 de outubro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
James Delingpole na corrida ao parlamento britânico
Eis o seu manifesto, num inglês que não me atrevo a trucidar:
“I believe that wind farms are a cancer: one of the worst crimes ever perpetrated against the country by Westminster. I want to raise public awareness of just how disastrous these bat-chomping, bird-slicing eco crucifixes are in every single respect. And I want to urge the people of Corby and East Northants not to vote for any of the three parties that support these monstrosities. That means don’t, whatever you do, vote LibLabCon [Liberais, Trabalhistas ou Conservadores]”Leia, mas leia mesmo mesmo o resto do artigo. Aqui (via LRC)
sábado, 18 de agosto de 2012
Apocalypse Not
Matt Ridley, o famoso autor do The Rational Optimist, livro infelizmente não traduzido entre nós, consegue em Apocalypse Not: Here’s Why You Shouldn’t Worry About End Times uma demolidora desmontagem da torrente catastrofista que se instalou, em particular no mundo ocidental, nos últimos 50 anos.
Ridley enumera as sucessivas instanciações do catastrofismo reinante que nos transformaram em apocaholics (na expressão sugerida por Gary Alexander) - "crescimentos populacionais explosivos, fomes globais, pragas, guerras pelo controlo da água, esgotamento do petróleo, escassez de minerais, diminuição de espermatozóides no sémen, diminuição da camada de ozono, chuvas ácidas, invernos nucleares, bug do ano 2000, epidemia das vacas loucas, abelhas assassinas, mudança de sexo nos peixes, epidemia de cancros induzida pela utilização de telefones celulares e catástrofes climáticas".
E, tal como se verifica no Apocalipse clássico, identifica os respectivos Cavaleiros: "os químicos (o DDT, os CFC, a chuva ácida), as doenças (a gripe aviária, a gripe suína, a SARS, a SIDA, o Ébola, a doença das vacas loucas), as pessoas (a população, a fome) e os recursos (petróleo, metais)".
Ridley enumera as sucessivas instanciações do catastrofismo reinante que nos transformaram em apocaholics (na expressão sugerida por Gary Alexander) - "crescimentos populacionais explosivos, fomes globais, pragas, guerras pelo controlo da água, esgotamento do petróleo, escassez de minerais, diminuição de espermatozóides no sémen, diminuição da camada de ozono, chuvas ácidas, invernos nucleares, bug do ano 2000, epidemia das vacas loucas, abelhas assassinas, mudança de sexo nos peixes, epidemia de cancros induzida pela utilização de telefones celulares e catástrofes climáticas".
E, tal como se verifica no Apocalipse clássico, identifica os respectivos Cavaleiros: "os químicos (o DDT, os CFC, a chuva ácida), as doenças (a gripe aviária, a gripe suína, a SARS, a SIDA, o Ébola, a doença das vacas loucas), as pessoas (a população, a fome) e os recursos (petróleo, metais)".
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| Foto retirada de http://2012apocalypse.net/ |
domingo, 8 de julho de 2012
A Grande Farsa do Aquecimento Global
Via TvFakeClimate, um excelente documentário recapitulativo da, provavelmente, maior fraude alarmista de sempre que visou prosseguir uma agenda tendente à promoção de uma qualquer espécie de governo mundial, inevitavelmente totalitário (legendado em português).
Um documentário que continua a ser impensável que, tão cedo, mais de 5 anos após a sua produção sob o título The Great Global Warming Swindle, possamos ver nas nossas televisões.
domingo, 17 de junho de 2012
Preparando a Conferência Rio+20
Segundo o nosso bem conhecido e alinhado Público, o secretário-geral da ONU, Ban-Ki-moon, considera que a Rio+20 é demasiado importante para falhar e que, "[s]e não tomarmos acções firmes, podemos estar a caminhar para o fim."
Com esta preocupação em mente, considero seu meu dever recordar aqui algumas declarações de eminentes personalidades que nos alertam precisamente para que fim deveríamos, segundo elas, estar a caminhar. Por exemplo:
"Isn’t the only hope for the planet that the industrialized civilizations collapse? Isn’t it our responsibility to bring that about?"
-- Maurice Strong, Chairman da Cimeira da Terra, 1992
"We’re at 6 billion people on the Earth, and that’s roughly three times what the planet should have. About 2 billion is optimal."
-- Paul Ehrlich, Stanford University, biólogo
"A total population of 250-300 million people, a 95% decline from present levels, would be ideal."
-- Ted Turner, fundador da CNN
"The extinction of the human species may not only be inevitable but a good thing…This is not to say that the rise in human civilization is insignificant, but there is no way of showing that is will be much of a help to the world in the long run."
Editorial do The Economist
"My own doubts came when DDT was introduced. In Guyana, within two years, it had almost eliminated malaria. So my chief quarrel with DDT, in hindsight, is that it has greatly added to the population problem."
-- Alexander King, fundador do Clube de Roma
E para ilustrar que estas preocupações já estão presentes nas actividades preliminares da conferência (que se inicia dia 20), aqui deixo uma pequena súmula do que já se pôde ouvir:
sábado, 16 de junho de 2012
Lovelock: The UK should be going mad for fracking
Interessantíssima entrevista de James Lovelock ao.... Guardian! Defensor do nuclear ainda que céptico que possa ser uma resposta efectiva, pelo menos a médio prazo, após Fukushima; devastadoramente crítico das eólicas e, por fim, um grande promotor do gás de xisto para satisfazer as necessidades energéticas e, simultaneamente, descarbonizar. Pelo meio, faz penitência por ter participado do discurso alarmista dos eco-teócratas. É caso para dizer, como faz James Delingpole, que quanto mais velho mais sábio. Não admira que os greenies o detestem hoje.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Sentido das proporções e do ridículo, no esfumar doutra bolha
Escreve Christopher Booker, citando o autor deste livro, um australiano (tradução minha):
«Se imaginarmos que o comprimento da atmosfera da Terra é de um quilómetro, 780 metros são constituídos por azoto, 210 por oxigénio e 10 metros por vapor de água (o mais abundante gás com efeito de estufa). O dióxido de carbono corresponderá apenas a 0,38 metros para os quais as emissões de origem humana contribuirão com um milímetro. A parte correspondente à Austrália1 será de 0,015 de um milímetro, a largura de um cabelo humano, e é para a reduzir que Gillard [Julia Gillard, a primeira-ministra australiana] está prestes a infligir danos à economia do seu país que custarão milhares de milhões de libras por ano.»
Agora que até a União Europeia finalmente percebeu, provavelmente através dos alemães, que o céu não é o limite para a demência subsidiatória, o mais provável é que os profissionais do alarmismo se desloquem, de mansinho, para outras paragens, agora mais calmas (mas não menos alucinadas). O RioD'oiro, há pouco, já chamava a atenção para esse sempre afinado anemómetro em matéria ambiental que são as Nações Unidas e para um dos seus arautos principais: o Guardian. Ao que parece, as baterias vão ser agora assestadas para salvar as espécies, à excepção da humanidade, claro, até porque, como lembrava há um par de dias, para esta gente "o inimigo real é a própria humanidade".
_____________________________
1Usando os dados daqui, referentes a 2007, e admitindo uma proporcionalidade simples, teriámos para Portugal algo como 0,0024 de um milímetro. Foi para evitarmos 24 milionésimos de um milímetro de CO2 (e "estimular" a economia) que se enxameou o país de ventoinhas e entregámos de bandeja brutais "rendas excessivas" (às empresas e bancos do regime) de que agora tanto se fala (mas só com a troika) e que, no essencial, se irão manter, apesar da retórica de Álvaro Santos Pereira.
sábado, 12 de maio de 2012
O ódio à Humanidade
"O inimigo comum da humanidade é o Homem".
"Na procura de um inimigo comum contra o qual nos possamos unir, ocorreu-nos a ideia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a escassez de água, a fome e outros fenómenos similares, serviriam esse propósito. Na sua totalidade e nas interacções que estabelecem entre si, estes fenómenos constituem de facto uma ameaça comum que deve ser confrontada, no seu conjunto, por todos. Mas ao designarmos estes perigos como o inimigo, caímos na armadilha, para a qual já alertámos os leitores, de erradamente tomarmos os sintomas por causas. Todos estes perigos são causados pela intervenção humana nos processos naturais, e é apenas pela mudança nas atitudes e comportamentos que poderão ser ultrapassados. O inimigo real é a própria humanidade."
O parágrafo anterior é uma tradução (minha) do trecho da publicação The First Global Revolution (PDF) que a organização, conhecida por Clube de Roma, fez publicar em 1990 e cujo fac-símile a seguir reproduzo:
Uns dias depois de ter sido publicado, pela mesma sinistra organização, um novo relatório intitulado 2052: A Global Forecast for the Next Forty Years onde se afirma que o aumento da concentração de CO2 na atmosfera irá provocar um "aquecimento global" de +2ºC em 2052 e 2,8ºC em 2080, parece-me oportuno este exercício de memória.
terça-feira, 24 de abril de 2012
E o Sumo Pontífice abandonou a igrega
O Professor James Lovelock, autor da Hipótese de Gaia, acaba de reconhecer que errou nas suas profecias apocalípticas resultantes do que julgava ser o "inevitável" e terrível aquecimento global. Atente-se nas suas declarações à MSNBC:
"The problem is we don’t know what the climate is doing. We thought we knew 20 years ago. That led to some alarmist books – mine included – because it looked clear-cut, but it hasn’t happened," Lovelock said.
"The climate is doing its usual tricks. There’s nothing much really happening yet. We were supposed to be halfway toward a frying world now," he said.
"The world has not warmed up very much since the millennium. Twelve years is a reasonable time… it (the temperature) has stayed almost constant, whereas it should have been rising – carbon dioxide is rising, no question about that," he added.
Aguardemos agora pelas reacções dos membros do colégio cardinalício. Mas hoje sinto que algo de importante se alterou. Uma alteração talvez dramática. Mas para James Delingpole, esta notícia, a confirmar-se, será ainda mais significativa. Concordo.
domingo, 22 de abril de 2012
Resposta a 12 mitos ambientais
Um contributo para a celebração do Dia da Terra de 2012: do livro Little Green Lies: Twelve Environmental Myths, por Jeff Bennett (minha tradução):
Proposição 1: O "Pico Petrolífero" (Peak Oil) foi alcançado.
A produção anual de petróleo, ainda que tenha aumentado no último século, está prestes a diminuir por causa da crescente escassez. Dada a nossa dependência do petróleo e o ritmo acelerado a que estamos a usá-lo precisamos agora de tomar medidas activas de política para poupar no que resta.
Resposta:
Ninguém sabe ao certo que reservas de petróleo estão disponíveis. À medida que as reservas conhecidas se esgotam, a subida de preços incentivará a exploração e os avanços tecnológicos o que, por sua vez, promoverá a expansão da oferta disponível de petróleo, bem como o aparecimento de fontes substitutas de energia.
Proposição 2: A produção de energia renovável deve ser estimulada.
As fontes de energia não-renováveis estão a esgotar-se tão rapidamente que em breve experimentaremos faltas de energia. As não-renováveis são igualmente fontes "sujas" de energia. As energias renováveis devem ser estimuladas para assegurar o fornecimento contínuo de energia limpa.
Resposta:
As fontes renováveis de energia têm um potencial limitado no curto e médio prazos para satisfazer a procura. Escolher 'vencedores' para serem destinatários de estímulos é, provavelmente, uma má decisão dada a rápida evolução tecnológica. As energias renováveis têm as suas próprias desvantagens ambientais.
Proposição 3: Nas escolhas do consumidor devem ser integradas as características ambientais dos produtos, tais como a "distância" (quilómetros alimentares), a "pegada ecológica", o "conteúdo energético", a "água virtual" e a "pegada de carbono".
Os cidadãos devem ser informados dos seus impactos sobre a energia, fauna, flora, água, clima etc, no momento da compra de bens e serviços para que assim possam reduzir o seu impacto sobre esses recursos. Cada recurso é escasso e valioso. Devemos conservá-los, especialmente para as gerações futuras.
Resposta:
Caso se focassem num único conjunto de recursos escassos (água, energia ...) aquando das suas decisões de consumo, as pessoas poderiam ignorar o seu impacto sobre outros recursos escassos. O resultado é uma "falsa economia". Logo que os impactos sobre os múltiplos recursos sejam objecto de um índice, as distorções surgem. Os preços são os mais eficazes instrumentos no destaque da escassez.
Proposição 4: A população mundial deve ser limitada.
Com o crescimento populacional maior é a pressão sobre os recursos limitados do planeta e portanto sobre o ambiente. A única maneira de proteger o meio ambiente, eliminar a fome e assegurar recursos suficientes para as gerações futuras, implica parar o crescimento populacional.
Resposta:
O homem é um recurso. Ele tem a possibilidade de recorrer a tecnologias inovadoras e instituições para lidar com a escassez crescente de certos recursos. Novas maneiras de atender às necessidades das pessoas e novas fontes de recursos escassos podem ser descobertas.
Proposição 5: O crescimento económico e o comércio são maus para o ambiente.
O crescimento económico, alimentado pelo comércio internacional, significa maior pressão sobre os recursos escassos, incluindo o ambiente. Para proteger o meio ambiente e economizar recursos para o futuro, o comércio deveria ser restringido para reduzir o crescimento.
Resposta:
O comércio e o crescimento económico aumentam a riqueza das pessoas. Por sua vez, essa maior riqueza vai aumentar as exigências das pessoas relativamente à protecção do ambiente e possibilita a capacidade da sociedade para proporcionar protecção ambiental, especialmente através do desenvolvimento tecnológico.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Eco-fascismo descabelado
O eco-teócrata Steve Zwick, escreve na Forbes de hoje, ao melhor estilo nazi. Um excerto:
«We know who the active denialists are – not the people who buy the lies, mind you, but the people who create the lies. Let's start keeping track of them now, and when the famines come, let's make them pay. Let's let their houses burn. Let's swap their safe land for submerged islands. Let's force them to bear the cost of rising food prices. They broke the climate. Why should the rest of us have to pay for it?»
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