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sábado, 28 de abril de 2018

Vislumbre do Mal

"Então para si, só conta o lado moral da questão?"

Esta pequena pérola mostra em segundos o que, durante décadas, muitos evitam ver e outros tentam esconder. Evitar reconhecer as ramificações, as derivações e as esferas por onde se projectam o poder dos estados e de interesses especiais no seio dele (neste caso, claro, através dos meios de comunicação convencional) torna-se mais difícil. Deveria ser suficiente para promover uma "reacção popular" (notem-se as aspas) semelhante às que vamos assistindo globalmente acerca de questões de natureza e origem mais duvidosa.
Este vídeo é uma revelação da natureza de todo o sistema de poder. Em particular nos países que asseguram para si o estatuto de excepção no exercício do poder global, exibindo-se como paradigma de sociedades livres e justas.
Não reconhecer a extensão deste Mal é, só por si, participar dele.

Sem mais demoras, convidamos os leitores a ver o vídeo.


terça-feira, 12 de março de 2013

O filibuster de Rand Paul: vitória ou derrota?

Ter obtido, por parte da administração do actual Executor-em-chefe, uma declaração em que esta nega ter o poder de assassinar um cidadão americano em solo dos EUA, sem processo judicial, por meio de veículos voadores não tripulados (drones), não é uma vitória do constitucionalismo e da separação de poderes. Parece-me ser antes, e apesar disto, a aceitação tácita do que é moralmente inaceitável: a existência de um suposto "direito" de assassinato de um suspeito, através de drones, desde que fora do solo pátrio. Americano ou de outra qualquer nacionalidade.


Por Lisa Benson

terça-feira, 3 de julho de 2012

Legislação, verborreia e o poder dos burocratas

Quando o pacote legislativo, conhecido por Obamacare, foi submetido à discussão e aprovação na Câmara dos Representantes e do Senado, uma das críticas de que foi alvo residia na dimensão colossal do mesmo -  perto de 2000 páginas! Muito justamente, muitas foram as vozes que simplesmente se interrogavam se os lawmakers tinham, sequer, lido aquilo que acabaram por aprovar. A coisa foi de tal ordem que a democrata Nancy Pelosi, a anterior Speaker of The House, chegou a afirmar publicamente algo de espantoso:  "We Have to Pass the Bill So That You Can Find Out What Is In It"!1

Rand Paul, pelos vistos farto de ver passar - e serem aprovados - projectos de lei sem ter tempo sequer de os ler, apresentou agora uma proposta de resolução segundo a qual seria obrigatoriamente concedido ao Senado um dia para apreciação possibilitar a leitura de cada projecto por cada conjunto de 20 páginas que o mesmo contivesse.
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1Como sempre acontece, depois da lei aprovada, "entram em acção" os diplomas de categorias inferiores, decretos regulamentares, portarias, despachos, etc. O resultado é, frequentemente, disforme. Como aqui se documenta.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Finíssima ironia

An animated Senator Rand Paul gave a pointed address at the Conservative Political Action Conference in Washington, DC, Thursday, asking President Obama both "Do you hate all rich people?" and "Do you hate all poor people?"
The Kentucky Republican answered his own questions and concluded that the answer was no -- he just hates some of them.

"The president doesn't really hate all rich people, just those who don't contribute to his campaign," Paul said.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Como um corte na despesa é na realidade um aumento

Suponhamos um dado país cuja evolução da despesa pública nos últimos anos seja tal que se estima que, caso essa tendência continue, o resultado seja, entre 2011 e 2020, o espelhado no Cenário A; suponhamos agora que o partido Democrata se propõe "cortar" na despesa pública na forma espelhada no Cenário D; por sua vez, o partido Republicano, da suposta linha "dura", contrapõe o Cenário C. Quer num quer noutro caso é verdade que a despesa total ao longo do período é menor que no Cenário A, mas o facto é que, nos dois casos, não houve corte algum. Houve sim um aumento, como se pode observar comparando com o Cenário B que corresponderia simplesmente a um congelamento da despesa ao nível de 2011.


É desta aritmética simples que se compõe o folhetim Obama vs Congresso. Os Democratas pretendem aumentos reais de impostos e dizem que "cortam" a despesa aumentando-a; já os Republicanos, bem na esteira de Bush, apesar de toda a retórica antidespesista, também pretendem aumentar a despesa embora, é certo, menos que os Democratas.

Rand Paul, senador pelo Kentucky, um dos campeões da plataforma do Tea Party é dos poucos que pretendem reduzir, a sério, a despesa. Para o "jornal da Bárbara" é um dos "loucos fundamentalistas"...

terça-feira, 29 de março de 2011

Para os contendores, o objectivo de uma guerra é matar

... e não defender causas humanitárias. Não passa de pura hipocrisia ignorar esta verdade simples. Rand Paul, em entrevista ao programa Freedom Watch, explica por que razão a participação dos Estados Unidos na guerra na Líbia é inconstitucional, nos precisos termos aliás com que Obama, muito justamente, condenou Bush pela forma como este engajou os EUA na guerra no Iraque.

terça-feira, 8 de março de 2011

Jon Stewart entrevista Rand Paul

A propósito do novo livro de Rand Paul, "The Tea Party Goes To Washington", o senador rookie mostra que há que contar com ele e que não retende viver na sombra de seu pai. Aposta na tradição conservadora que luta contra o Big Government e que acredita na "destruição criadora" de que falava Schumpeter.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Um notável discurso

Do senador rookie Rand Paul no seu maiden speech on the Senate's floor. Michael Suede designa-o por épico. Não creio que seja exagero. Rand Paul, eleito pelo Kentucky ocupa o lugar que já foi de Henry Clay, "The Great Compromiser". Paul explica que se sente herdeiro de Cassius Clay (e não do seu primo Henry). O discurso é também uma pequena incursão pela história americana e, nomeadamente, o esclavagismo e os seus apoiantes (entre eles, Henry Clay) e os abolicionistas onde igualmente se contava Cassius Clay.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Rand Paul entrevistado por Wolf Blitzer


Rand Paul propõe cortar cerca de 1/3 do défice orçamental projectado, num montante de 500 billiões (1/3 do défice anual) e, entre outros cortes - acabar com o Departamento de Energia, o de Transportes, quase todo o da Educação, etc. - propõe que sejam igualmente suspensos os programas de ajuda externa sob o racional que não faz sentido andar a pedir dinheiro emprestado aos chineses para o "transferir" para terceiros quando a crise da dívida é tão gigantesca que põe em causa a solvabilidade da própria América. Um excerto da entrevista:
BLITZER: What about the $2 billion or $3 billion that goes every year to Israel? Do you want to eliminate that as well?

PAUL: Well, I think what you have to do is you have to look. When you send foreign aid, you actually send quite a bit to Israel's enemies. Islamic nations around Israel get quite a bit of foreign aid, too.

BLITZER: Egypt gets almost the same amount?

PAUL: Almost the same amount, so really you have to ask yourself, are we funding an arms race on both sides? I have a lot of sympathy and respect for Israel as a democratic nation, as a, you know, a fountain of peace and a fountain of democracy within the Middle East.

But at the same time, I don't [believe in] funding both sides of the arms race, particularly when we have to borrow the money from China to send it to someone else. We just can't do it anymore. The debt is all consuming and it threatens our well being as a country.

BLITZER: All right, so just to be precise, end all foreign aid including the foreign aid to Israel as well. Is that right?
PAUL: Yes.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Estado da União segundo Rand Paul

A insustabilidade aqui evidenciada proporciona a Rand Paul um discurso acutilante e um conjunto de propostas que fazem diferença.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Rand Paul no Senado


Extraordinária vitória de Rand Paul na corrida ao Senado no Kentucky (56% contra 44% de Jack Conway) com o apoio entusiástico dos Tea Partiers!