quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O estado da Nação: Problemas? Onde?!

O "estado da Nação", segundo um Obama agora com uma agenda "liberal" que, note-se bem, anunciou "o fim da crise financeira".


É certo que há por aí uns bota-abaixistas que assinalam coisas como esta...


... mas esses esquecem-se que há sempre esta "infalível solução" (via ZH) ...


Isto para já não falar dos estrepitosos "sucessos" na frente externa onde a doutrina dos "bombardeamentos humanitários", iniciada por Bill Clinton nos Balcãs, continua a ser o joker de serviço (para qualquer serviço): Iraque, Síria, Afeganistão, Líbia, Iémen, Ucrânia, etc. No interim, interna e externamente, "spy on them all"!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ritmo (actualização)

Mas será possível?

Intensificam-se as referências e o interesse por parte dos meios de comunicação convencionais sobre o tema. Se considerarmos os mais recentes desenvolvimentos na Alemanha, a subida (nada despicienda) do preço do ouro durante este mês e a muito aguardada reunião do BCE de amanhã, então estamos autorizados a concluir que algo se passa. Mas o que será?
O que será que, a médio prazo, terão estes factos a ver com reconfiguração dos Direitos Especiais de Saque (SDR´s), FMI, China e o renminbi?
E em Davos já se fazem acordos - entre China e Suíça - que parecem confirmar as relações que por aqui indiciámos.
Ritmo.



Fonte: The Telegraph 21 de Janeiro de 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Radar

SURPRESA! Não foi só a Holanda a repatriar as suas 122 toneladas de ouro em 2014. A Alemanha prosseguiu com a operação de repatriamento (de Nova Iorque e de Paris para Francoforte) do seu ouro. Assim, como relata o próprio Bundesbank e com o apoio do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), a Alemanha repatriou 120 toneladas de ouro. Que teve de refinar e depurar para melhorar o estatuto da reserva (de acordo com os padrões LBMA). Mas os bancos centrais não estão de acordo com Bernanke, quando este disse que "o ouro é apenas uma tradição"?
Receio que havemos de ter mais algumas surpresas.
Se são boas...

sábado, 17 de janeiro de 2015

Citação do dia (181)

"Os mercados financeiros modernos são um jogo de objectos impossíveis. Num mundo onde, globalmente, os bancos centrais manipulam o custo do risco, a mecânica da descoberta dos preços está separada da realidade, resultando em expressões paradoxais de valor que não deviam existir de acordo com uma eficiente teoria do mercado. Medo e segurança são agora permutáveis num jogo especulativo de alto risco."
Christopher Cole (2012)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Lições de Paris

Do mesmo modo que, agora que os preços do petróleo não param de afundar, não surpreende que surjam vozes a defender o aumento dos impostos sobre os combustíveis ("porque não seria doloroso"), parece-me evidente que o resultado último do obsceno e intolerável ataque terrorista à Charlie Hebdo consistirá, em nome da "nossa segurança", numa ainda maior redução da liberdade e privacidade de todos. Como Jonathan Turley escreveu no Washington Post, "a maior ameaça à liberdade de expressão provém não do terrorismo mas dos governos" (atente-se na evolução do Índice de Liberdade de Imprensa, nomeadamente, nos EUA, em França ou no Reino Unido.)

As acções têm consequências, sendo que estas últimas são com frequência não-intencionadas e tantas vezes contraproducentes relativamente aos objectivos anunciados pelos governos que as iniciaram. Com a autoridade de alguém que há bem mais de 40 anos chama a atenção para este facto, o texto de Ron Paul que achei por bem partilhar (minha tradução) merece a nossa reflexão.

12 de Janeiro de 2015
Por Ron Paul

Ron Paul
Após o trágico tiroteio numa revista de índole provocatória em Paris na passada semana salientei, atentas as posições francesas na política externa, que é necessário considerar o blowback [efeito de bumerangue não previsível - NT] como um factor. Aqueles que não compreendem o blowback lançaram-me a ridícula acusação de estar a desculpar o ataque ou mesmo a culpar as vítimas. O que é um absurdo, uma vez que abomino a iniciação da força para além de que a polícia não culpa as vítimas quando investiga o motivo de um criminoso.

Os media convencionais imediatamente decidiram que o tiroteio foi um ataque à liberdade de expressão. Muitos nos EUA preferiram esta versão de "eles odeiam-nos por causa das nossas liberdades", a afirmação proferida pelo presidente Bush após o 11 de Setembro. Eles expressaram solidariedade para com os franceses e prometeram lutar pela liberdade de expressão. Mas não repararam essas pessoas que a Primeira Emenda é rotineiramente violada pelo governo dos EUA? O presidente Barack Obama fez mais vezes uso da Lei de Espionagem [de 1917 - NT] que todas as administrações anteriores no seu conjunto para silenciar e encarcerar os denunciantes. Onde estão os protestos? Onde estão os manifestantes a exigir a libertação de John Kiriakou, que denunciou a utilização pela CIA do waterboarding [simulação de afogamento - NT] e de outras formas de tortura? O denunciante foi preso enquanto que os torturadores não serão processados. Protestos? Nenhum.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Em defesa de um padrão monetário livre - parte V

Plataformas de transacção e rede de Agentes




Publica-se aqui a quinta parte da série de artigos que Ken Griffith tem vindo a publicar no jornal do Gold Standard Institute.
A tradução e a edição dos artigos é da minha responsabilidade e foi autorizada pelo próprio autor.
A quarta parte pode ser lida aqui.

"Em defesa do padrão-ouro livre” – Ken Griffith, "The Gold Standard Institute Journal #46", Outubro de 2014


A necessidade de uma plataforma electrónica de transacção

Este artigo é a quinta parte de um roteiro de implementação de um padrão-ouro livre internacional através da iniciativa privada e do mercado livre.
Enquanto que o actual mercado do ouro tem as suas próprias plataformas de negociação, um padrão-ouro exige plataformas abertas de transacção e troca de dinheiro digital para permitir a liquidação de dívidas ou contratos dos emissores de ouro digital entre si, bem como destes com os seus clientes. E estes têm de poder trocar papel-moeda por ouro digital.

Facturas reais (1)
Tendo sido articulada por Adam Smith, Antal Fekete e Keith Weiner, a doutrina das Real Bills integra-se como necessária num padrão-ouro para conferir crédito comercial e liquidação de transacções pendentes.

domingo, 11 de janeiro de 2015

E por cá

ASE 2015 - proof
Não obstante as diferenças relativas ao volume de vendas registados pela China, A US Mint teve dois excelentes dias a abrir este ano, no que às vendas da sua 2015 American Silver Eagle (ASE) diz respeito. Em dois dias venderam, a agentes autorizados, 262,377 moedas de 1 onça troy (oz). Sempre são mais de oito toneladas em prata. Em dois dias. E se a moeda é bonita.
No caso da American Gold Eagle (AGE - nos vários pesos), até dia 6 de Janeiro, venderam-se perto de quatro toneladas. Sem considerar outros modelos fabricados, como a American Buffalo, por exemplo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Outro mundo

Estranho mundo aquele. Por aquele mundo não quero identificar em particular o espaço geográfico, mas a motivação que leva o cidadão comum a adquirir ouro. Agora pense nisto: de acordo com Koos Jansen, uma loja em Pequim tem um volume de vendas que equivale a 600 quilos de ouro por dia.
Que sabe aquela gente bárbara? Perguntarão alguns. Eu espanto-me. É, claramente, uma outra maneira de ver o mundo.

Pequim, 3 de Janeiro de 2015

Pequim, 3 de Janeiro de 2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Optimismo e possibilidades

E se um novo meio monetário evitasse o intermediário?

Apesar do turbilhão de "inevitabilidades históricas" que se projectam sobre o futuro e nos dão poucas razões para sorrir inocentemente, a mudança - simples, honesta e multiplicadora - é possível.
A propósito dos artigos que por aqui temos publicado acerca de um padrão monetário livre, o vídeo demonstra que as mudanças são, efectivamente, possíveis. Convém não esquecermos isso.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Não nos vergamos

Aproveitando a iniciativa d´O Insurgente, de onde retirámos título e imagem, acompanhanhando a atitude.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Citação do dia (180)

A mágoa seria a reacção apropriada a um grande perigo que surgisse dos combustíveis fósseis. Pense-se nisto: se a energia que faz funcionar a nossa civilização sofresse de uma deficiência trágica, isso seria uma coisa profundamente triste. Seria ainda pior, digamos, do que se a tecnologia sem fios causasse cancro do cérebro. A atitude apropriada seria de gratidão para com as empresas de combustíveis fósseis pelo que fizeram por nós, juntamente com o reconhecimento de que teríamos que sofrer bastante nos anos vindouros, em conjunto com o compromisso para com as melhores tecnologias que mencionei anteriormente [hidroeléctrica e nuclear].

Radar

O período final do ano de 2014 e início de 2015 foi especialmente rico em acontecimentos relevantes. Relevantes à escala global. E se nos esforçarmos por manter presentes os acontecimentos semelhantes (só em 2014), então é impossível não especular acerca do que está a laborar por detrás da cortina. Por um lado, Jean-Claude Trichet considera que é chegada a oportunidade de as maiores economias estabelecerem um acordo monetário global para impedir a "corrida para o fundo" que as moedas manifestam (excepção para o dólar). Recomeço? Reset?
Por outro lado, Draghi simula mais um gesto para "agir contra a deflação".
Com o importante deslize do euro registado hoje, a simulação já não deve chegar.

18 anos e três meses

Ao longo de toda a sua vida, e sob a capa de "ciência estabelecida" que não admitia heresias, um jovem hoje com dezoito anos foi sujeito, e assim continua, a uma formatação ideológica, particularmente na escola pública, segundo a qual seria imperativo reduzir ou mesmo eliminar a "pegada de carbono" humana. Era isso ou o esturricar a médio prazo da "Mãe Natureza". É pois absolutamente extraordinário que esse mesmo jovem, desde o dia que nasceu, tenha vivido num período em que o"aquecimento global" foi zero. Z-E-R-O!

Daqui
Um dia, olhar-se-á para trás e uns "maduros", à semelhança destes, farão a anatomia da que talvez tenha sido a maior mistificação alarmista de todos os tempos. Aquela em nome da qual se têm vindo a desviar milhões de milhões para "energias verdes" que, sendo intrinsecamente não fiáveis (por intermitentes) e não sendo armazenáveis, necessitam SEMPRE de centrais convencionais de backup (para quando não há vento ou sol). Aqui reside, entre nós, a explicação do sucessivo disparar da factura energética, em particular, na da electricidade. Realidade que é ofuscada pelo discurso propositadamente enevoado das "rendas excessivas" neste sector as quais, na realidade, só foram possíveis pela garantia de rentabilidade, explícita ou não, que o estado lhes concedeu. Agora dizem que a culpa é da liberalização(!!) do mercado, calcule-se. Também aqui nada mudou.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Considerando o preço

Numa perspectiva de aforrador, não conheço um depósito que tenha dado um retorno semelhante à taxa de valorização do preço do ouro em euros no ano de 2014.
Estarei enganado?

domingo, 4 de janeiro de 2015

Sinopse da peça colectiva

Narrativa condicionante

A promoção do receio e do pessimismo que resulta da submissão à realidade encenada explicada em poucos minutos. Não menos importante é a ideia - que resulta igualmente daquela apresentação - de que vivemos numa época de especial erosão de valores e costumes, disseminando a consciência da necessidade de uma autoridade (política, económica ou até moral) tutelar que oriente e dê sentido à vida colectiva.
É um vídeo rápido e a hipótese nele veiculada parece ser coerente com a dos Cavalos Furtivos, tanto na natureza como na finalidade.