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segunda-feira, 12 de março de 2012

Desemprego dos jovens: uma fotografia do horror na europa do sul

que governos irresponsáveis promoveram activamente anos a fio. Note-se, ao contrário da propaganda papagueada por muitos, que o problema português se vem agravando há mais de 10 anos consecutivos. Este facto deveria ser suficiente para concluir, pelo menos no nosso caso, que não terão sido as políticas "neoliberais"(?) praticadas por outros e cujos efeitos teríamos importado as fautoras de semelhante tragédia. É essencial diminuir, de forma muito agressiva, os encargos que recaem sobre os empregadores e a formação dos salários e, em simultâneo, liberalizar a contratação e o despedimento. Ou seja, se por uma vez,  promovêssemos o emprego e não o seu contrário (como por exemplo, com coisas destas, destas ou destas) não teríamos voltado a existir a um êxodo migratório sem paralelo desde os anos 60 do século passado.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Procurar ver no meio da poeira (2)

Tiradas como esta, que fazem lembrar os tempos em que se queria "partir os dentes à reacção", ou, num registo mais "moderado", como esta, em qualquer caso lamentando a inoperabilidade da "Europa" e dos seus dirigentes, a falta de respostas "políticas", mais não fazem que lançar poeira para o ar impedindo perceber o real problema: a incapacidade de manutenção de um crescimento económico saudável, esgotado que foi o recurso ao endividamento. Não admira pois que a escapatória da emigração seja um fenómeno comum aos denominados países periféricos afundados numa crise de dívida soberana.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Emigração inevitável

Guardian, 21-12-2011
O Guardian faz eco dos movimentos migratórios que se estão a verificar nos países europeus mais atingidos pelo muito baixo, quando não negativo, crescimento económico. Os portugueses e os gregos são dos mais atingidos pelo fenómeno. Mas as pressões migratórias estão também presentes noutros países em dificuldades como a Irlanda, a Espanha e a Itália. No caso dos portugueses, Angola, Moçambique e Brasil são os destinos, naturais, dos novos emigrantes.  

Nada de particularmente novo para nós, portugueses. Desde que a economia praticamente deixou de crescer - sensivelmente um par de anos após a adesão ao euro -, os últimos números disponíveis (de 2008) já indiciavam uma aproximação aos valores atingidos na década de 60 do século passado.
Fonte: Desmitos
Recorrendo ainda ao blogue Desmitos (que saudades prof. Álvaro Santos Pereira...), note-se como o gráfico (clicar na imagem para a ampliar) evidencia uma forte correlação entre a taxa de crescimento do PIB (no eixo vertical) e o número de emigrantes em cada um dos últimos quinze anos.

Fonte: Desmitos
É portanto natural - e será mesmo inevitável - que continue a saída de dezenas de milhar de compatriotas à procura de oportunidades noutras paragens. De pouco vale "exigir" ao Governo uma solução para este problema. Sobretudo se essa exigência é acompanhada do pressuposto que a "resolução" do problema passa por o Estado "estimular" a economia subsidiando tudo e todos. Ora foi exactamente essa via que nos trouxe onde chegámos, hoje completamente vergados pela monstruosa dívida contraída. Ainda assim, desprovidos de significativa parcela da nossa soberania, caminhamos "alegremente" para a institucionalizar, agravando-a, sem sequer discutirmos seriamente as consequências que daí advirão.

É verdade que só com crescimento económico saudável será possível inverter o ciclo migratório e voltar a atrair imigrantes que bem precisamos. A questão está em saber como o obter. Creio que sem surpresa para o leitor habitual, o autor deste blogue acha que isso passa necessariamente pelo efectivo e significativo recuo do Estado na actividade económica, na burocracia (des)regulatória e no Estado "social". Infelizmente não é isso que vejo sequer enunciado pelo actual governo. Da "Europa", exigem-nos pedem-nos, que nos "harmonizemos", em particular no domínio fiscal, ou seja, exactamente o inverso do que necessitamos fazer. Estou muito pessimista.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dos limites da desfaçatez (15)

Mês após mês, o inefável Valter Lemos aparece na televisão e nos jornais para assinalar os dados "encorajadores" da evolução do número de inscritos nos centros de emprego ou, no mínimo, os indícios "animadores" que o governo consegue descortinar pelo facto de a taxa de crescimento dos novos desempregados, num dado mês, evoluir "favoravelmente" pelo facto de ela (taxa) ser menor da que já ocorreu (!) anteriormente.

Nesta permanente mistificação que visa suavizar a tragédia do desemprego - "porque importa transmitir confiança aos agentes económicos e não promover o bota-abaixismo" -, os dados fornecidos pelos centros de emprego jogam um papel importante. Eles são divulgados antes dos dados oficiais fornecidos pelo INE (e os únicos reconhecidos na União Europeia pelo Eurostat) numa estratégia que pretende amortecer as sucessivas más notícias que as estatísticas do emprego teimam em revelar.

Assim, quando ontem surgiu a "notícia" que "o desemprego registado nos centros de emprego voltou a cair em Abril esperar-se-ia que, hoje, os dados que antecipadamente se sabiam ir ser divulgados pelo INE não iriam trazer boas notícias. É certo que o INE iniciou uma nova série estatística - como tal não comparável directamente com a anterior - e portanto os 12,4% de taxa de desemprego do 1º trimestre do ano correspondentes a 689 mil desempregados iriam ser desvalorizados por esse facto. Foi o que, sem surpresa, o Sr. Pinto de Sousa fez. Porém, como se pode ser no Destaque do INE, mesmo mantendo a metodologia anterior, a taxa fixar-se-ia em 11,4% e esta última seria directamente comparável com a taxa de 11.1% verificada no último trimestre do ano anterior.

Portanto, seja na nova metodologia seja na anterior, o desemprego cresce, atingindo a taxa de 28% (!!) para a população jovem e tudo isto mesmo quando se verifica novamente, tal como na década de 60 do século passado, uma elevadíssima emigração, como se pode constatar aqui (com a devida deferência ao Prof. Álvaro Santos Pereira pelo verdadeiro serviço público que continua a prestas com a divulgação de séries longas estatísticas).

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A guerra às drogas e a aplicação da lei

Gary Johnson, ex-governador do Novo México no período de 1995-2003, chama a atenção que metade das despesas relacionadas com a defesa da aplicação da lei, relaciona-se directamente com a "guerra às drogas". Ouça-se a resposta da assistência (presente na Conservative Political Action Conference 2011) quando Johnson propõe a liberalização do consumo de marijuana tal como aliás já o tinha feito nos seus dois mandatos. De salientar, de igual modo, a convicção no modo como endereça a necessidade de cortar o défice para zero. Já amanhã.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Este país não é para jovens (2)

Na sequência de Este país não é para jovens, tivemos hoje duas notícias que infelizmente reforçam esta ideia e que Henrique Raposo, em reacção a esta notícia, tão eloquentemente traduziu no seu post "Em bom português, go fuck yourselves".

À regulamentação existente, que praticamente inviabiliza a contratação a tempo indeterminado, responde o mercado quer contratando a termo quer, procurando obter custos de trabalho mais baixos, recorrendo  aos famigerados regimes verdes. Mas mesmo este último escape procura o Governo, a todo o transe, impossibilitá-lo na estúpida intenção (não há outro termo) de, assim, promover "emprego digno". Digno? Onde está a dignidade de um emprego inexistente?

Leio, também, um outro disparate crime contra o emprego jovem. Já não bastava a fixação de um salário mínimo que assim afasta, entre outros, muito adolescente que não quer estudar do mercado de trabalho, como agora se pretende que, após a frequência de um estágio profissional de nove meses, haja lugar ao acesso no regime geral da Segurança Social, passando a ter direito a protecção no desemprego e na doença. Parece bom, não parece? Mas sabiam que a lei exige que os estágios profissionais sejam remunerados? Ou seja, que a possibilidade de uma efectiva formação em contexto de trabalho esteja dependente de uma remuneração ainda que comparticipada pelo Estado (e paga  por nós, contribuintes). Não se percebe que, assim, se está ainda a dificultar mais o acesso ao emprego dos jovens dificultando a obtenção de verdadeiras qualificações? Decididamente, este país não é para jovens. Na minha família são já quatro os licenciados que foram para o estrangeiro. Outros, muitos, se seguirão. Com eles, irá boa parte do futuro do nosso país.