segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

What if (3)

Não havia pressa

Depois destas afirmações, de dia 20 do mês passado, não foram precisas três semanas para o primeiro "ajustamento previsional" do ano orçamental de 2012: Governo admite medidas adicionais este ano para compensar desvio. Não me parece difícil antecipar o que aí virá.

Actualização: ver nota interna do Ministério das Finanças.

São rendas Senhor, são rendas

Da coluna assinada por João Carlos Espada, no Público de hoje, um excerto:
São rendas de situação as inúmeras empresas públicas e semipúblicas, ou com contratos especiais com o Estado, o que as protege da concorrência efectiva e impede ou dificulta grandemente a entrada de novos concorrentes. O resultado volta a ser baixa produtividade, desperdício de recursos e fraca ou inexistente criação de novos empregos nesses sectores.

São rendas de situação os impostos elevados que dão aos políticos e gestores públicos o privilégio de esbanjar o dinheiro dos contribuintes, sem enfrentarem uma forte pressão pública para baixar os impostos. O resultado volta a ser desperdício e fraca criação de novos empregos.

Mas queremos realmente acabar com isto? Não parece ser o caso, quando boa parte da nossa elite se apressa a condenar a Jerónimo Martins por deslocar parte da sede social para a Holanda. Faz sem dúvida sentido uma comoção nacional por um dos maiores empregadores procurar a Holanda. Mas, em vez de ser dirigida contra quem cria e mantém cá os empregos, essa comoção deveria ser dirigida contra aquilo que empurra a Jerónimo Martins para a Holanda (...)

Sinais (4)

Segundo noticia o Wall Street Journal em "Money for Nothing" (via Insurgente), o leilão de dívida pública levada a cabo hoje pela Alemanha produziu um resultado inusitado: a taxa de juro implícita foi negativa! Ou seja, os adquirentes pagaram para ter o «privilégio de emprestar dinheiro» ao estado alemão!
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Nota: Miguel Madeira, no comentário ao post referenciado, resume bem a situação: «[O]s investidores acham o tesouro alemão mais seguro que ter o dinheiro no banco ou mesmo debaixo do colchão.»

Salpicos e aventais

Socialistas e CDS aliados para 'proteger' maçonaria, no DN.

Portugal no seu melhor

A propósito do julgamento que está a decorrer relativo à extinta universidade Independente, ouvi duas coisas extraordinárias há pouco na rádio: a) que José Sócrates não comparecerá na sessão tendo justificado a sua ausência pelo facto de residir em Paris; b) que João Cravinho, arrolado como testemunha para ser ouvido hoje pelo tribunal, irá comparecer na sessão apesar de não ter sido notificado para tal (soube pelos jornais).

Ex-chefe da CIA apoia Ron Paul

Uma das críticas mais insistentemente dirigidas a Ron Paul por parte do establishment americano, republicano ou democrata, e insistentemente replicada nos meios de comunicação social europeus, respeita ao suposto "isolacionismo" que representaria a adopção da política externa defendida por Paul, ou seja: recusa em prosseguir o papel de polícia mundial e correspondente defesa do regresso das tropas americanas hoje espalhadas pelo mundo fora em 900 bases em 150 países e promoção do comércio entre as nações. Michael Scheuer, ex-chefe da equipa que na CIA esteve no encalce de Osama bin Laden (entre 1996 e 1999), autor da biografia em exposição na vitrina, explica como a adopção de uma política externa assente naqueles dois pilares levaria não a prejudicar mas antes a melhorar a defesa dos Estados Unidos, nomeadamente das suas próprias fronteiras. Palavras particularmente importantes num momento em que o rufar dos tambores de guerra se volta a sentir ouvir e se assiste ao regresso em força, nos democratas e republicanos, dos advogados da doutrina da guerra preventiva.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Christina Perri - Jar of Hearts


Letra:

Rendas e repugnâncias

Pena Antecipada sobre Crime Potencial, por Jcd, no Blasfémias. Ou como os grupos de interesse, na defesa dos seus exclusivos interesses - estabelecimento de rendas-, assaltam os bolsos dos consumidores e contribuintes.

O embuste da dívida (2)

Infografia: Spiegel

Medina Carreira: um homem incómodo

Há muita coisa com que eu não concordo com Medina Carreira, mas admiro a liberdade e a independência das suas opiniões decorrentes da sua não subserviência perante o poder:

Conúbios

Seguro: Nomeações demonstram apropriação pelas clientelas dos partidos do Governo.

O facto de Seguro e o PS não terem uma réstia sequer de autoridade para falar de "clientelas", não deverá impedir uma reflexão quanto às razões pelas quais, como reparava Marcelo Rebelo de Sousa há pouco, uma empresa privada - a EDP - nomeia para os seus órgãos sociais um conjunto de pessoas totalmente alinhadas com a actual Situação, como se a empresa permanecesse pública. A meu ver, a resposta é só uma e é velha de décadas: trata-se da antecipar uma troca de favores: o artigo de um decreto ou um parágrafo de uma portaria. 

Ron Paul: um homem livre e presciente

Is Ron Paul 2012's Black Swan? É pelo menos "a mais rara das criaturas":
«Dr Paul’s great and merited attractiveness to a growing number of admirers has a very simple source. He is that rarest of creatures - a FREE man. He is beholden to nobody. He has developed his ideas and his convictions over a long and fruitful life of independent thinking. He does not compromise(...) He says what he means and he means what he says(...) He is the only prominent person who is doing everything he can to turn the non-debate which masquerades as the “mainstream” in the US and global political economy into something of substance. That, far more than the presidency, is his goal.»
E quanto à capacidade de antecipar as consequências das políticas seguidas pelos EUA, políticas estatistas atentadoras da liberdade e promotoras da expansão do império, este vídeo, que ilustra um célebre discurso de Ron Paul no Congresso, em 24 de Abril de 2002, com as notícias de hoje, fala por si.