sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Finalmente acordados?

Miguel Noronha chama-nos a atenção para os resultados de uma sondagem (na Economist) em que os inquiridos, postos perante a alternativa do que os governos devem fazer (cortar nos seus gastos ou, ao invés, aumentá-los), revelam surpreendentes preferências:


Estes dados são particularmente impressivos no caso português pois, ainda há dois anos atrás, cerca de 1/3  dos inquiridos achava que o governo devia aumentar a despesa. Sabemos bem o que aconteceu há dois anos. Também por isso, vale a pena sublinhar as palavras de Luís Campos e Cunha, hoje, no Público:
"Antes de mais: a culpa dos dramas que estamos a viver é nossa. Ou mais especificamente do Governo que nos levou à bancarrota. Não é da Europa, nem dos mercados, nem da crise internacional, nem de uma conspiração americana contra o euro (lembram-se?), é exclusivamente da responsabilidade de Portugal. O mesmo se aplica à Grécia e à Irlanda."

2 comentários:

Miguel Loureiro disse...

Campos e Cunha devia ter continuado no governo, fazer o que impedisse o estado em que nos deixarem e não fazer como nós, que mandamos palpites...
A crise, como se está a ver há muito, é sistémica e consentida pelos governantes que nada querem regulamentar e adiam as promessas de intervenção.
A Não ser que quando Campos e Cunha diz que a culpa dos dramas que estamos a viver é "nossa" se esteja a referir aos governantes e aí tem razão e culpa.
Já nos chegava o Vitor Bento, que sabia resolver tudo, mas na hora do convite, deu com os pés ao país...

Anónimo disse...

Será que a população portuguesa já é mais esclarecida do que a alemã?

Ou serão os níveis de corrupção, impunidade e desfaçatez dos governantes?

Por acaso gostava de saber os resultados noutros países como Irlanda e Grécia.

Os resultados em países influentes e poderosos como França e EUA também são relevantes, agora faltam é governantes que executem essa desalavancagem

J Ramos