domingo, 15 de setembro de 2013

A arrogância fatal do cientismo em sistemas caóticos

No WUWT, um artigo indispensável da autoria de Willis Eschenbach ("Um passo à frente, dois à rectaguarda") para ajudar a compreender a inutilidade das tentativas de modelar o sistema climático com o intuito de produzir previsões de longo prazo, apesar do exponencial aumento das capacidades computacionais postas ao dispor - com o dinheiro dos contribuintes - às instituições intrinsecamente alarmistas (de que outro modo conseguiriam o abundante financiamento estatal?).

Como se pode ler no website do Met Office (minha tradução), um dos antros ícones do alarmismo mundial climático, na página referente às sucessivas gerações dos seus famosos supercomputadores, cuja última actualização, à data de hoje, remonta a 7 de Novembro de 2011:
A investigação que levamos a cabo sobre as alterações climáticas está a ajudar os governos, empresas e indivíduos a planear antecipadamente os desafios que enfrentamos no futuro. As previsões que fazemos, e a orientação detalhada que proporcionamos, tem o potencial para proteger a vida numa escala gigantesca em todo o mundo, e, potencialmente, para permitir reduções ainda maiores [nas emissões de] CO2.
O mesmo Met Office, instituição alvo da crescente galhofa já não apenas no Reino Unido devido às suas previsões estrondosamente falhadas, de tal modo que resolveu cancelar a publicação de previsões de "longo prazo", ou seja, as que vão além de 30 dias, revistas todas as semanas. Não obstante, numa atitude em tudo semelhante à que Hayek, no contexto da disciplina de Economia, designou pelo "The Fatal Conceit - The Errors of Socialism" ("A arrogância/presunção fatal - os erros do socialismo"), o Met Office persiste em obter – com êxito - cada vez mais dinheiro poder computacional através da ampla generosidade dos governos. Por exemplo, depois de terem gasto 30 milhões de libras esterlinas em 2009 num novo supercomputador (que emite CO2 em profusão),  irá agora obter um outro, desta feita de 100 milhões de libras!

Imagem retirada daqui

Ora, regressando ao artigo de Willis Eschenbach, e nas suas palavras, "por volta de 1980 [quando os computadores eram, digamos, "a pedal"], foram divulgadas as primeiras estimativas do que é conhecido por "sensitividade climática de equilíbrio" (em inglês, ECS) ou seja, qual seria o aumento na temperatura global em resultado de um aumento para o dobro da concentração de CO2. Nessa altura, o intervalo de variação estimado apontava para algo entre 1.5ºC e 4.5º C".

33 anos depois, o avanço é extraordinário, conforme se evidencia no 5º Assessment Report do IPCC (AR5) agora "soprado" à imprensa. Na análise de Eschenbach: o intervalo estimado para a "sensitividade climática de equilíbrio" é agora de... 1,5ºC - 4,5ºC! Notável, não é?

1 comentário:

Antonio Cristovao disse...

então e a profusão de documentos, reunioes,viagens,congressos,cimeiras,bons subsidios para gabinetes de estudo,programas de TV tudo gente altamente conceituada e compenetrada da sua insdispensavel sabedoria' atevpor cá se teme a "fuga" destes cerebros que aos quarenta apos superdouturamentos nuca trabalharam para comer.