Não foi necessário que a Economia se tornasse uma área reconhecida do saber para que o rei descobrisse formas de ultrapassar a míngua do tesouro ora causada pela guerra por onde entendeu enveredar, ora pela grandeza da obra pública com que pretendia dotar o reino (de utilidade efectiva ou não...) quando não era conveniente aumentar os impostos (pelo receio de revolta generalizada dos súbditos). Afastada que estivesse a hipótese de aumentar os impostos, ou o rei esperava que da guerra resultasse um saque que permitisse cobrir a despesa adicional ou, as mais das vezes, recorria ao truque de diminuir a quantidade de ouro ou prata para assim "aumentar o valor" do tesouro e, dessa forma, diminuir o esforço para pagar os empréstimos contraídos na moeda anterior à sua desvalorização.
Contemporaneamente, generalizou-se a adopção generalizada da moeda fiduciária e da sua emissão, em regime de monopólio, por um banco central, sem qualquer ligação a um dado stock de ouro ou prata. O papel-moeda, que começou por ser uma promessa de pagamento em espécie (uma dada quantidade de ouro) deixou assim de ter qualquer valor intrínseco. Em suma, tornou-se baratíssimo fabricar dinheiro como a República de Weimar demonstrou à exaustão.
Sensivelmente ao mesmo tempo, instalou-se como mainstream, uma ortodoxia académica no âmbito da Economia muito conveniente para um qualquer governo propenso a corrigir as "imperfeições" do mercado, a acorrer aos desvalidos e menos validos, a diminuir os diferentes tipos de "desigualdades" e assim por diante, numa espiral crescente aparentemente sem fim. Se as receitas do Estado eram superiores às despesas ora se recorria às rotativas do banco central ora à contracção de dívida pública, ou a uma combinação de ambas para além da contínua subida dos impostos, taxas, emolumentos, etc.
Chegava-se assim à asserção que as finanças de um país nada tinham a ver as regras da economia doméstica ou da empresa privada. A dívida pública não era um problema pois podia ser devidamente "gerida" pelos grandes economistas. Tretas.
Margaret Thatcher:
«The state has no source of money other then the money people earn themselves.»
«There is no such thing as public money there is only taxpayers money.»
Sensivelmente ao mesmo tempo, instalou-se como mainstream, uma ortodoxia académica no âmbito da Economia muito conveniente para um qualquer governo propenso a corrigir as "imperfeições" do mercado, a acorrer aos desvalidos e menos validos, a diminuir os diferentes tipos de "desigualdades" e assim por diante, numa espiral crescente aparentemente sem fim. Se as receitas do Estado eram superiores às despesas ora se recorria às rotativas do banco central ora à contracção de dívida pública, ou a uma combinação de ambas para além da contínua subida dos impostos, taxas, emolumentos, etc.
Chegava-se assim à asserção que as finanças de um país nada tinham a ver as regras da economia doméstica ou da empresa privada. A dívida pública não era um problema pois podia ser devidamente "gerida" pelos grandes economistas. Tretas.
Margaret Thatcher:
«The state has no source of money other then the money people earn themselves.»
«There is no such thing as public money there is only taxpayers money.»
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