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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Uma pergunta necessária

Vítor Cunha, no Blasfémias: Já se pode perguntar quanto custam os sindicatos das empresas do estado?(Que não se esqueça, porém, a verdadeira raiz do problema!)

(Actualizado)
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P.S.: por razões atinentes ao meu percurso profissional, há temas que me abstenho de comentar aqui, mesmo quando eles são bem relevantes como é este o caso, uma vez que, no meu estrito entender, o período de nojo a que me auto-impus ainda não foi ultrapassado.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Swaps - o Estado especulador

Via Blasfémias, cheguei ao Banda Larga que recorda uma didáctica intervenção do prof. João Cantiga Esteves quanto ao tema dos swaps. Nela, Cantiga Esteves separa a espuma da substância de um tema que, à boa maneira portuguesa amplificada pela generalidade da comunicação social, procura a todo o custo ofuscar o essencial - a especulação promovida pelo próprio Estado para, a qualquer custo e recorrendo a todo o tipo de artimanhas, encontrar financiamento para prolongar níveis de despesa insustentáveis em mais um exemplo de irresponsável e criminosa fuga (despesista) para a frente.

quinta-feira, 21 de março de 2013

O zénite do serviço público de televisão

Sócrates comentador da RTP a partir de Abril.

Nada que me mereça uma especial indignação agora relativamente à personagem. Quanto à instituição e à sua iniciativa,  apenas me parece ser o corolário lógico de uma mistificação que vem perdurando, até mesmo na idade da internet: a de que a televisão e a rádio públicas prestam um tão relevante serviço aos cidadãos que estes, coitados, para seu próprio bem, são obrigados a custeá-las. Se isto não é socialismo, é o quê?

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Utentes de greves

É o que os desgraçados dos clientes dos transportes públicos têm sido há quase quarenta anos. Isto vai continuar até quando?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ligação à "Europa" também é serviço público?


Parece concretizar-se assim, cerca de um ano depois, uma das medidas (constantes do PET - Plano Estratégico de Transportes) que o ministério de Álvaro Santos Pereira tinha anunciado para contrair os custos da transportadora ferroviária (pág. 48 do PET). Estão em causa eliminar cerca de 7 milhões de euros de défice de exploração (7,3 milhões em 2011 segundo o artigo assinado pelo jornalista Carlos Cipriano). Pelo meio, entretanto, houve que "resolver" o caso do Ramal de Cáceres após o que o comboio que liga Lisboa a Madrid - o Lusitânia - passou a cruzar a fronteira em Vilar-Formoso.

Entretanto, fui ver quanto custa actualmente uma viagem de ida e volta de Lisboa a Madrid (comecei aqui mas a compra de bilhetes pela internet é assegurado no site da Renfe, a "CP" espanhola). Escolhi, para uma hipotética saída de Lisboa no sábado e regresso na 2ª feira seguinte, a tarifa mais barata (o que significaria adoptar o banco de viagem para tentar dormir qualquer coisa durante as cerca de 10 horas que dura a viagem): 93,60 euros, taxas incluídas. Depois, fui investigar quanto me poderia custar uma viagem de avião para as mesmas datas e na única tentativa que fiz, cheguei, aqui, a 115,84 euros para uma viagem de duração de 1h e 15 minutos (admitamos mais, vá lá, mais uma hora e meia para o check-in). Será preciso dizer algo mais?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Não sei se repararam

que o ministro das Finanças, ao mesmo tempo que "anunciava a intenção" de alargar o universo de empresas estatais a privatizar não teve uma única palavra relativamente à RTP (seja relativamente à sua "privatização" seja à modalidade de "concessão").

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Convenhamos que é divertido

Ler os useiros e vezeiros Cavaleiros do Apocalipse (alguém ainda se lembra da privatização do Diário de Notícias e da Capital ou da abertura da televisão à iniciativa privada em 1991-92?):
Mário Soares diz que modelo de concessão da RTP é "uma pouca vergonha" 
RTP: Conselho de Redacção diz que proposta de concessão prejudica os portugueses e tem "contornos pouco claros"
Mas também, e aqui o divertimento é bem maior, há algumas originalidades:
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Adenda: isto também é engraçadíssimo.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

E quanto é que vamos pagar pela coisa?

Como noticia o i, "[a] EPAL quer saber quais as mudanças a que terá de se adaptar, decorrentes das alterações climáticas, com previsível diminuição da quantidade de chuva, e pediu ajuda aos cientistas para preparar o seu sistema de abastecimento de água".

"Segundo Maria João Cruz, uma das coordenadoras do projecto AdaptaClima-EPAL (...) os cenários elaborados para as possíveis situações devido à mudança do clima apontam para reduções da precipitação entre 16% e 28% e aumento da temperatura, tanto máxima como mínima, de dois ou três graus, até final do século." 

Consultando o site do projecto, pode ler-se (realces e itálicos meus):
«Há actualmente um amplo consenso científico de que as alterações climáticas provocadas pela intensificação antropogénica do efeito de estufa se irão agravar ao longo do século XXI. Um dos sectores mais vulneráveis às alterações climáticas nos países do sul da Europa é o dos recursos hídricos. Nos últimos 40 anos observou-se já, nesta região, uma ligeira tendência de diminuição da precipitação média anual e uma tendência mais clara de aumento da variabilidade da precipitação acumulada no inverno, com maior frequência de invernos muito secos e invernos muito chuvosos. As projecções até ao final do século, obtidas com os vários modelos climáticos globais disponíveis, são concordantes no que se refere a uma intensificação das tendências referidas.»
Fantástico, não é? E quanto a consenso científico, não tem de facto havido outra coisa ultimamente...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Guardado está o bocado?

Já manifestei (aqui e aqui) a minha simpatia profissional por Silva Rodrigues, actual presidente da Carris. Tendo chegado a ser dado como titular da pasta (secretaria de Estado) dos Transportes deste governo - o que, como se sabe, não se veio a concretizar - viria em Outubro último a fazer uma declaração polémica, aparentemente manifestando uma discordância profunda com o modelo de fusão das transportadoras a operar em Lisboa. Afirmou então que "[s]eria absolutamente trágico fundir a Carris com o Metro" (declaração que me suscitou uma curiosidade que persiste em ser satisfeita). Não deixa assim de ser curioso que o Jornal de Negócios, na edição electrónica de ontem, o dê como futuro presidente do conselho de administração conjunto da Carris e do Metro, com a estrita missão de fundir as duas empresas e segregar a infra-estrutura destes operadores entregando-a à Refer, com a respectiva dívida...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Associações de ideias

Ao ler que na CP: maquinistas mantêm greve dia 1 de Janeiro, ocorreu-me de imediato uma frase de um antigo chefe da casa civil de Obama, Rahm Emanuel: "You never want a serious crisis to go to waste".

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

EPUL: uma inutilidade a extinguir rapidamente

A que propósito temos uma empresa pública municipal de urbanização e comercialização de imobiliário novo em Lisboa? Compreensível numa qualquer Caracas governada (?) por um qualquer Hugo Chávez, a sua existência é, e sempre foi, totalmente injustificável. E isto numa câmara que, em simultâneo, é o maior proprietário de imóveis na cidade e o (não) trata da maneira que vamos sabendo... 


EXTINGA-SE!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Lucidez

Privatizar, por Rui a., um (lúcido) excerto:
No caso de Portugal, imaginar que as finanças públicas do país conseguirão, a curto ou a médio prazo, alavancar financeiramente a recuperação das empresas do estado é wishful thinking delirante. Se elas permanecerem sob gestão pública continuarão a ter prejuízos acumulados e cada vez maiores, e a prestar-se a destinos pouco empresariais, como albergar clientelas partidárias ou servir de veículos de propaganda governamental.

Por isso, seja para que o estado (os contribuintes) não tenham que continuar a suportar o agravamento desses prejuízos, seja para permitir que algumas dessas empresas se possam ainda salvar e manter o emprego a quem lá trabalha (não é certo que todas o consigam), seja ainda para que o estado possa receber alguma coisa por elas (quanto mais tempo passar, menos receberá), é vendê-las o quanto antes. Qualquer discurso sentimental que apele à preservação destas empresas no sector público, ou é apenas isso e só isso mesmo – emotividade sem racionalidade – ou esconde segundas e nefastas intenções.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O PET e o Marquês de la Palice

PLANO ESTRATÉGICO DE TRANSPORTES (PET)

5.5.4.4 SISTEMA FERROVIÁRIO (CP E REFER)

«O modo ferroviário pesado apresenta uma estrutura de custos fixos pesada (como o próprio nome indica) e com muito pouco grau de flexibilidade.»