domingo, 25 de março de 2012

António Tabucchi (1943-2012)

In memoriam.

6 comentários:

Anónimo disse...

Peço desculpa por estragar a festarola, mas tenho que dizer que é menos um esquerdóide testemunha falsa. Boa viagem.

Eduardo F. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo F. disse...

Caro Anónimo,

O reconhecimento dos méritos literários ou artísticos é - tem de ser - independente da apreciação política que façamos dos seus autores. Céline será talvez o melhor exemplo justificativo dessa dissociação. Outros exemplos que me ocorrem: Leni Riefenstahl e Gore Vidal. A não ser assim ainda acabaríamos como "comissários" de algo ou de alguém, como Trofim Lysenko.

Anónimo disse...

Leni Riefensthal e Céline são de facto exemplos mal escolhidos para justificar uma pseudoindependencia "artística". Não se põe em causa a capacidade de Céline, Riefensthal e Tabuchi para jogarem habilmente com as palavras, as imagens, as palavras. Também podiam escolher ainda outro, ao acaso, sujeito também com duvidoso caracter ou, nos casos que apontaram, sem caracter mesmo (a não ser que apoiar Hitler e os assassinos SS seja boa recomendação): Charles Morgan, hábil escrevente também mas uma alforreca ética. Mas não é isso que está em causa, repito. Um tipo como Céline será sempre um canalha, independentemente de ser bom escrevente ou não. O que eu assinalei não foi a "mestria", foi o tendenciosismo...de caracter. E ponto, digamos.

Jorge Gaillard Nogueira, que por lapso não se identificara expressamente no textinho

Anónimo disse...

Que descanse em paz.

Apesar de ser de facto um esquerdista (e com direito a isso, pois claro!) sempre o olhei com simpatia pela sua paixão por Pessoa e pelo nosso país.

J Ramos

Anónimo disse...

Fazendo o ponto: ser esquerdista não é o mesmo que ser de esquerda. Ser de esquerda é tão nobre como ser de direita, entendendo isto como adesão a valores próprios. Que frequentemente são intrínsecos e fazem parte do ser humano específico. Ser esquerdista é bem diferente: aderir a conceitos requentados ou de obrigatoriedade, seja de partido seja de oportunismo sectorial. E o mesmo vale para direitista. A paixão por Pessoa (qual? pois há e houve vários)por vezes disfarça mal a paixão por outras coisas menos amáveis (como por exemplo o balbuciante E.Lourenço, pensador que se enganou em tudo mas tem sido posto nos píncaros pelos "esquerdistas" et pour cause), que como Cesariny ferreteou com palavras certeiras "quis ensinar Pessoa a pensar". Além de outros, que fizeram de FP o seu repasto para melhor manducarem à mesa da Kultura.
Que descanse em paz, também concordo. E que nós, chapeau, descansemos agora também...

J.Gaillard Nogueira, Coimbra