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sábado, 13 de setembro de 2014

"A guerra para todo o sempre", por Pat Buchanan

Uma das maiores dificuldades, impossível de contornar, na compreensão dos fenómenos sociais foi apontada pelo francês Frédéric Bastiat, uma das grandes figuras do liberalismo do século XIX, no seu famoso conjunto de ensaios coligido sob o título de "Ce qu'on voit et ce qu'on ne voit pas" (O que se vê e o que não se vê), publicado em 1850. Referindo-se à matéria económica, Bastiat explicava como a parte invisível, "submersa" e diferida no tempo dos fenómenos, poderia até ser mais importante que aquela que se apresenta imediatamente visível aos olhos de todos.

O artigo de Pat Buchanan que me propus hoje traduzir (imagens e links meus) ilustra bem, creio, esta ideia. Obama, tudo o indica, decide entrar numa nova guerra porque (convenientemente?) surgiram uns vídeos no YouTube (e portanto na televisão) coreografando a decapitação de dois jornalistas americanos pelo "Estado Islâmico". Sem surpresa, a comoção no mundo ocidental, e nos EUA em particular, foi de generalizado horror pelo barbarismo das imagens (mas acaso esta imagem será menos bárbara?). Daqui resultou a inversão da opinião americana, aferida pelas sondagens, relativamente à participação no atoleiro mortal em que se transformou a Síria. Aparentemente, o que se viu (o que se deu a ver?) produziu os seus efeitos e tornou dispensável uma ponderação de médio e longo prazos. Obama bin Laden, onde quer que esteja, não poderá deixar de sorrir.
Por Patrick J. Buchanan
12 de Setembro de 2014

A guerra para todo o sempre
(The Forever War)

A estratégia que o presidente Obama anunciou na quarta-feira à noite para "degradar e finalmente vir a destruir o grupo terrorista conhecido como ISIL", é incoerente, inconsistente e, em última análise, não credível.

Patrick J. Buchanan
Há um ano atrás, Obama e John Kerry estiveram entusiasticamente à beira de lançar ataques aéreos contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, devido à sua alegada utilização de armas químicas para "matar o seu próprio povo".

Mas quando os americanos se ergueram como um todo exigindo ficar de fora do conflito na Síria, Obama rapidamente fez desaparecer a sua "linha vermelha" e anunciou uma nova política de não envolvimento nas "guerras civis de outros".

Agora, depois de vídeos das decapitações de dois jornalistas norte-americanos terem incendiado a nação, o presidente, lendo as sondagens, fez uma nova pirueta.

Agora, Obama quer conduzir o Ocidente e o mundo árabe directamente para a guerra civil da Síria. Só que, desta vez, iremos bombardear o ISIL e não Assad.

Quem fornecerá as legiões que Obama irá envolver para esmagar o ISIL na Síria? O Exército Livre da Síria, os mesmos rebeldes que foram derrotados uma e outra vez e cujas possibilidades de derrubar Assad foram ridicularizadas pelo próprio Obama em Agosto último como sendo uma "fantasia"? O ELS é uma força de "antigos médicos, agricultores, farmacêuticos e assim por diante", zombou o presidente.

Agora, Obama pretende que o Congresso autorize o dispêndio de 500 milhões de dólares destinados a treinar e armar aqueles médicos e farmacêuticos e a enviá-los para o combate contra um exército de terroristas jihadistas que acaba de se apoderar de um terço do Iraque.

Antes que o Congresso vote um cêntimo que seja, deverá obter algumas respostas.

sábado, 15 de setembro de 2012

A Primavera Árabe complica-se para os EUA

Pat Buchanan, na sequência do cerco às embaixadas americanas e do assassínio do embaixador americano na Líbia, pergunta: Time To Come Home? A tradução é de minha responsabilidade.
Não terá passado já suficientemente tempo para fazer uma análise custo-benefício do nosso envolvimento no Médio e Próximo Oriente?

Contando apenas este breve século, foi lá que travámos as duas mais longas guerras de nossa história, que colocámos a nossa autoridade moral por trás de uma "Primavera Árabe"que derrubou aliados na Tunísia, no Egipto e no Iémen, e que fornecemos o poder aéreo que salvou Benghazi e derrubou Muammar Khadafi.

Contudo, esta semana, as embaixadas dos EUA estiveram sob cerco na Tunísia, no Egipto e no Iémen, e diplomatas norte-americanos foram massacrados em Benghazi.

O custo das nossas duas guerras é de 6.500 mortos, 40.000 feridos e 2.000 milhões de dólares que foram empilhados sobre uma dívida nacional que é de 16 milhões de milhões de dólares, maior do que toda a economia dos EUA. E o que é que, em nome de Deus, temos nós para mostrar em troca?

Enfrentamos o ódio pandémico sobre o nosso país de Marrocos ao Paquistão. A visão de bandeiras americanas a serem rasgadas em pedaços e queimadas por turbas tornou-se tão comum por lá que quase parece que nos acostumámos a ela.

Quais são as raízes deste ódio árabe e islâmico?

Osama bin Laden, na sua declaração de guerra contra nós, deu três razões para o seu casus belli.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O Homem Mais Perigoso do Mundo

Com o som do rufar dos tambores de guerra a aumentar significativamente esta semana (veja-se, por exemplo, aquiaqui ou aqui) Patrick J. Buchanan tenta apelar à sanidade. A tradução, algo livre, é minha.
No Outono, os jornais dos EUA irão dedicar inúmeros centímetros de colunas de artigos assim como as redes de TV reservarão intermináveis horas revisitando o mês mais perigoso da história da república, se não mesmo do mundo.

A decisão de Nikita Khrushchev de, secretamente, instalar em Cuba mísseis balísticos de médio alcance, equipados com armas nucleares, começou a formar-se na sua mente algum tempo antes, talvez em Abril de 1961.

Foi nessa altura que o novo e jovem presidente dos EUA, John F. Kennedy, promoveu o desembarque de uma brigada de cubanos com a intenção desta se vir a tornar a vanguarda de um exército de guerrilha tendo em vista o derrube do regime de Fidel Castro.

A Baía dos Porcos tornou-se uma metáfora para a loucura irresponsável e para o fracasso.

Khrushchev tinha ordenado a um exército de tanques que entrasse em Budapeste para esmagar a Revolução Húngara de 1956 e assistiu, atónito, à recusa de um presidente dos EUA em usar seu poder para eliminar uma base soviética situada a 90 milhas da costa da América.

Em Junho, Kennedy encontrou Khrushchev em Viena e foi verbalmente atacado. Em Agosto, Khrushchev voltou a testar Kennedy construindo um muro para separar Berlim Oriental e selar o sector soviético. Os berlinenses que procuravam fugir foram baleados.

Kennedy ordenou um ano de mobilização dos reservistas.

Moscovo, em seguida, quebrou uma moratória sobre testes atmosféricos de armas nucleares, fazendo explodir uma gigantesca bomba de 57 megatoneladas no Árctico.

Em meados de Outubro de 1962 os mísseis soviéticos estavam em Cuba. O seu raio de alcance de 2400 quilómetros colocava Washington, D.C., ao seu alcance.

O chefe da Força Aérea era o general Curtis LeMay, ex-chefe do Comando Aéreo Estratégico, que se gabava da actuação da sua frota de B-29 durante a guerra do Pacífico, "Nós incendiámos, cozemos e assámos até à morte mais pessoas em Tóquio naquela noite de 9 para 10 de Março da que foi reduzida a vapor no conjunto de Hiroshima e Nagasaki."

LeMay queria bombardear e invadir Cuba, mesmo depois de Khrushchev ter retirado os mísseis. Quando Mao Zedong denunciou o recuo de Khrushchev, chamando à América "um tigre de papel", Khrushchev terá recordado a  Mao que "Este tigre de papel tem dentes nucleares." Mao, alegadamente, teria então indicado a sua disposição para perder 300 milhões de chineses numa guerra nuclear se tal guerra acabasse com os Estados Unidos.

Estes foram tempos graves e de homens perigosos. O que leva a esta recitação de como era o nosso mundo há 50 anos é a história da mais recente capa da The Weekly Standard, "O Homem Mais Perigoso No Mundo."

A foto da capa é do Ayatollah Ali Khamenei, o "homem com uma missão" no Irão, de quem se diz estar tentando obter uma bomba atómica e que "abomina os Estados Unidos num grau superior ao de Stalin, Mao, Tojo e Hitler em conjunto." Se este "líder supremo obtiver armas nucleares, será necessário um milagre para que ele não conduza estupidamente o seu país à guerra."

O objectivo último do artigo de 5000 palavras é: Tenha medo. Tenha muito medo deste homem.

domingo, 25 de março de 2012

A guerra interminável

Entrevistado por Bill Moyers, Andrew J. Bacevich, a quem já me referi em "Perseguindo a paz perpétua através da perpétua guerra" a propósito do seu esplêndido Washington Rules, explana a tese segundo a qual as recentes administrações americanas enveredaram pela guerra permanente - literalmente, sem fim - ainda que, com Obama, tenha entrado em vigor o recurso, crescente, à "Opção C"1: o recurso ao assassinato selectivo, à escala mundial, sem qualquer escrutínio público ou autorização prévia por parte do Congresso, se necessário for mesmo sobre cidadãos americanos, recorrendo aos drones e às special ops, mandando às urtigas quaisquer considerações pelo respeito pela soberania dos países onde essas operações possam ocorrer. Uma interessantíssima entrevista quando os tambores de guerra voltam a rufar relativamente ao Irão.


1Na análise de Bacevich, o "Plano A", sob a administração Bush, consistiu na aplicação da doutrina do "Shock and Awe" no Iraque. Quando esta falhou, seguiu-se o "Plano B" - "The Surge" - que já apenas pretendia limitar os efeitos da temível insurgência no Iraque. Posteriormente, já sob Obama, foi também aplicado no Afeganistão, com o "sucesso" conhecido.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Uma notícia de que não dei notícia


Foi no dia 16 de Março que foi publicada. Imaginemos, por um momento, o berreiro que por aí andaria se tivesse sido o Papa que, numa alocução na praça de São Pedro, tivesse apelado à destruição de todas as mesquitas nos países de matriz cultural judaico-cristã... É assim particularmente notável a preocupação humanitária (!) dos sauditas com a situação na Síria, já não falando da perplexidade que causa o abundante e generoso apoio financeiro com que os norte-americanos presenteiam Riade.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ver o Afeganistão pelo retrovisor

Philip Giraldi escreve, em Afghanistan in the Rear View Mirror:
I supported the initial US intervention in Afghanistan because it was a terrorist haven from which we were attacked and I was, in fact, one of the first CIA officers to arrive in the country after the Taliban fell. We should have then stabilized the situation insofar as possible, installed a puppet, and left. No one will be able to straighten out Afghanistan but the Afghans, if it can be done at all. And that is their problem because, after all, it is their country. The recent killings demonstrate that it is not a question of leaving Afghanistan in 2013, or 2014, or even 2020 as some generals would prefer. We should have left a long time ago and spared the thousands of killed in action US and Allied troops as well as the tens of thousands of Afghans who have died in a war that is not only the longest in US history but also completely pointless and unwinnable.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Será al-Zahawri, afinal, também um defensor da liberdade?

Suponho que dependa do contexto... pois é certamente embaraçoso, como já foi (e é) na Líbia, estar do mesmo lado da barricada do ocupado pelo líder da al-Qaeda na Síria, como confirmou hoje a BBC. Enfim. Não está (ainda) disponível o vídeo. Mas não deverá ser muito diferente daquele divulgado pelo Guardian, em Julho último e agora reproduzo (legendas em inglês):

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Uma surpresa anunciada

Uns meses após a substituição da Esfinge

Cartoon de Dave Brown
o resultado é o que qualquer ser pensante, deste planeta, e que não andasse distraído, anteciparia: a Irmandade Muçulmana terá obtido cerca de 40% da votação para a eleição do primeiro parlamento pós-Mubarak. Suponho que Washington, a generalidade das capitais europeias e, nomeadamente, Telaviv, estejam satisfeitas. 
_______________________
ACTUALIZAÇÃO: aos 40% da Irmandade, somem-se ainda os 20% dos Salafistas.

domingo, 25 de setembro de 2011

Primaveras árabes

A Primavera é, especialmente para aqueles atreitos a alergias, uma estação do ano perigosa. Há uns quinze dias atrás, chamava a atenção para o nosso total desconhecimento sobre a homónima Árabe. Esta notícia, creio, dá uma ideia para onde caminha a da Líbia (grato à Helena Matos pela chamada de atenção).

Forças de segurança iemenitas voltam a disparar contra manifestantes. Um exemplo de uma Primavera, digamos, invernosa (talvez afectada pelas alterações climáticas (ex-aquecimento global)).

Para terminar, uma Primavera de género: Rei da Arábia Saudita anuncia direito de voto às mulheres.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

10 anos depois do 11 de Setembro

estamos mais seguros contra ameaças terroristas?

João Carlos Espada, na sua crónica de hoje no Público, acha que sim, quando escreve:
Qualquer que seja a opinião que possamos ter sobre a actuação do Presidente Bush na sequência do 11 de Setembro, um ponto tem de ser reconhecido: a sua administração, bem como a da administração de Obama que se lhe seguiu, conseguiram evitar novos ataques (...) Esse não é um facto de somenos: o primeiro dever do Estado para com os cidadãos é a garantia da sua segurança; e esse dever foi cumprido.
Já Vasco Pulido Valente, ontem, no mesmo jornal, escrevia:
«Na própria noite de 11 algumas vozes sugeriram que se aproveitasse a "oportunidade" para uma limpeza drástica aos países que apoiavam, ou pareciam apoiar o islamismo radical; e um grupo no Governo que o vice-presidente e o secretário da Defesa apoiavam conseguiu impor esta catastrófica tese. Daqui nasceu a invasão do Iraque, sem um objectivo claro e com o propósito confuso de converter à democracia uma sociedade (se merece o nome) tribal, que não se via como nação e que, ainda por cima, quase tudo dividia: a religião, a origem étnica, a cultura, as ligações com regiões limítrofes. Com a cumplicidade de Tony Blair, Bush (um homem pouco dado à geografia e à história) inventou um perigo onde não havia naquela altura perigo algum e marchou triunfante para o desastre. Hoje, a aventura do Iraque alastrou, com a ajuda de Obama, para o Afeganistão e o Paquistão (e não tardará também para a Índia) e a Al-Qaeda, embora com menos liberdade de movimentos, permanece uma ameaça para o Ocidente inteiro. O 11 de Setembro não acabou.»
Creio que Espada incorre na falácia post hoc ergo propter hoc. Não sabemos o que teria acontecido caso não tivessem ocorrido as invasões do Iraque e do Afeganistão. Não sabemos em que medida a incompetência dos serviços secretos americanos que, essa sim, "permitiu" o 11 de Setembro, foi ou não entretanto sanada. Sabemos sim que o Irão viu desaparecer o contrapeso de influência que o Iraque constituía. Sabemos sim que o Paquistão (e a Índia), o Iémene ou a Síria são "panelas" sujeitas a uma pressão violentíssima. Sabemos que nada sabemos sobre os resultados e para onde caminha a "Primavera árabe".  Depois da doutrina do nation-building Wilsoniano (prosseguida activamente por Clinton  na ex-Jugoslávia) e dos recorrentes actos de regime-change, com os resultados que se conhecem, Vasco Pulido Valente tem razão: o 11 de Setembro não acabou.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Há algo de podre no reino da Dinamarca

Via Jihad Watch (realces meus):

A Danish court has found a leading Islamic expert guilty of racism for his comments about Muslims, the latest ruling in an ongoing battle between free speech and Islam in Europe.

Lars Hedegaard was charged with racism under Denmark's hate speech law after telling someone at a gathering about the problem of rape committed against Muslim girls by male relatives.

"Of course I made clear that I was not talking about every Muslim man in the country or in the world. By the way, I was not talking specifically about conditions in Denmark," Hedegaard explained.

Hedegaard said it's a fact that can be backed up by hard evidence. But in Denmark, that doesn't matter.

Under Denmark's hate speech law, it doesn't matter if what you said was true. It doesn't matter if it is factual - if it offends someone, you could be charged....

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Hamid Gul: Encenação da CIA da execução de Osama

Alex Jones pergunta, a propósito da anunciada morte de Osama "Onde está o corpo?", insurgindo-se ainda contra o topete governamental em ter fornecido fotos forjadas (com 3 anos de idade) aos jornais. De seguida, entrevista Hamid Gul, ex-Chefe dos temíveis ISI (serviços secretos paquistaneses) o qual defende a tese de uma encenação num timing adequado ao presidente candidato Obama. Creio que esta é uma entrevista bem importante pois há fortes razões para supor, como Gul confirma, que os paquistaneses dificilmente digerirão uma operação de comandos a 60 quilómetros de Islamabad que representou, de forma não questionável, um acto contra a sua soberania. Será que há o risco de o Paquistão, um potência nuclear, vir a ser o próximo teatro de guerra dos americanos?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A Síria e a dinastia corrupta dos Assad

Esta semana, o presidente sírio, Bashar al-Assad, resolveu levantar o estado de emergência vigente no país, ininterruptamente, desde 1963(!) tentando dessa forma libertar alguma da pressão política acumulada e diminuir a vontade de participação nas manifestações anunciadas para hoje. As notícias que vão chegando, evidenciam, pelo contrário, que se terá atingido antes um pico de confrontação entre manifestantes e as forças policiais de que terão resultado dezenas de vítimas das quais 25 mortos, elevando-se assim para 220 o número de vítimas mortais desde que os protestos começaram há seis semanas atrás, segundo o Guardian.

Como os casos da Tunísia, Egipto, Líbia, Jordânia, Barhein e Yémen têm abundantemente mostrado, se é verdade que a revolta contra o status quo mobiliza vários sectores dos respectivos países entre os quais forças democráticas, não há garantia alguma que dos novos "equilíbrios" políticos subsequentes resultem necessariamente regimes mais benignos que os derrubados.

«Why do you think there aren’t millions in the street demonstrating against Bashar? It’s not because they’re afraid of the security forces. It’s because they’re afraid of what would replace Assad.» 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Nada como ler/ouvir o original

Tenho lido uma série de palavras, que me parecem pias, sobre a Irmandade Muçulmana. Muito "jornalismo" de causas e pouco jornalismo de factos. Resolvi pois seguir o conselho, sempre avisado, de consultar os "originais", depois de ter lido este post do Jorge Costa. O clip abaixo mostra o Sheik Yousuf Al-Qaradhawi pregando às massas incitando o exército egípcio a substituir o governo e a rezar a Alá para que se efective a conquista da mesquita Al-Aqsa. Ouçamo-lo aqui (com legendagem em inglês e enquadramento pela multidão).