domingo, 30 de junho de 2013

Citação do dia (122)

"Quando a pilhagem se torna um modo de vida para um grupo de homens numa sociedade, ao longo do tempo, eles criam para si um sistema legal que o autoriza e um código moral que o glorifica."
Frédéric Bastiat

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Mitos persistentes: a deflação é um fenómeno a evitar

Frank Hollenbeck, professor na Universidade Internacional de Genebra, em What’s So Scary About Deflation?, desmonta o mito associado à suposta malevolência de uma baixa de preços sustentada no tempo. Um conhecimento de história económica (na parte não suprimida pelas universidades), deveria ser suficiente para descartar uma tese tão cara à generalidade dos economistas que constitui um "terror" para os banqueiros centrais. Já por aqui falei várias vezes do fenómeno, perceptível para o grande público pelo menos desde há 20 anos) que o sector das tecnologias de informação e telecomunicações é um gigantesco exemplo da infirmação da tese dos malefícios da deflação.

O artigo de Hollenbeck, situado entre um artigo de divulgação para o leigo e uma primeiríssima introdução (Econ 101) académica à disciplina, parece-me muito interessante na explanação dos pontos de vista da Escola Austríaca a que o autor deste blogue, paulatina mas crescentemente, vem aderindo (e defendendo). Como de costume, a tradução (e os seus erros) são da minha responsabilidade.
Quando se fala de deflação, o pensamento económico dominante torna-se não na ciência do senso comum, mas na ciência do absurdo. A maioria dos economistas de hoje são rápidos a afirmar que "um pouco de inflação é uma coisa boa", e temem a deflação. Claro que, nas suas vidas privadas, esses mesmos economistas vasculham os jornais em busca dos mais recentes produtos à venda.

Uma deflação sui generis (daqui)
A pessoa que melhor simboliza o medo de deflação é Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal. A interpretação que fez da Grande Depressão enviesou em muito a sua opinião contra a deflação. É verdade que a Grande Depressão e a deflação andaram de mãos dadas em certos países; mas nós devemos ter o cuidado de distinguir entre associação [correlação] e causalidade, e avaliar correctamente o sentido da causalidade [itálico meu]. Um estudo recente de Atkeson e Kehoe [link], abrangendo um período de 180 anos em 17 países, não detectou relação alguma entre deflação e depressões. Na realidade, o estudo encontrou um maior número de episódios de depressão acompanhados de inflação do que de deflação. Durante este período, em 65 dos 73 episódios de deflação não ocorreram depressões, e em 21 das 29 depressões não sucederam episódios de deflação.

O principal argumento contra a deflação é o de que quando os preços estão em queda, os consumidores irão adiar as suas compras para aproveitar preços ainda mais baixos no futuro. É claro que é suposto que tal situação conduza à redução da procura corrente, o que fará com que os preços caiam ainda mais, e assim por diante, até entrarmos numa espiral deflacionária/depressiva da economia. O sentido da causalidade é claro: a deflação provoca depressões. É possível encontrar este argumento em quase todos os livros de texto introdutórios de Economia. O Fed de St. Louis escreveu recentemente:
"Embora a ideia de preços mais baixos possa soar atractiva, a deflação é uma preocupação real por vários motivos. A deflação desencoraja a despesa e o investimento porque, ficando os consumidores na expectativa que os preços venham a cair ainda mais, eles diferem as suas compras preferindo pelo contrário poupar, esperando por preços ainda mais baixos. A redução da despesa, por sua vez, reduz as vendas e os lucros das empresas o que, finalmente, conduz ao aumento do desemprego."

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O capitalismo de fachada é uma fachada de liberdade

Via a Arte da Fuga, Donald Boudreaux, professor de economia da universidade de George Mason (um dos editores do Cafe Hayek), intervindo no Fórum de Liberdade, em Oslo, no início deste mês:


O capitalismo de fachada significa uma fachada de liberdade :
O dogma que sustenta que as actividades económicas são de alguma forma menos importantes ou edificantes que as actividades não-económicas está errado. E é também é perigoso, pois ajuda a alimentar a falsa e fatal distinção entre liberdade económica e não-económica.

A liberdade é um todo, é indivisível [link meu]. Tratá-la de outra forma leva a ameaçá-la na íntegra - enfraquecendo-a em todas as frentes. E a consequência de assim agir levará a qualquer coisa que não é o progresso em direcção a uma sociedade mais civilizada, mais pacífica e mais próspera.

Os extraordinários e inestimáveis benefícios da regulação

Em contraponto aos Tenebrosos malefícios da concorrência e da desregulação, desaparecida (para sempre?) que foi "la grandeur", é tempo de Hollande accionar o "excepcionalismo cultural". Para isso, não encontra nada melhor que fixar descontos máximos para os livros, justificando o injustificável, alegando o que no plano histórico se verificou ser comprovadamente falso desde o início das teorias intervencionistas estatais - de que o "excesso" de concorrência é uma prática predatória tendente a afastar os outros competidores do mercado, momento a partir do qual os preços, agora de monopólio, voltariam a subir para patamares superiores aos iniciais. Há pois que impedir que semelhante malfeitoria se concretize. Os únicos monopólios que existiram com carácter duradouro foram os constituídos, legalmente, pelo próprio estado. É certo que haverá grupos beneficiados com isto: os livreiros tradicionais, Mas não é menos certo que totalmente à custa de todos os consumidores de livros.

Títulos idiotas (2)

Depósitos de particulares e pequenas empresas gozam de protecção adicional.

Estão agora os depósitos, de particulares  e pequenas empresas, mais seguros? NÃO, como se tornará evidente para quem ler a notícia. A única forma de proteger o que actualmente se designa, de forma imprópria, de  "depósitos" bancários seria um regime em que os bancos respeitassem um regime de reservas a 100% (petição aqui). Isto não significa obrigar os bancos a adoptar um sistema bancário dessa natureza. Os clientes (depositantes) que escolhessem depois o regime que preferissem. Claro que, todos aqueles que optassem pelo regime actual enfrentariam, a suas exclusivas expensas, o risco de perderem as suas poupanças, em caso de falência da instituição bancária. Lembram-se da Dona Branca?

Esta é uma "notícia" muito semelhante àquelas outras que veiculam, com uma regularidade próxima de um bom relógio suíço, que, afinal, os preços da energia não irão aumentar TANTO como se chegou a pensar que acontecesse. Parece que se espera que os cidadãos cantem hossanas ao prodigioso esforço dos governantes de ocasião até porque nunca se esquecem de "proteger" os mais desfavorecidos (fazendo-os pagar um aumento que não é tão grande quanto aquele que os restantes terão de suportar)!

É o FMI um organismo (neo)liberal?

Em três minutos e quinze segundos, Juan Rámon Rallo, doutor em Economia e director do Instituto Juan de Mariana, um think-tank independente com sede em Madrid, desfaz alguns pequenos (grandes mitos) acerca do FMI. De como nasceu, para que nasceu e o que ele é hoje. Útil nos tempos que correm.

Meditação e fecho (por hoje)

Recuso-me - recusar-me-ei sempre - a catalogar uma classe profissional no seu todo, especialmente se muito numerosa, como se de uma amálgama se tratasse. Como em todas as profissões, há uns bons (uns deles muito bons), há os maus profissionais (alguns mesmo demasiado e irremediavelmente péssimos) e há, depois, a grande massa dos "medianos" cujos comportamentos e atitudes dependem em muito da liderança (ou falta dela) de que forem alvo. Parafraseando Alberto Gonçalves, fabricar uma imagem idílica de uma dada actividade profissional é equivaler as fraudes aos profissionais sérios - e caluniar estes. "Pior: nivelar os professores por cima é uma burla idêntica à padronização por baixo que há décadas se aplica aos alunos e que, de resto, torna anacrónica a conversa acerca das virtudes e defeitos do ensino". Não é preciso acrescentar mais nada.

Coisa diferente é apreciar as organizações que reclamam para si a legitimidade de representar uma dada classe na sua totalidade (ou mesmo de parte dela). Como terei sido dos poucos bloggers que ainda não abordou o tema da greve dos professores às avaliações, agora ao que parece suspensa, chegou a altura de escrever algo sobre o tema.

Já fui, numa encarnação recuada, professor do ensino básico e secundário ("provisório", segundo a nomenclatura da altura) e conheci muitos bons professores ou que o foram tendo entretanto deixado a profissão. Como aluno, tive muitos professores ao longo do percurso escolar, mas não consigo lembrar-me de cinco professores de excepção. Em contrapartida, lembro-me perfeitamente de um numeroso grupo de professores que não hesitaria em classificar de maus, particularmente na Universidade (e não me licenciei eu em Sociologia, como sucedeu a Alberto Gonçalves...). Mas a minha "amostra" não é representativa pelo que não pretendo sugerir qualquer  tipo de extrapolação.

Ao longo do ano lectivo que agora termina, acasos da vida conduziram-me a uma reaproximação do ensino, em particular, do ensino da Matemática. Através do contacto directo com um pequeno grupo de alunos de diferentes escolas da proximidade, e de vários graus de ensino (9º, 10º e 12º), fiquei estarrecido com a iliteracia  demonstrada. Desde logo, com o domínio muito incipiente da língua materna que em muito dificultava, quando não impossibilitava, a compreensão de um enunciado. "Isto é para fazer o quê?", "Estou baralhado" ou o mais sincero "Não percebo" foram expressões frequentes. À pergunta relativa a uma qualquer definição lá vinha a inevitável resposta (???) "É quando...". Depois, a dependência da máquina de calcular que constatei foi algo de absolutamente doentio e criminoso particularmente no ensino básico. A promoção da sua utilização apenas serve para tentar protelar a emergência da verdade: a ausência de competências de cálculo mental, incapacidade de aferir um resultado, desconhecimento das operações numéricas e algébricas elementares e por aí fora. Uma galeria de horrores que por várias vezes me fez lembrar a "crónica" de Olavo de Carvalho justamente intitulada A Imbecilização Desde a Infância.

O exame, qualquer exame, é um momento definidor do sucesso/insucesso, do "passei"/"chumbei", do "consegui" do "não consegui" (namorado/namorada, homem/mulher, emprego/desemprego, etc.). Perturbar terceiros num momento desta natureza ainda por cima invocando que a greve também era por eles ("em defesa do ensino"), por motivos afinal puramente corporativistas, é inqualificável.

Quando à substância - para que serve um sistema de ensino -, isto basta:
A Associação de Professores de Matemática chumba exame do 12.º ano. "Um aluno médio terá certamente muitas dificuldades na resolução desta prova".

Matemáticos [da Sociedade Portuguesa de Matemática] aplaudem prova A (do 12º Ano). "Verifica-se que a distribuição do nível de dificuldade das várias questões permite a distinção dos bons alunos, possibilitando também que o aluno médio, que se tenha preparado devidamente, obtenha uma classificação que reflicta adequadamente o seu nível de conhecimentos".
Está na altura de fechar a meditação. Boa noite.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Títulos idiotas (1)

Plantas fazem cálculos de matemática para controlar alimentos

Pífio e esquizofrénico acto de fé

Itália adia aumento do IVA e anuncia incentivos fiscais de 1,5 mil milhões à contratação de jovens no que constitui "uma mensagem para os consumidores, na esperança de que [a medida o adiamento] ajude a economia", afirmou o primeiro-ministro italiano Letta.

De quantos avisos precisaremos?

Questiona-se Mary Theroux, após as sucessivas revelações de Edward Snowden, que, em boa verdade, eram em parte já conhecidas graças à coragem de outros whistleblowers no passado recente. Theroux destaca a seguinte passagem da intervenção de Thomas Drake (na mesa redonda em que participou, cujo vídeo e transcrição completa está acessível aqui), que trabalhou para a  NSA durante 12 anos e foi mesmo seu empregado por sete anos:
"O governo libertou-se das correntes que o prendiam à Constituição em resultado do 11 de Setembro. E no segredo absoluto dos gabinetes, aos mais altos níveis do estado, e com o selo de aprovação da Casa Branca, a NSA tornou-se no agente executivo de um programa de vigilância que efectivamente transformou os Estados Unidos da América, no equivalente a uma nação estrangeira para efeitos de vigilância electrónica através da técnica da "pesca de arrasto". (...)

E estamos a assistir aos esboços iniciais e aos contornos de um muito sistemático e amplo estado de vigilância leviatão, boa parte dele constituindo uma violação das bases fundamentais do nosso próprio país - na realidade, a mesma razão que nos levou à própria Revolução Americana . E a Quarta Emenda, para todos os fins e propósitos, foi revogada após o 9 de Setembro."
Pergunta Theroux: "Se isto não constitui razão suficiente para revogar o PATRIOT Act [link], a NDAA [link], as ordens executivas de Bush e de Obama, e todas e cada uma das actividades das agências que elas [leis] permitem, o que será preciso?" (Vídeo e transcrição do debate provenientes daqui, de que aconselho a leitura integral).


Ao centro, da esquerda  para a direita, William Binney, Thomas Drake, J. Kirk Wieber antigos altos responsáveisda NSA com uma experiência conjunta de mais de 100 anos na comunidade dos serviços de informações (clicar na imagem para aceder ao vídeo)

O voo de Snowden para a liberdade

Jeffrey Tucker assina um belo texto - Snowden’s Flight to Freedom. Espero não o ter desfigurado excessivamente. Edward Snowden, como Bradley Manning e outros whistleblowers não o mereceriam.
Edward Snowden
Caro resto do mundo: por favor saiba o quão doloroso é para nós americanos ver o que está a acontecer no caso de Edward Snowden.

Ei-lo voando de Hong Kong para a Rússia - países que parecem constituir refúgios do longo braço do império dos EUA. Onde acabará ele? Pode ser a Islândia, a Venezuela ou o Equador. Ele precisa de ir para um lugar onde as autoridades não possam ser intimadas a entregá-lo aos seus carcereiros e possíveis executores.

Ou isso ou arriscar enfrentar a cadeira eléctrica por ter feito o que era correcto. Embora eu compreenda a corrupção do sistema - e quão más as coisas realmente estão - não deixa de ser difícil de "processar". A lei segundo a qual ele foi acusado data de 1917, e o seu único propósito era destruir o movimento pacifista da época. Como Woodrow Wilson disse antes de a lei ter sido aprovada, "Criaturas de paixões, a deslealdade e a anarquia devem ser esmagadas".

E foram. Se alguém se manifestava contra a guerra, era preso. Os jornais foram efectivamente nacionalizados. Os preços foram controlados. Os pensadores independentes de todo o tipo foram presos. Na verdade, à época, um número de norte-americanos fugiu para a Rússia em busca da liberdade para se verem em plena Revolução Bolchevique. Então, como agora, a escolha foi entre a frigideira ou o fogo.

Sim, é verdade, sabemos que a América não tem sido ela própria de há muito tempo. Talvez nunca o tenha sido. Mas, ainda assim, lemos os Federalist Papers ["O Federalista"]. Lemos Thomas Jefferson. Lemos a Declaração [de Independência], a Constituição, as palavras de Madison e de Paine. Nós simplesmente não podemos afastar a ideia de que há algo nesta noção de que o estado tem de ser limitado e que as pessoas têm o direito à liberdade.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Mal posso esperar por Daniel Oliveira e Basílio Horta

Isabel Moreira adere ao PS. "Seguro disse-me: bem-vinda à família"

É sempre com alguma comoção que se assiste às reunificações de famílias desavindas.

Citação do dia (121)

"A melhor forma de conseguir o controlo sobre um povo e de o controlar totalmente passa por retirar um pouco da sua liberdade de cada vez, erodindo os direitos das pessoas através de milhares de pequenas e quase imperceptíveis restrições. Desta forma, as pessoas não irão dar conta desse processo de destruição de direitos e liberdades até que se atinja o ponto em que essas mudanças já não poderão ser revertidas."

atribuída a Adolph Hitler

Depois do QE3, o quê?

Detlev Sclichter não acredita (como também, entre outros, Peter Schiff) que exista uma estratégia de saída da "flexibilização quantitativa" (QE) por parte do  Fed (como outros bancos centrais - Reino Unido, Suíça, Japão e sim, também o BCE). No artigo abaixo, explica porquê e creio que com argumentos bem convincentes. Daí que o que é de esperar é a continuação de mais do mesmo, ou seja, mais QE. Como cunhou Schiff, o mais provável será "QE To Infinity And Beyond".

Não custa perceber que assim seja: quem quer que tenha tido de lidar com uma sítuação de vício profundo, sabe não há verdadeira saída que não passe pelo corte abrupto da ingestão da droga. É muito doloroso o desmame abrupto mas é também simultâneamente o de mais rápida recuperação (e maior probabilidade de sucesso). Bernanke já está de saída pelo que será o seu sucessor que terá de lidar com os cacos provenientes da acção do "Helicopter Ben". A tradução, como habitualmente, é minha.
Um nova previsão está a alastrar nos mercados financeiros como se de um vírus se tratasse: o Fed está prestes a fechar a torneira monetária. O Impressor-em-Chefe dos EUA, o general Ben Bernanke, anunciou que poderia começar a reduzir o programa mensal de monetização da dívida, denominado de "quantitative easing" (QE), já no Outono de 2013, e talvez até terminando-o na totalidade em meados do próximo ano. Ele assegurou os mercados que o Fed iria manter a taxa de juro directora (a taxa dos Fed Funds) próxima de zero, pelo menos até 2015. Ainda assim, o fim do QE é visto como o início do fim da política [monetária] super-expansionista e, potencialmente, o primeiro passo no sentido da normalização, como se alguém ainda tivesse alguma ideia do que "normal" significasse.

Detlev Schlichter
Temendo que o fluxo do nutritivo leite materno do Fed pudesse secar, uma Wall Street resolutamente não desmamada teve um chilique e entrou em pânico.

Até aqui, tudo bem. Há apenas um único problema: isso não irá acontecer.

É certo que eu sou o primeiro a declarar que o Fed DEVERIA abolir o QE, e não apenas no Outono deste ano ou no Verão do próximo, mas agora. Agora mesmo. Porquê? Porque uma política de QE e de taxas de juro zero é uma loucura completa. Ela distorce os mercados, sabota a liquidação dos desequilíbrios, proíbe o correcto apreçamento do risco, e incentiva a acumulação de dívida. Ela entorpece os poderes curativos do mercado ao permitir a continuação do "fingir e expandir" na indústria financeira - e acrescenta novos desequilíbrios aos anteriores que ela também ajuda a manter.

Esta política pode ter impedido - por enquanto - a deflação da dívida [ligada ao endividamento], mas talvez a deflação da dívida seja aquilo que é necessário.

O QE não é senão uma massiva intervenção no mercado. É destrutivo. Não resolve os problemas subjacentes criando ao invés novos problemas.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Marianne Faithfull & Bill Frisell - As Tears Go By (2013)

Passaram-se 48 anos depois deste belíssimo momento. Não obstante, a versão cantada, ontem mesmo em Londres, com acompanhamento musical por Bill Frisell, é muito, muito especial. Uma boa semana!