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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Irresistível

Aqui

Irresistível comentar este disparate.
Não porque seja falso, coisa que ainda não sabemos. Mas porque bastaria este senhor considerar a situação de milhares de contribuintes que, pagando, não têm médico de família, ou que aguardam horas nas urgências, meses e anos por consultas, exames e tratamentos para moderar a sua indução.
Não conheço outra corporação que alegue tal conclusão: "daqui a dez anos haverá inundação de médicos" para limitar o acesso à profissão. A analogia com a inundação é só engraçada, mas pouco.

Se ao menos às pessoas se deixasse que estas fizessem livremente as suas escolhas, tal "inundação" não passava de pequeno aguaceiro. Táxis, bancos ou médicos teimam em não perceber o que Mises explicou há muito tempo: estão a meio do caminho. Querem uma coisa e o seu contrário. Querem eficácia do mercado, mas querem manter artificialmente a defesa do seu interesse particular. Querem respeitar os direitos das pessoas, mas forçar as escolhas que estas podem fazer.
E por artificialmente entenda-se à força. Literal ou em letra de Lei.
Sonhadores.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Os políticos e burocratas preferem as vítimas invisíveis

No que constitui um outro excelente artigo, o Prof. Walter Williams evoca a filosofia libertária iniciada com John Locke ("Quem é o dono de si mesmo?") e o célebre ensaio de Frédéric Bastiat ("O que se vê e o que não de vê") para evidenciar as consequências reais das acções/omissões e do tipo de incentivos que a interferência do estado inevitavelmente introduz nos diferentes mercados. Neste artigo, Williams debruça-se sobre o tema da introdução de novos fármacos.

Adenda: a tradução é da minha responsabilidade bem como a introdução de links e realces no texto.
10 de Junho de 2014
Por Walter E. Williams

Quem é o seu dono?

Walter E. Williams
Darcy Olsen, presidente do Instituto Goldwater com sede no Arizona, e Richard Garr, presidente da Neuralstem, uma empresa de biotecnologia, escreveram "O Direito a Tentar drogas experimentais" no USA Today (2014/05/28). Eles observaram que "este ano, mais de 5.000 americanos irão perder a batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), comummente conhecida como doença de Lou Gehrig". Até há pouco tempo, não havia medicamentos no mercado que melhorassem significativamente as vidas dos pacientes com ELA. Mas há agora um em ensaios clínicos - que se mantém bem promissor - que a Food and Drug Administration [equivalente, na área do medicamento, ao Infarmed português – N.T.] não aprovou. O tempo médio que demora a obter a aprovação de uma droga pela FDA é de 10 anos. Esse é um tempo que os doentes terminais não têm.

Os legisladores no Colorado, Louisiana e Missouri aprovaram recentemente legislação conhecida por "Direito a Tentar", e os eleitores do Arizona irão pronunciar-se sobre esta matéria em Novembro próximo. A iniciativa "Direito a Tentar" foi concebida pelo Instituto Goldwater. Ela proporcionaria aos doentes terminais o acesso a drogas experimentais que tivessem observado os ensaios básicos de segurança. Sob a supervisão de um médico, seria dada a oportunidade às pessoas de testar drogas experimentais promissoras antes de elas obterem a aprovação final da FDA.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Lema da urgência despesista: Primeiro, gasta-se; depois, logo se vê

Imagem daqui
Nancy Pelosi, anterior Speaker da Câmara dos Representantes nas vésperas da aprovação do Patient Protection e Affordable Care Act (já conhecida por "Obamacare") e em plena e acesa controvérsia, nomeadamente de que não tinha havido tempo para os Representantes lerem todo o projecto de lei (de mais de 2000 páginas de extensão!) produziu esta afirmação espantosa, perante as câmaras de televisão (9 de Março de 2010):
"We have to pass the bill so that you can find out what is in it away from the fog of the controversy." (Tradução: Precisamos aprovar o projecto de lei para que se possa descobrir o que ela contém, longe da névoa da controvérsia.)
Algo de parecido ao método de avaliação de um melão - temos que o abrir e de o comer até ao fim para avaliar da sua real qualidade! Este e outros episódios semelhantes levaram a que o senador Rand Paul a viesse a apresentar uma resolução segundo a qual, por cada 20 páginas de um projecto de lei, seria obrigatório conceder pelo menos um dia aos membros do Senado para que a pudessem ler antes de ser iniciar o seu debate e eventual votação.

Imagem retirada daqui
Lembrei-me de tudo isto ao ler esta notícia - La CE tacha de "realmente insatisfactorio" el número de pasajeros de algunos AVE (A Comunidade Europeia classifica de "realmente insatisfatórios" os números de passageiros de alguns AVE (nome por que são conhecidos os comboios de Alta Velocidade em Espanha)).

Segundo a notícia, um deputado espanhol catalão da CiU, Ramon Tremosa,  intervindo  no plenário do parlamento europeu na presença do comissário europeu dos Transportes, Siim Kallas, afirmou que "um em cada quatro dos trajectos do AVE só transporta um passageiro por dia" (!) e que estações servidas pelo AVE como Tardienta, Huesca, Calatayud, Antequera, Puertollano, Cuenca, Utiel-Requena o Puente Genil não recebem mais do que um ou dois passageiro por dia (!).

Em resposta, Siim Kallas terá reconhecido que a exploração de alguns troços é "realmente insatisfatória" ainda que a sua análise se deva fazer ao longo de um horizonte de longo prazo: "Nas análises custo-benefício do comboio de alta velocidade em Espanha têm-se em conta pelo menos vinte a vinte e cinco anos de actividade." Por outro lado, afirmou ainda, "as análises de custo-benefício devem considerar não apenas a rentabilidade financeira, como também a rentabilidade económica no conjunto do país e da União Europeia". Acresce que, segundo o comissário, "na avaliação da rede espanhola de alta velocidade, se deve considerar o valor acrescentado europeu resultante de la integração da Península Ibérica na rede RTE-T através de linhas interoperáveis aptas para o tráfico misto [passageiros e mercadorias]". (Itálicos meus.)

E eis assim novamente, com ligeiras cambiantes, o pleno funcionamento do método de "avaliação do melão". No caso, para tentar confundir o pagode nada como invocar o argumento "definitivo" da suposta supremacia do "económico" sobre o "financeiro" o que, no contexto da despesa pública, apenas significa que são irrelevantes as contas de exploração de um qualquer empreendimento público que pode assim juntar-se a todos os outros investimentos (?) que mais não são que gigantescos empreendimentos de destruição (consumo) de capital por mera decisão de um qualquer político que quer deixar "obra". E dívida, claro.

sábado, 23 de novembro de 2013

Fascismo sanitário em acção (act.)

Da edição do Expresso de hoje:


ACTUALIZAÇÃO: dou-me agora conta que o Ministério da Saúde  desmentiu "não se revê" nesta notícia e que os seus propósitos em matéria de "guerra" anti-tabágica se centram antes no pedagógico acto de "informar" e sempre no apelo ao "bom senso", pelo que a notícia do "Expresso" assentaria numa "interpretação abusiva e lesiva das palavras do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde", Leal da Costa.

Por que razão será que este "desmentido" me deixa tão inquieto?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A "novidade" das coisas velhas

Tenho dedicado vários posts à reforma no sector da saúde que constituiu a maior bandeira eleitoral de Obama - o "Affordable Care Act" ou, no seu petit nom, "Obamacare". A mastodôntica extensa regulamentação associada e os efeitos que está já a provocar fazem do Obamacare um verdadeiro case study, de que temos tido o "privilégio" de testemunhar a secular lógica estatista e os padrões da  sua metastização.

Foi com esse propósito que procurei traduzir o recente artigo de Thomas Sowell - "An Old 'New' Program".
Thomas Sowell
Como tantas coisas que parecem novas, o ObamaCare [1] é, sob múltiplas formas, vinho velho em garrafas novas.

Por exemplo, quando confrontado com o facto de, em consequência do ObamaCare, milhões de americanos poderem perder o seu actual seguro de saúde, os seus defensores dizem que isso só é verdade quando aquelas pessoas estão "sub-seguradas" [com menores coberturas que o "padrão" mínimo que a nova legislação tornou obrigatório para as apólices de seguros de saúde].

Quem decide o que é um "sub-padrão"? Haverá algo mais velho do que a ideia que uma elite exaltada sabe o que é bom para nós, melhor do que nós próprios? Obama usa a retórica do "para a frente", mas ele está de facto a andar para trás, recuando a uma época em que déspotas diziam a todos o que era e o que não era melhor para eles.

O ObamaCare é igualmente velho de uma outra forma. Um dos motivos fundamentais que explica por que os seguros médicos privados se tornaram tão caros é que os políticos, estado após estado, têm vindo a impor quais as coberturas que estes seguros devem abranger, independentemente do que as pessoas pretendam.

Um seguro de cobertura total, que abranja desde tratamentos para a calvície até operações para mudança de sexo, é muito mais caro do que um seguro que apenas cubra as doenças graves que podem absorver as poupanças de uma vida. Agora [com o ObamaCare] essas obrigatoriedades passaram do plano dos estados para o plano federal.

O seguro é um contrato para lidar com riscos É uma forma cara e contraproducente para pagar coisas que não são riscos - como os checkups anuais, que se sabe antecipadamente que irão ocorrer em cada ano.

O seu checkup anual não custa menos pelo facto de ser coberto pelo seguro. Na verdade, até custa mais, porque a pessoa segurada tem que pagar prémios que abranjam não apenas o custo do próprio checkup, como também os custos administrativos da empresa seguradora.

Se o seguro automóvel cobrisse o custo de pagamento das mudanças de óleo, isso tornaria as mudanças de óleo mais baratas ou mais caras? Obviamente mais caras, uma vez que mais pessoas teriam que ser pagas para se envolverem na transacção, em vez de, simplesmente, se pagar directamente do bolso de cada um [proprietário de uma viatura] às pessoas que lhe mudaram o óleo.

sábado, 26 de outubro de 2013

Robert Murphy recebeu uma carta da sua seguradora

relativa ao seu seguro de saúde. Esta:


que lhe suscita a seguinte observação (minha tradução):
«Eu pensava que estava contente com o meu seguro de saúde, mas de certeza que estava enganado. É a única explicação. Em qualquer caso, mal posso esperar para conhecer todas as poupanças que vou conseguir ter com o meu novo seguro e com a maior cobertura [de riscos] que me vai proporcionar!»
Se o leitor acaso pensar que lhe estou a apresentar (mais) uma prova irrefutável da perversidade própria de toda e qualquer companhia de seguros, em particular se for norte-americana, convido-o a ver o seguinte vídeo e, de seguida, a eventualmente reponderar a sua primeira impressão:


(Adaptação do post de Robert P. Murphy)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

12 milhões de palavras depois (escritas), as misérias costumeiras do planeamento central

Este website é a pedra angular do "Affordable Care Act", comummente conhecido por "Obamacare", a maior intervenção socializante nos EUA, em matéria de saúde, desde meados da década de 60 do século passado (entre a lei aprovada e a sua regulamentação, a contagem já vai em cerca de 11500 páginas correspondendo a perto de 12 milhões de palavras!!). Custou até agora, estima-se, algo como 500 milhões de dólares! Não funciona. Desde que foi lançado, no dia 1 deste mês, os problemas têm sido tão graves que levaram a que o próprio Obama, em intervenção televisiva, manifestasse o seu profundo desagrado pelo (não) funcionamento do sistema; que fosse entretanto reunido um A-Team para endereçar as "falhas técnicas" e, nas últimas horas, que membros democratas do Congresso tenham solicitado a Obama o adiamento dos prazos de adesão ao programa (no mínimo irónico para quem fez um braço de ferro quanto ao imediato financiamento do programa durante a farsa do recente shutdown). Matéria mais que suficiente para mais um excelente programa de Jon Stewart.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A prosperidade e a saúde por decreto

Não tive qualquer surpresa com o anúncio da decisão do Supremo Tribunal dos EUA relativamente à, na sua óptica, constitucionalidade do pacote legislativo conhecido por Obamacare ou, mais propriamente, do "Affordable Care Act". Se o Estado se arroga o direito de lançar impostos, de impedir a ingestão de determinadas substâncias, de obrigar à frequentar determinadas instituições (e de proibir a de outras) ou de exigir uma série de licenças para vender limonada na rua, qual o espanto de, agora, vir obrigar os cidadãos a comprar um seguro de saúde? No fim de contas, não tinha já Romney sido o percursor de algo muito parecido aquando da sua passagem pelo governo do Massachusetts?

Os EUA ainda não digeriram os efeitos das sucessivas políticas promotoras da "affordable housing" (de republicanos e democratas), ou seja, do estouro da bolha imobiliária e consequente crise financeira e económica; prossegue, a bom ritmo, a bolha educativa resultante de anos de incentivo da "affordable schooling" que já provocou a acumulação de uma dívida astronómica que será insusceptível de ser paga. Pois que mais se esperaria senão mais um passo para a promoção da affordability na saúde, num país onde os cuidados de saúde representam a maior percentagem do PIB no mundo (15,2%) sem que com isso consiga obter resultados correspondentes? O resultado de tudo isto - de almoços grátis para todos - não é difícil de prever: serviços de saúde mais caros e cada vez piores serão inevitáveis neste quadro, como Ron Paul assinala.

Do que não tenho dúvida é que se trata de mais um passo na progressiva e ininterrupta diminuição da liberdade individual. Será que este cartoon se revelará premonitório?



Ou será que para além em vez do Volt/Ampera o governo irá também antes obrigar os cidadãos a comprar títulos da dívida pública?

terça-feira, 22 de maio de 2012

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Frase do dia (37)

"It is amazing that people who think we cannot afford to pay for doctors, hospitals, and medication somehow think that we can afford to pay for doctors, hospitals, medication and a government bureaucracy to administer it."
Thomas Sowell

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Das maternidades na região de Lisboa

parece ser reconhecido pela generalidade dos conhecedores que existe um excesso de capacidade para os níveis de natalidade actuais (em contínuo e pavoroso decréscimo desde há décadas) numa cidade que ela própria continua a definhar. Hoje foi a vez de António Gentil Martins reconhecer essa realidade, numa entrevista ao i que recomendo (mesmo que não se concorde com a solução que o venerando cirurgião pediatra aponta para substituir o actual SNS, o seguro nacional de saúde obrigatório). Portanto, se há excesso de capacidade, parece-me inquestionável que há que o eliminar. Qualquer outra atitude que não essa conduzirá a uma situação muito parecida com a que Jim Hacker se confronta neste delicioso clip da série Yes, Minister:

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Estado, educação, saúde e liberdade de escolha

Com a publicação do Despacho n.º 5106-A/2012, o Governo redefiniu as normas a observar pelas escolas públicas relativamente às matrículas e constituição de turmas. Em particular, conforme anterior promessa, ficou contemplada a introdução de mecanismos de "liberdade de escolha" por parte dos encarregados de educação (ou alunos quando maiores), da escola a frequentar que eu próprio já havia classificado como Um pequeno passo no bom sentido. Porém, lendo com atenção o dito Despacho, receio amanhã vir a ter de reclassificar o "pequeno" num "pequeníssimo" passo atenta a persistência da monumental minúcia burocrática uniformizadora dos critérios de prioridade na matrícula dos alunos.

Há tempos atrás, tive um acidente caseiro: quando tinha acabado de entrar na cozinha desmaiei e, ao que conta a minha filha que assistiu à coisa, caí para a frente com a rigidez própria de uma tábua, embatendo com o nariz no chão. O resultado foi uma pequena fractura e uma hemorragia teimosa. Morando onde moro, e conhecendo o hospital a que administrativamente estou adstrito, uma coisa tive por certa: a bem do meu nariz, não ir tratá-lo no "meu" hospital. Como decerto adivinharão, a saída esteve na simulação de um acidente na vizinhança do hospital relativamente ao qual confiava para ser tratado.

Filosoficamente não sou adepto da escola pública pela sua natureza compulsória, pela uniformidade curricular, pela falsa gratuitidade que lhe é atribuída, etc. Não obstante, mesmo que tenha que recorrer a alguma "habilidade", prefiro poder ter uma palavra na escolha do hospital onde quero ser tratado. Como ontem recorri a "habilidades" semelhantes para escolher as escolas dos meus filhos. Se, na educação como na saúde, pudermos passar sem "habilidades"  desta natureza, naturalmente que estaremos melhor. E quanto maior puder ser o grau de liberdade de escolha, melhor. Ainda que longe, muito longe, do que deveria ser.

E o que deveria ser, na minha perspectiva, é o que propõe Sheldon Richman, autor de Separating School and State, uma história da escola estatal de Esparta aos nossos dias, no vídeo que se segue:

quinta-feira, 12 de abril de 2012

De maternidade a lar de terceira idade

seria o destino provável da actual MAC, como bem observa João Miranda, assim imperasse uma racionalidade económica fundada nos propósitos individuais e não, como sucede, em favor das diferentes burocracias que procuram sobreviver a todo o custo à sombra do Estado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A doença é profunda

Sob o mesmo título, publiquei no Estado Sentido um post onde me insurgia contra diferentes apelos à intervenção estatal para "estimular" ou "desincentivar" comportamentos. Na altura, incomodou-me particularmente o "apelo" do bastonário da Ordem dos Médicos à aplicação de um imposto sobre o que designou de "lixo alimentar".

Bem sei que o bastonário não foi pioneiro nesta sinalização, mas confesso ter-me surpreendido a decisão do governo dinamarquês de tributar as gorduras em diferentes alimentos (manteiga, margarina, batatas fritas, etc) a bem, claro está, da saúde dos súbditos uma vez que os mesmos são incapazes de entender e escolher, por si mesmos, quais as dietas que deverão adoptar. Inspirado na coisa, o perigosíssimo neoliberal David Cameron vai avisando os seus governados: "don’t rule out a fat tax".

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O raciocínio socialista e as vacinas

Raciocínio: quem viaja são os ricos, nomeadamente para se dedicarem nas férias aos safaris. Logo, como cabe os ricos pagarem as crises, toca a aumentar, 100 vezes mais, no início de 2011, com "justiça" portanto, as vacinas "internacionais" contra a febre amarela, a tifóide, etc., aproveitando o facto de "há muito" não serem revistos os respectivos preços.

Resultado economicamente esperado: custando um safari uns milhares de euros euros, quem os faz não é afectado por passar a pagar 100 euros pela vacina quando antes pagava 1. Assim, seria de esperar que nenhum dos ricos é afectado com significado, no que toca à sua saúde, com esta medida; são precisamente os que não são ricos, que são afectados por ela: emigrantes, trabalhadores sazonais e respectivas famílias, cooperantes, etc.

4-08-2011 - Preço das vacinas para viajantes descem até 85%; DGS(*) aplaude descida do preço das vacinas.
_____________
(*) - Como o responsável pela Direcção-Geral de Saúde, Francisco George, é o mesmo que presidiu ao seu anterior aumento, são naturalmente legítimas diferentes interpretações quanto ao facto de, na altura do aumento, não haver registo de manifestação público pelo repúdio (retroactivo...).

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A infâmia travestida de ciência

No i: Falar ao telemóvel não provoca tumor cerebral. Ou mais um exemplo do alarmismo e do seu  eventual "arrefecimento", da ciência (ou falta dela) veiculada pelos "estudos", o malfadado "princípio da precaução" e muitos jornalistas que envergonham o significado da profissão ao veicular, acefalamente e sem contraditório, "notícias" fabricadas:

Felizmente, agora, podemos estar descansados...
Afinal falar ao telemóvel não provoca tumor cerebral. A conclusão é de um estudo realizado por grupo de investigadores [Bouce e Taron] do Instituto Suíço de Saúde Pública
O que devia ser desenvolvido é tratado assim (até na sintaxe...):
Esta investigação veio contradizer o alerta lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre esta matéria. Bouce e Taron reforçam que é sinal de que existem poucas provas científicas neste campo.
Mesmo existindo poucas provas (alguma?) científicas, há razões para estar preocupado pois, desde logo, supostamente, é a "comunidade científica" que, mesmo sem provas, está preocupada.
No entanto, a comunidade científica mostra-se preocupada com a emissão de radiações no cérebro das crianças, nos primeiros anos de vida, visto o sistema nervoso, nesta altura, estar mais vulnerável.
E é assim, na base de mera especulação, sem qualquer tipo de verdade científica que entra em acção o infame "princípio da precaução" ("precautionary principle") segundo o qual, como definido na "cimeira da Terra", no Rio de Janeiro, em 1992,
mesmo na ausência da certeza científica formal, isto é, na ausência de consenso científico, a existência de um risco potencialmente causador de um dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prevenir este dano, sendo que caberá aos que manifestam cepticismo quanto à real existência desse risco o ónus de provar que esse risco não existe.